O Leão que Cantava por Ela O silêncio que se formou na sala não foi um silêncio comum. Não era constrangido, nem vazio. Era aquele tipo raro, atento, quase reverente, que surge quando algo verdadeiro está prestes a acontecer. Lúcia segurou o violão com cuidado, como se estivesse tocando algo vivo. Os dedos ainda hesitavam por um segundo sobre as cordas novas, que reluziam sob a luz quente da casa. Adrian estava encostado perto da janela, os braços cruzados, um sorriso que misturava orgulho, desejo contido e uma emoção que ele não fazia questão alguma de esconder. Hugo, sentado um pouco mais afastado, observava com curiosidade. Ele já estava surpreso por saber que Lúcia falava várias línguas, que havia conduzido uma reunião internacional com naturalidade. Mas aquilo… aquilo era diferente

