Dante Caminhei até a porta sem olhar para trás. Eu podia sentir os olhos dela queimando em minhas costas, sua respiração ainda pesada pela intensidade do momento que acabávamos de compartilhar. Quando cheguei ao batente, não resisti à tentação de me virar. Um último olhar. Um último vislumbre da mulher que tinha conseguido, de alguma forma, atravessar minha barreira de aço. Carina estava parada no meio da sala, imóvel, mas sua postura não era de submissão. Não. Seus olhos brilhavam com um misto de raiva e confusão, como se estivesse lutando contra algo dentro de si. Era exatamente como eu me sentia, embora nunca admitisse isso em voz alta. Dei um passo para fora e fechei a porta atrás de mim, tentando ignorar a sensação que ainda pulsava em meus lábios. A textura macia, o calor, a resis

