Rebeca O barulho das ondas ainda era o mesmo. Cinco anos se passaram e, mesmo com o mundo tendo virado de cabeça pra baixo e voltado ao lugar mais de uma vez, o mar nunca mudou. A areia continuava quente, o vento ainda brincava com meu cabelo, e as crianças — agora minhas — riam como se o tempo fosse feito só de alegria. Eu me sentei na canga com as pernas cruzadas, ajeitei o chapéu e respirei fundo. Nicolas corria com o balde na mão, tentando encher de água salgada pra jogar na irmã. Tiana, com sua fraldinha decorada com peixinhos, gargalhava como se o irmão fosse um super-herói. E ele era. O irmão mais velho que a vida escolheu dar a ela. – Não deixa eles irem muito longe, amor – murmurei pro Felipe, que estava deitado do meu lado, usando óculos escuros e uma cara de paz que eu jama
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