Marco sentia a fúria pulsar em cada fibra do seu ser. Era um sentimento primitivo, algo que tomava conta dele como um incêndio descontrolado. Seus olhos estavam fixos nela – Eva. A loira que, sem esforço algum, conseguia virar seu mundo de cabeça para baixo. A garota que, naquele exato momento, estava sorrindo para outro homem. Seu maxilar travou. Seu punho fechou-se com tanta força que as unhas cravaram na palma da mão. Ela ria. Uma risada leve, genuína. Um som que ele já ouvira antes – quando estavam sozinhos, quando era ele a única razão daquele sorriso. Mas agora? Agora ela ria para Yang, um garoto que Marco sequer considerava digno de sua atenção. Um fluxo de xingamentos escapou dos seus lábios em um italiano carregado, palavras afiadas cuspidas como lâminas no ar. A garota que

