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Blurb

Valentina Gutierrez é uma recém formada, com um futuro promissor e uma vida bem estruturada, mas, seu mundo vira de cabeça para baixo quando descobre a traição de seu noivo e ela é demitida do emprego.

Jogada sem para quedas no árduo campo de batalha do mercado de trabalho e com uma decepção amorosa na bagagem, a jovem se vê encurralada e acaba sendo salva por sua amiga, Melina, que muda todo o panorama com uma oferta de trabalho inusitada que promete bagunçar ainda mais a vida da jovem, mas que acaba colocando sua vida e a si mesma nos eixos.

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Capítulo 1
Valentina Acho que somos moldados por cada experiência que vivemos, cada relacionamento leva um pedaço de nós, não é possível reaver esse pedaço, ele pode até voltar para nós, mas se transforma em outra coisa. Era tarde da noite quando enfim tive coragem de girar a chave na ignição e dar a partida no carro novo. Gostaria de estar errada, mas meu coração me dizia que não, aquela voz no fundo da minha alma também me dizia que não, eu não estava, aquela voz que sempre foi um sopro de razão na minha consciência, ela me dizia que algo estava errado, e estava me dizendo que o meu noivo estava me traindo. E o fato dele sair no meio da tarde quando deveria estar no escritório apenas confirmava tudo. As minhas pernas tremiam conforme eu afundava o pé na embreagem e mudava a marcha canhestramente aumentando a velocidade e chegando quase ao limite da via, não era a melhor das motoristas, era recém-habilitada, estava surpresa por alcançar o sedã preto e rezava internamente para que ele não percebesse que estava sendo seguido. Belo passeio de inauguração, uma perseguição em uma tarde ensolarada de sexta-feira, parabéns Valentina você se superou ao atingir o fundo do poço, passou-se 20 minutos até que o carro deu seta, indicando que iria encostar na calçada, estacionei um pouco mais afastada e percebi que estávamos diante de um condomínio pequeno formados por alguns "flats", e ao virar a cabeça novamente para frente o meu coração veio parar na garganta. Uma loira de pernas longas e vestido curto entrou no carro com uma elegância que eu jamais fui capaz de ter ao entrar na BMW de Marcos, o carro era baixo demais então ou eu afundava bruscamente, ou tentava me segurar em qualquer lugar para me sentar com um mínimo de dignidade. Senti um pulso firme esmagar o meu coração quando através do vidro traseiro, vi duas cabeças se aproximarem, eles estavam se beijando. O meu noivo estava beijando outra mulher dentro do carro, dois anos de relacionamento jogados no lixo, dois anos de sentimentos investidos, de cama compartilhada, de fodas meia-bocas, para no final ser traída uma semana após ser pedida em casamento. Isso era s*******m. E das mais baixas. Os pneus cantaram quando arranquei com o carro, não me importei com o cheiro de pneu queimado ou talvez fosse a embreagem, entrei novamente no fluxo constante da avenida tomando certa distância deles, mas a julgar pelo caminho que estavam fazendo, eu sabia muito bem para onde estavam indo, ele deu a seta para direita, indicando que ia entrar numa rua lateral, sinalizei que iria virar a direita, e m*l havia entrado na rua quando avistei a fachada imponente do hotel de luxo, ele fez o contorno para atravessar a avenida e acessar a outra mão, fiquei enjoada quando o vi entrar no hotel de luxo muito bem localizado na Cerqueira César, hotel esse que Marcos havia dito que estava fora do nosso orçamento, mas que era perfeitamente aceitável para ir com a sua amante. Esperei pelas lágrimas, elas não vieram. O sedã preto avançou e parou na entrada, um manobrista bem-vestido abriu a porta do carona e a loira desembarcou graciosamente arrancando rubores do manobrista, parei logo atrás e graças a pressa de Marcos em entrar ele não me viu desembarcar logo atrás dele, m*l entendi as instruções do manobrista e apenas entreguei a chave a ele e peguei um ticket, entrei no saguão e aguardei apenas tempo suficiente para que Marcos fizesse o check-in. Eu conhecia aquele hotel, já havia comparecido há muitas reuniões ali, merda, eu passava diariamente em frente aquele lugar, era meu trajeto para o trabalho, ou melhor, para o meu antigo trabalho. Talvez a minha demissão tenha encorajado o cretino e ele ficou descuidado, ou talvez, ele me julgasse burra e apaixonada o suficiente para perdoar, caso descobrisse a sua traição. O meu estômago embrulhou, a bile queimou na minha garganta me deixando com um gosto r**m na boca, a raiva me fez arder de indignação enquanto esperava, esquentando o meu sangue, tive de agir, tive que colocar aquilo para fora, caminhei desnorteada pelo piso elegante, o lugar era lindo. Me aproximei do balcão e uma moça muito elegante e toda vestida de preto se inclinou com um computador de última geração a sua frente me cumprimentou — Boa tarde, senhorita... — Ouça moça... — a interrompi sem pudor ao deslizar a bolsa pelo braço. — Acabei de dirigir meu carro novo, foi a primeira vez que peguei a marginal e eu praticamente atravessei a cidade para chegar aqui, fui demitida, descobri que o meu noivo está me traindo, o desgraçado de camisa azul, ele acabou de passar aqui. Abaixei a cabeça para procurar a carteira, quando a achei deslizei duas notas de 100R$ em cima do balcão, a mulher ficou branca e começou a balançar a cabeça e a gaguejar milhões de desculpas e recusas que não estava disposta ouvir. Hoje não. — Apenas, deixe-me ir ao quarto, não irei quebrar nada. Por favor, eu preciso dar um fim nisso e salvar o pouco do amor-próprio que me resta. — Senhorita, e-eu não posso. Irei perder meu emprego. — Droga, eu sabia que ela estava certa, não costumava ser tão insensata, mas... — Por favor. — Implorei, a minha voz ficou embargada, a humilhação daquela situação me atingiu com força, m*l notei quando um homem engravatado, que mais parecia uma geladeira Electrolux de duas portas aproximou-se de nós. — Deixe-a ir, Karen. — Disse com a voz gélida e cortante, a recepcionista mordeu o lábio e assentiu. — Sim, senhor. — respondeu sem titubear. A atitude do homem inquietou-me, a obediência cega da funcionária ainda mais, mas apenas assenti, um aceno curto de agradecimento era o máximo de bons modos que conseguia expressar naquelas circunstâncias, e deixando a curiosidade de lado, apercebi que a moça havia deixado o seu posto e contornado a ilha da recepção, ela me devolveu o dinheiro e com um gesto me conduziu até os elevadores, descemos no décimo segundo andar e ela me levou por um corredor completamente branco, do chão ao teto, a única cor vinha das paredes, que estavam decoradas com quadros aleatórios que não me dei ao trabalho de dirigir uma segunda olhadela, um lugar puro demais para sujeira que estava acontecendo com certeza por trás de uma daquelas portas, ela parou de repente e cedeu-me a chave eletrônica. — É só passar no sensor da porta, ele está aqui. — Eu disse um "sim e obrigada", mas minha voz não saiu, comecei a ouvir sussurros e gemidos, não um gemido normal, um gemido daqueles de filme pornô americano, e eu sabia que Marcos não tinha um p*u mágico, e se tinha, ele não funcionava comigo. Passei o cartão com uma fúria renovada, a porta abriu silenciosamente, um passo à frente e eu estava na situação mais humilhante da minha vida. Havia uma antessala, uma estrutura de madeira com padrões circulares vazados limitava os ambientes e me permitiu ver a cena mais ridícula da minha vida, o meu noivo montando uma mulher seminua, como se fosse um pinscher no cio, ridículo, desesperado, ele realmente era broxante, será que era aquela imagem que havia diminuído pouco a pouco o t***o que eu tinha nele? Não, não era apenas isso, o sexo era um problema, mas havia problemas maiores e o seco r**m era apenas um efeito colateral, mas aquela mulher não parecia ter nenhum dos problemas que tínhamos, ela gemia com uma atriz fanha, busquei por verdade no comportamento deles, para tentar descobri o que fiz de errado, mas tudo parecia falso e deprimente, e pela primeira vez desde aquele dia maldito nasceu, eu não me sentia a pessoa mais desafortunada do recinto, era aquela pobre mulher se esforçando para sentir prazer com aquele p*u traidor que estaria meio-mole em 30 segundos. As minhas mãos moveram-se sozinha, palmas pausadas ecoaram pelo quarto, Marcos tombou para o lado se cobrindo com o lençol, o rosto branco ao me ver. — Um desempenho digno do Xvideos, pena que não iria durar muito, não é mesmo? —Tina! Eu posso explicar... não faça confusão... — Que confusão? — Rosnei. — O que diabos vai inventar para tentar enganar os meus olhos e ouvidos? —Tina... Amor, por favor. Sem desviar os olhos da cena, peguei a caixinha aveludada na bolsa e joguei em direção a cama, bem no colo da loira que estava pálida como a morte e tentava se cobrir. — Pegue, acabou de ser promovida. Pelos menos o diamante irá te consolar quando ele gozar e você ficar entediada. Me virei para sair, cheguei ao corredor e a moça já me aguardava, entreguei o cartão a ela, mas meu braço foi puxado e dei de cara com Marcos trajando apenas um lençol na cintura o corpo esguio e musculoso à mostra, olhei para aquela mão despida da aliança de noivado, aquela mão nojenta que estava segurando a b***a de outra há poucos minutos. — Ela é só um caso de uma noite. — Ofegou todo vermelho. — Pelo amor de Deus! Eu pedi você em casamento, comprei uma casa! — Vociferou sacudindo o meu braço. — Os nossos pais já estão organizando tudo, pagamos metade da festa e... Um tapa estalado foi minha resposta, ele me soltou e segurou o rosto perplexo. — Tina? — Ficou maluco se acha que a p***a de uns preparativos irá me forçar a casar com um merda que nem você. — Sussurrei entre dentes, usando uma linguagem que apenas havia ouvido de minha mãe quando ela estava muito furiosa e não podia gritar comigo e minha irmã porque não estávamos a sós. — Acha que irei me sentir melhor e perdoá-lo por diminuir o valor sobre o que quer que tenha com aquela mulher? — Bufei e estremeci ao perceber que eu também queria bater naquela mulher, mas a culpa não era dela, eu acho. Não era ela a comprometida, era ele, olhei novamente para o dedo comprido e nu. — Como está sem aliança, aposto que a enganou também. Me virei para ir embora, ele me agarrou novamente e não poupei força quando girei e acertei uma joelhada na sua virilha. — p**a que pariu! — Não me toque. Seu babaca escroto! — Grunhi. Saí daquele lugar, deixei o i****a traidor no chão, ignorei o olhar dos outros hóspedes que colocaram a cabeça para fora dos quartos para espiar o espetáculo, entrei no elevador e não sabia quem estava mais pálida, eu ou a recepcionista. — Desculpe. — Sussurrei quando o elevador chegou e nos levou para baixo com um zumbido reconfortante. Quando chegamos ao saguão, ela desceu depois de me informar o piso no qual meu carro estava, estava com as mãos tremendo quando cheguei ao segundo piso do subsolo, procurei a chave do carro na minha bolsa enquanto ziguezagueava pelo estacionamento à procura do meu carro, alguns minutos depois o encontrei, apertei o botão do alarme e entrei com tudo no automóvel, soquei o maldito volante, do maldito carro que havia ganhado de presente, o presente com parcelas extravagantes que eu teria de pagar. — Babaca mão de vaca! Desesperada para ir embora dali e não ver a cara de Marcos nunca mais, girei a chave, pisei na embreagem e engatei a primeira marcha, baixei o freio de mão, o carro morreu. Aconteceu uma, duas, três vezes, na quarta tentativa as minhas pernas tremiam, o suor encharcava minha testa, o meu corpo sacudia de raiva, vergonha e frustração, maldito carro de embreagem curta! Ele poderia ao menos ter escolhido um automático! Soquei novamente o volante acertando precisamente a buzina, provavelmente estava chamando atenção para meu próprio espetáculo de auto depreciação, com as mãos doendo apertei o volante e apoiei a cabeça nele, desabei num choro convulsivo de puro ódio. Queria parar de chorar, quando Marcos acabasse de se lamuriar pelo chute no saco, iria destratar os funcionários e então ele sairia e não queria que me encontrasse ali, aos prantos ergui o rosto derrotada, mas disposta a uma última tentativa para achar o ponto da embreagem e sair de vez dali, nem que eu fosse até em casa de segunda. Então, o brilho ofuscante do sedã preto atingiu o meu rosto, vi o carro de Miguel estacionado bem em frente ao meu, elegante e imponente, o carro de um homem poderoso e bem-sucedido, um homem que herdaria uma empresa lucrativa, que esteve a um passo de possuir uma casa bonita num bairro tradicional, uma esposa devota e uma amante loira a tiracolo. A ira tomou conta de mim e imediatamente saí do carro, dei a volta e abri o meu porta-malas, levantei o carpete em busca da chave de roda que acompanhava o veículo, ela estava embaixo do estepe e sorri entre lágrimas furiosas, com ela em punho caminhei determinada e acertei o para-brisa abrindo um buraco considerável, a chave grudou no vidro quebrado puxei com as duas mãos e quase caí quando ela se soltou e o alarme foi acionado, em seguida atingi o capô, as janelas, o porta-malas, continuei golpeando até que meu braço se cansou, o meu ataque durou apenas alguns minutos, minutos que sairiam caros ao bolso dos Ventura, mas já que Marcos conseguia pagar um quarto com uma diária de 3.000R$, isso não seria nada. O que era isso diante dos jantares que banquei quando ele dizia estar duro devido aos livros da faculdade, dos gastos da nossa última viagem, o que era esse prejuízo diante das várias idas ao motel que saíram do meu bolso quando não recebia nem mesmo um orgasmo de agradecimento? Meu vibrador de golfinho ainda me dava mais orgasmos que ele, meus crushs literários me deram todos os orgasmos que senti na vida, p***a! E eles nem eram reais! Eu sou patética. O meu braço caiu ao lado do corpo, cansado. Sorri ao ver a minha obra, a chave de roda tornando-se pesada, o barulho do alarme estava me dando dor de cabeça, logo alguém apareceria, caminhei em direção ao meu carro, guardei a ferramenta e o meu sorriso vingativo se apagou no instante em que baixei a tampa do porta-malas e vi um homem, o cara da recepção, ele estava com o celular a meio caminho da orelha e ao lado de uma Land Rover preta, ele olhou para o carro de Marcos e depois para mim, novamente para o carro e quando o seu olhar pousou em mim pela terceira vez, balbuciou algo no telefone e deu um meio-sorriso torto enquanto o colocava novamente no bolso. Merda. — Fiz a escolha certa ao decidir assistir o seu show e não ao daquele perdedor. Meu Deus, eu iria para a cadeia e benefício da cela especial nem existe mais, estou ferrada.

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