Entre Laços e Silêncios Sandrinha estava diferente. Não era só o ambiente simples da casa, nem o silêncio pesado que parecia ocupar cada canto. Era o rosto. Mais corado. Os olhos fundos, mas vivos. Havia algo ali — uma mistura de medo, culpa e um começo tímido de aceitação. Quando Lúcia entrou, o coração apertou. — Você tá melhor? — perguntou, antes mesmo de largar a bolsa. Sandrinha tentou sorrir. — Um pouco. Acho que… acho que tô começando a entender que não dá pra fugir de tudo. Lúcia não respondeu com palavras. Apenas se aproximou e a abraçou forte, daquele jeito que não pede permissão e nem explica nada. Um abraço inteiro, firme, que dizia “você não está sozinha”, mesmo quando tudo parecia desabar. Sandrinha desabou ali. Chorou no ombro de Lúcia, silenciosa no começo, depois

