Cordas que Guardam Promessas O aniversário de Lúcia se aproximava como um segredo bem guardado no coração de Adrian. Ele fingia normalidade, cumpria a rotina, conversava sobre coisas simples, mas por dentro estava em contagem regressiva. Não era apenas a data em si — era tudo o que ela representava: o tempo, a espera, o respeito, o amor que havia crescido com cuidado. Naquela manhã, Adrian saiu cedo dizendo que tinha compromissos no escritório. Lúcia acreditou, como sempre. O que ela não sabia era que ele havia passado antes por uma loja de instrumentos musicais na cidade vizinha, uma daquelas antigas, com cheiro de madeira e som de cordas dedilhadas no ar. O vendedor colocou alguns violões sobre o balcão. — É para iniciante ou para quem já toca? — perguntou. Adrian sorriu de leve. —

