Verdades à Mesa Blade ainda tentava entender a frieza com que Melina falava sobre a inseminação. O garçom recolheu discretamente os pratos, deixando sobre a mesa apenas as taças e o silêncio que parecia pesar entre eles. Ele se inclinou levemente para a frente, buscando o olhar dela. — Melina por que inseminação artificial? — perguntou em voz baixa. — Por que nós não podemos tentar de forma natural? Ela pousou calmamente a taça e respondeu, sem hesitar: — Primeiro, porque eu sou virgem. A confissão o pegou de surpresa. Blade piscou, tentando decifrar o que acabara de ouvir. — Você… o quê? — Sou virgem — repetiu ela, serena, como quem afirma uma verdade simples. — E não vou perder a minha virgindade com um homem que não sabe valorizar uma mulher. Blade engoliu em seco, sem encontra

