CRISTINA — O que você está fazendo aqui? — William me questiona, ainda parecendo perdido. Suspiro. Eu amei William o máximo que uma garota com dezessete anos consegue amar. Ele era mais velho, podia estar com qualquer garota, mas tinha escolhido a mim, entre todas as outras garotas. Eu me sentia invencível, ajudava também o fato dele me entender melhor do que ninguém e reafirmar para mim constantemente o quão madura eu era para a minha idade. Ele teve muitas das minhas primeiras vezes e isso por si só já quer dizer algo. Ele esteve ao meu lado durante alguns momentos sombrios da minha vida e quando eu comecei a minha linha de trabalho ele foi extremamente compreensivo, nunca se desesperando por ciúmes ou tentando me conter ou me proibir. Ele sempre me respeitou e me deixou livre para

