cap:18

974 Words
Cap. 18: Miliane lavou o cabelo mais uma vez até que o cheiro desaparecesse, assim como ela desejava que aquela cena também sumisse de sua mente. — Como ele pode me desafiar daquela forma? Pensa mesmo que não vou voltar por causa disso? — resmungava debaixo do chuveiro. Ao sair do banheiro, encontrou Karmelia sentada em sua cama, esperando-a com uma expressão sombria. — O que há de errado? — Miliane perguntou, desconfiada. — Você deve ter cuidado. Meu pai estava falando que chegaram pessoas estranhas ao bairro — avisou, observando-a atentamente, como se tivesse notado algo errado. Então, Miliane percebeu o motivo quando Karmelia se levantou e caminhou em sua direção, segurando seu braço com firmeza. — Quem está te intimidando agora? — Ninguém, eu caí —/ respondeu rapidamente. — Mentira. O q.+*—ue fizeram? Sei que naquela escola tem muita gente r**m. Você deve ter cuidado e não confiar em ninguém. Ouvi rumores de que há um garoto encrenqueiro, e ele forçou uma menina. Se algo assim acontecer com você, acabou tudo! Estaremos mortos. A.*+—lém disso, não se atreva a gostar de ninguém, nunca faça isso, está ouvindo? — Karmelia falou, a voz cheia de preocupa/ção, em+.-bora fosse mais medo por si mesma e por sua família. Ela sabia que, para aquela família, seu papel era proteger, e se algo pior .+/acontecesse c*/769*4*/7om Miliane, nada mais importaria. / Miliane apenas confirmou com a cabeça, sem dizer uma única palavra. Já sabia que, para aquela família, se passasse pelo pior, sua existência não teria valor. No dia seguinte, estava novamente pronta para ir àquela escola. Seguiu o mesmo percurso de sempre, mantendo os olhos fixos na floresta, relembrando o momento vivido ali. — Não sabia que você morava tão perto — ouviu uma voz que a fez paralisar. Em seguida, adiantou os passos, como se estivesse fugindo. — Você é tão cismada assim? Espero que tenha uma boa intuição. — Olha... Gabriel, é Gabriel, certo? — Gabriel Tayled. Você vai ouvir falar da minha família. Eu moro naquela casa — ele disse, empolgado, apontando para um grande muro. A maioria das casas tinha muros altos ali e portões grandes, mas ela podia ver a grande casa por trás dos muros e as árvores frutíferas. — Eu não quero saber onde você mora. — Talvez não agora — comentou com um sorriso sombrio, enquanto ela continuava tentando se afastar. Ele continuou a segui-la, observando-a desconfiado, mas não comentou sobre tê-la visto entrando na floresta. Miliane percebia os olhares curiosos de algumas alunas e os comentários mudos que não conseguia decifrar enquanto estava ao lado de Gabriel. De repente, ele parou ao avistar Enrique junto com seus amigos. Miliane ainda não tinha percebido a tensão, nem que Gabriel havia parado, e só interrompeu seus passos quando entrou na sala. Durante a manhã, ela ouviu muitos boatos sobre problemas causados por um grupo de alunos do último ano, mas ninguém sabia quem poderia ser. — Soube que um aluno foi espancado e internado. Ninguém sabe quem foi, e nem mesmo ele quer dizer quem pode ter feito isso ——*— .+*—uma das alunas conversava com outro grupo de meninas. Por algum motivo, Miliane também se tornara algo a ser ——++++++++++temido, e isso a incomodava. — Não se importe com as fofocas. O aluno de quem estão falando era problemático e estava envolvido com coisas erradas — Enrique comentou ao parar ao lado de Miliane. — Isso... isso é coisa do Gabriel? — ela perguntou, temerosa. — Ele está sempre demonstrando ser problemático, mas não acredito que seja ele. Afinal, temos muitos alunos que podem ser um pro/714697/blema — ele avisou enquanto seguiam juntos. — Sim, não podemos julgar, certo? — ela perguntou, demonstrando nervosismo. — Ainda assim, é bom se manter longe dele. Você pode conversar com algumas meninas da nossa turma e saber por quê. Além do fato de que ele é de uma família importante, tudo o que ele fizer será acobertado — Enrique a alertou, tocando em seu ombro. — Obrigada. — Ah, não se esqueça do trabalho em equipe. Você pode fazer parte do meu grupo. Como novata, tem muitos assuntos que ainda precisa recuperar. A vice-líder quer se reunir com você também, vamos te ajudar — ele avisou, em seguida, indo para o refeitório. Miliane se sentia estranha, porque gabriel parecia estar sempre a espreita com aquele ar sombrio e estranho e foi ainda mais estranho quando ela ficou na escola fazendo algumas anoteçoes e saiu depois do alarme soar, o corredor estava vazio, ainda assim tinha um barulho em particular em uma das salas que despertou sua curiosidade. — Eu não sei de nada... — ela ouviu uma menina choramingar. — claro que voce sabe! — ele asseverou com a voz contida, Miliane ouvia as vozes e quando se aproximou teve a certeza de quem seria, gabriel estava com uma menina na sala, ela estava sentada na carteira escolar enquanto ele estava de braços cruzados em sua frente a interrogando enquanto ela chorava. Miliane engoliu em seco. O coração batia forte no peito. Ela queria entrar na sala e ajudar a menina, mas o medo a paralisava. Ela se aproximou da porta e escutou com mais atenção. — Por favor, Gabriel, não me machuque. Eu não vou contar pra ninguém. A voz da menina era um lamento. Miliane sentiu uma raiva que a consumia por dentro. Como alguém podia ser tão c***l? Ela respirou fundo e decidiu agir. Com um movimento rápido, abriu a porta e entrou na sala. — Gabriel! O que você está fazendo? O garoto se virou, surpreso. Seus olhos, antes frios e calculistas, agora transmitiam um misto de raiva e medo. A menina, ao ver Miliane, soltou um grito aliviado e correu para fora da sala.
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