Carina Madrugada. A cidade parecia morta àquela hora, o som dos meus passos ecoando pelas ruas desertas como um aviso sombrio. O peso da pasta em minha mão era mais psicológico do que físico, mas era impossível ignorá-lo. Dentro dela estavam os documentos que Enzo Messina confiara a mim, documentos que o levaram à morte. E agora, eles poderiam ser a minha sentença. A sensação de estar sendo seguida começou assim que saí do escritório. O farfalhar de um casaco, o som de passos que cessavam quando eu parava. Olhei por sobre o ombro mais uma vez e vi duas figuras. Mantinham distância, mas o suficiente para me intimidar. Os homens de Dante Rossi. Minha respiração acelerou, e meu corpo inteiro entrou em estado de alerta. A mente dizia para correr, mas minhas pernas hesitavam. Correr signi

