Rebeca Anos depois O barulho da porta abrindo devagar me fez franzir o rosto ainda sonolenta. Era cedo — eu sabia porque o sol nem tinha rasgado o quarto ainda. Mas, mesmo de olhos fechados, eu já sentia: alguma coisa estava acontecendo. E então ouvi. – Shhhhh, Titi! Devagar! – sussurrou Nicolas. – BÁAAAA!!! – respondeu Tiana, no alto dos seus um aninho de vida e seus dois dentinhos da frente. Eu sorri, ainda de olhos fechados. – Vai logo, filhão. Devagarzinho igual eu falei, senão acorda ela antes da hora – a voz rouca e grave do Felipe completou o sussurro. Era isso. Eu estava sendo acordada pelos três amores da minha vida. Senti um tropeço leve do lado da cama. – Ai meu Deus, Tiana deixou cair a flor! – cochichou Nicolas, desesperado como se tivesse quebrado uma joia rara. –

