capitulo 40

735 Words

O calor do Arizona não era brincadeira. Era seco, sufocante, e te fazia suar até a alma. Mas não era isso que me incomodava. O que fazia meu estômago revirar era o portão de aço se fechando atrás de mim no Presídio Federal de Segurança Máxima. Um lugar onde o concreto grita, e os homens não cochicham: rosnam. Desci do furgão escoltado por dois carcereiros e com as algemas apertadas demais nos pulsos. Os outros detentos que estavam no pátio pararam. Alguns apenas me olharam de canto. Outros riram. Um deles fez um sinal com a mão imitando uma arma, apontada pra mim. — Chegou carne nova — ouvi alguém dizer. — Cuidado, é dele agora. “Dele?” perguntei para mim mesmo. Mas não precisei de resposta. Os olhares seguiram uma única direção. E então ouvi o nome. — Livio Dias. O nome bateu no me

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