Dobrado

513 Words
Sinto meu pescoço ser acariciado por mãos macias. Logo depois, a mesma toca os meus lábios de maneira excitante. Sinto um gosto amargo em minha boca. Ela me beija. Os pixels vão se agrupando relutantemente. Há uma luz fraca em nossa direção. Sinto outras mãos, frias, deslizar sobre minhas costas nuas. A outra mulher continua a me beijar. Olho para os lados. Encontro rostos conhecidos. Vejo Alexis e Andrew rapidamente. Estamos caindo. O Jazz que substitui a música soul me acordar. — Que foi? — Madison de pé é a primeira coisa que vejo ao abrir meus olhos. — Você. Estava com uma cara engraçada. O sonho devia estar bom, não é? — ela pergunta, sórdida. — Sim. Sonhei que casava com uma tal de Madison, e a mãe dela era realmente incrível. A melhor sogra que alguém poderia ter. — Você já tem a melhor sogra que alguém poderia ter. — afirmou Mad. — Ainda estamos falando do sonho? — sorri insolente. — Você também não é lá essas coisas como genro, Jas. Se toca. — ela revirou os olhos, dando-me as costas. Seu celular, em cima do criado-mudo ao lado da cama, próximo ao relógio digital, tocou. Peguei o celular. A velha desgraçada estava ligando. — Meio cedo para ela perturbar, não? — mostro o celular para ela, que se voltou para mim. — Me dá o celular. — ela pede não muito dócil. — Eu atendo. — Jas, não. — Um minutinho. — digo, enquanto deslizo para a esquerda na tela. "E aí, sogra?" "Jasper? Cadê minha filha?" "Calma, ela tá viva. Tudo bem?" "Quero falar com a minha filha. Por favor." "É assim que você trata o seu genro?" Madison tenta arrancar seu celular de minha mãe direita enquanto Todd aparece no quarto. Fico de pé na cama, enquanto esquivo de suas investidas contra mim. Nosso filho pede para faltar à escola. Rebuliço. Ou melhor, pandemônio. "Jasper, eu não quero perder a minha paciência. É um assunto importante!" "E eu não sou importante para minha sogra?" Mad está furiosa enquanto debocho da cara dela. Estamos no luta, agora deitados. Ela puxa o meu braço com força. Todd grita, Aibileen aparece de repente. A batalha continua, mas eu caio numa crise de riso e minha esposa consegue recuperar o seu celular de minhas mãos. A velha já havia desligado. — Você é ridículo. — ela diz saindo do quarto, já ligando para a velha. — Pai, pai. Posso faltar hoje? — Mas eu já não te dei cinco dólares ontem? — o menino subiu a minha cama e me deu um abraço. — É. — ele diz. Aibileen sai do quarto discretamente. — Então. Quanto você quer para ir hoje? — digo. — Dez é o suficiente? — sussurro em seu ouvido, como um segredo. — Sim, papai. — ele sussurra, sorrindo. — Fechado. Um beijo? — Beijo. — ele disse ao mesmo tempo enquanto esmagava os seus pequenos lábios a uma de minhas bochechas. Olho para o relógio ao meu lado. 07:20 A.M. Hora de minha viagem à Milledgeville
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