Capitulo LXVI

1607 Words
Celleney Peny. Do mesmo jeito, em que o seu toque subtil e até respeitoso dele em mim, enlouquecem os meus hormônios, me acalma de forma insana. É inexplicável. Eu não me importava de ficar mais tempo daquele jeito, porém o pigarreo vindo da porta, fez com que eu me afastasse dele imediatamente e levasse as minhas mãos para enxugar o meu rosto. - Está tudo bem, senhorita Mille? - a Márcia que é quem estava na porta questiona, me encarando. - Eu estou, obrigada. - respondo sem capacidade mental, de olhar agora, novamente para o Henrik. Céus, o que é isso? - Você tem alguma coisa, uma sacola onde eu posso colocar as minhas roupas? - eu questiono-a e a mesma ainda olhando para mim levanta o seu braço. - Eu fui buscar. - ela diz entrando no banheiro e eu suspiro fundo, tentando acalmar os meus hormônios. - Oh, o que é isso? - ela questiona vendo a minha calcinha quando eu a pego para guarda-lá. - É uma calcinha, roupa interior. - eu respondo-a e ela sorri com as bochechas coradas e inevitavelmente os meus olhos vão para o Henrik, que está também levemente ruborizado. - Eu nunca vi algo parecido antes. - ela comenta enquanto eu guardo também o meu vestido de noite. - É, com certeza é mais confortável que essas, gostaria que elas existissem aqui. - eu comento. - O lugar de onde vem, deve ser bem diferente de Eldravia, aqui, isso seria considerado um escândalo. - ela comenta, me entregando a sacola e eu dou de ombros. - Imagino. - eu falo para ela. - Eh… muito obrigada pela sua ajuda, e desculpa-me pelo incômodo. - eu lhe digo e ela simplesmente me observa. - Eu, penso que o Henrik vêm para cá sempre, então eu entrego as suas roupas para… ele trazer. - eu falo sem querer olhar para ele, e sentindo o meu sangue aquecer e nem olho para ela. - Não precisa incomodar-se, fique com as roupas. - ela diz eu suspiro assentindo positivamente. - Obrigada. - eu agradeço voltando o meu olhar para ela e ela assente com a cabeça. - Eu… - fica calada, Celleney. - Hamn, gostariam de uma taça de vinho? - ela questiona entrando no quarto, e eu levanto o meu olhar para o Henrik, que simplesmente não esboça reação nenhuma quando a oferta dela. - Nós precisamos ir. - ele fala, e eu vejo o semblante dela mudar. Eu sinto que talvez, ela esteja interessada e com ciúmes do Henrik, e já o Henrik… Eu cheguei a conclusão faz tempo, de que ele é um pedaço de m*l caminho, devasso, e com certeza para ele, ela deve ser apenas… ela, nada de mais. Talvez a forma com que ela me encara tenha a ver com o fato dela estar me vendo com ele. Ela está claramente com ciúmes e deve ter alguma razão para isso, não? Quero dizer, ela pode, sim, estar apaixonada. E nada contra, ela é uma meretriz, como eles chamam aqui, ela deve saber mais do que eu que supostamente o Henrik não devia sequer ter, e que ele não se casaria com alguém que não é de linhagem real, como o Virgil falou, ou seja, ela não alimentaria um sentimento que não seria benéfico para ela. À não ser que a relação deles seja mais que… essa. - Como desejar, meu príncipe. - ela fala e ele praticamente nem liga para ela, e saímos do quarto. Eu tento esconder que eu estou incomodada, afinal, eu não tenho motivos para estar. Oh, mas eles se divertem hein… Estão praticamente se engolindo por aqui, bêbados, e humn… Eu pensei que eles eram mais comportados na era das pedras, mas eu acho que eles são piores. Uma vez eu tive que ir buscar um dos meus primos no motel, ele é poucos anos mais velho que eu, mas responsabilidade zero. Parece que a moça lá, o dopou com alguma coisa, e ia filmá-lo e mandar para a mídia, muito provavelmente depois dar o golpe da barriga, e antes que ele capotasse, de todos os irmãos dele, ele ligou para eu o ajudar. Aquele dia foi uma adrenalina que só, eu estava com a Alice e tive que ligar para o meu outro primo, o irmão dele, para nos encontrar no estacionamento do motel, e basicamente invadimos o lugar, porque a moça da recepção não queria fornecer dados, o coitado estava todo dopado, a garota, realmente com uma câmera toda na direção deles. Foi um pequeno babado, mas para vocês verem que eu era apanhada fazendo coisas e recebia palestras porque eles me denunciavam, mas eles mesmos se metiam em coisas piores e se safavam porque eu ajudava. Mas enfim, sem ressentimentos. - Façam uma ida segura. - a Márcia fala, e eu a encaro antes de sair. - Obrigada. - eu agradeço-a novamente, e a contragosto ela me dá um mínimo sorriso. - Venha. - o Henrik diz, me tirando dali com a sua mão que se encaixou na minha cintura me guiando para fora. E eu vi-me obrigada a pegar no corrimão porque as minhas pernas perderam forças repentinamente. Os homens que receberam os cavalos vêm com eles. - Obrigada. - eu agradeço ao homem que assente ruborizado e aparentemente sem graça por algum motivo. - Você virá comigo. - o Henrik, diz e eu o encaro. - E, porque eu faria isso? - eu questiono-lhe curiosa. - Claramente não está em condições de cavalgar, choverá a qualquer momento e precisamos chegar o quanto antes ao palácio. - ele diz e eu o observo. - Primeiro, eu acho que você está me subestimando, e segundo, eu não pretendo voltar com você para sítio algum. - eu deixo claro e ele me encara como se implorasse por paciência. - Oh, pois me conte para onde pretende ir, no estado em que se encontra, com essa temperatura, e a essa hora, Celleney? - ele questiona-me e eu reviro os olhos, ignorando o sarcasmo dele. - Para onde eu não seja ameaçada de morte, provavelmente. - eu o respondo. - Suba no cavalo, Celleney. - o seu tom, deixa claro que não foi um pedido, que fez até os meus batimentos cardíacos acelerarem. Mas, o meu avô as vezes usava esse tom, e mesmo assim eu não obedecia, então quem ele pensa que é? - Não. - eu o respondo, subindo no meu. E um trovão é acompanhado de um raio que cai bem no meio das árvores na frente, me assustando. A intensidade do vento está aumentando. - Faça como quiser. - ele fala, subindo no seu e eu dou de ombros, vendo ele cavalgar, enquanto eu observo o céu. - Celleney. - ele para e chama-me. - Pode parar de ser teimosa, e vir? - ele questiona cheio e eu sorrio, ele está sem paciência mesmo. Eu provavelmente estraguei a noite dele. - Você me dará as chaves do meu quarto? - eu o questiono. Eu não queria voltar, mas não tenho outra opção por agora. - Ninguém entrará nos seus aposentos sem você permitir. - ele confirma e eu assinto. - Tudo bem… - eu o respondo e cavalgo até ele. Foram questões de segundos até ele começar a cavalgar demasiado rápido, e eu não tive escolha, a não ser fazer o mesmo. Eu estou com uma dor intensa, eu nunca me dei bem com cólicas, mas essa está mais intensa que o normal, e os solavancos só tornaram ela pior. Mas finalmente chegamos no palácio, e foi certeiro, nenhum guarda estava próximo quando entramos no estábulo. Eu deixei ele guardar os dois cavalos, enquanto os pingos que apanhamos antes de entrar se transformam em chuva. - O que foi? - ele questiona-me. - Eu quero vomitar. - eu comento, me segurando para ignorar a náusea que eu estou sentindo. - E eu estou com muita dor. - eu comento também, com a minha mão na barriga. - Isso é normal? - ele questiona aparentemente preocupado fazendo com que eu olhe para ele pensando se eu falo ou não o que acho. - Eu nunca senti isso antes. - eu respondo-o, saindo de lá e ele vem logo em seguida. Talvez a sua irmã tenha-me envenenado. Eu quero dizer isso, mas eu não acho que será uma boa ideia. - Fale. - ele diz, e eu encaro-o tentando compreender o que ele quis dizer. - Eu sei que quer dizer alguma coisa. - ele conclui, e o meu coração acelera. E o meu rosto aquece. - Eu… - eu balbucio. - Eu não estou acusando ninguém, eu sequer tenho certeza. - eu deixo claro. - Mas eu acho que talvez eu… tenha comido o que não devia. - eu lhe digo e ele me observa cuidadosamente. - Acha que a Lyra a envenenou? - insano. O meu rosto aquece ainda mais. - Eu, acho que sim. - eu falo realmente com muita dor, e com medo da reação dele, é a irmã dele e eu também não tenho certeza do que isso seja. - Eu não sei. - eu concluo, e ele assente sem falar nada. - Venha. - ele diz e me guia pelos corredores onde eu o seguia. E eu o segui, realmente com muita dor. E ele me levou para o quarto dele, os guardas mudos, ficaram ali quietos como quem não está vendo nada. - Chame o sanchler. - eu ouço ele falar com alguém na porta e eu não me aguentei e fui para o seu banheiro, lançar. Eu não estou bem, de todo.
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