Cristina
Finalmente estou cara a cara com Alex Holland. Sei que preciso agir o mais rápido possível mas há tanta ira percorrendo o meu corpo que sou incapaz de pensar logicamente. Não posso apenas me aproximar dele no meio do corredor e começar a fazer perguntas, exigindo que ele fale sobre o meu pai. Não posso também seduzi-lo como faço com os homens traidores porque eu precisarei com Alex de mais do que algumas fotos comprometedoras.
Preciso que ele me dê a verdade, caramba.
Preciso que ele me conte o que fez para que meu pai acabasse morto.
Alex leva seus olhos até mim, guardando seu celular no bolso interno do seu paletó. Ele leva seu olhar desde meu cabelo cuidadosamente cacheado para parecer natural e despojado, até minha maquiagem que chama atenção para a melhor parte do meu rosto, meus lábios, meu corpo extremamente trabalho na academia coberto por um minúsculo vestido vermelho, até os meus, com saltos finos o suficientes para servirem como armas de uma assassinato.
Assassinato que será o de Alex.
No momento em que ele termina sua inspeção um olhar de desgosto cruza seu rosto e eu sinto vontade de soca-lo mais que nunca.
Que se exploda esse homem i*****l.
Cruzo meus braços sobre meu peito me recusando a demonstrar ter sido tingida por qualquer coisa que esse homem me lance.
— Alex Holland. — cantarolo, me esforçando para manter todo o veneno fora do meu tom de voz.
— Não tenho interesse em prostitutas. — ele fala e eu tento não me encolher com o seu tom.
Na verdade eu me recuso a encolher com o seu tom de voz. Não vou dar nenhum tipo de poder a esse homem, p***a. Ser chamada de p********a duas vezes em um espaço de tempo tão curto certamente é o meu novo recorde. Qual é o problema desses homens que se recusam a aceitar uma mulher que saber usar a sua sensualidade?!
Que todos eles vão ao inferno.
— Não sou uma p********a, Mr. Holland e mesmo que fosse... — olho para ele de cima a baixo — Não há dinheiro no mundo que fizesse com que eu fosse de bom gosto para a sua cama.
Ele para de andar e me olha intensamente. Talvez esse tenha sido um movimento e******o da minha parte, visto que quero me aproximar desse homem o suficiente para descobrir provas sobre seu envolvimento na morte do meu pai, mas eu não pude me conter. Conhece esse tipinho. Rico, bonito, charmoso e que acha que tem o mundo inteiro aos seus pés. Ele pode ter o que for aos seus pés, mas não eu. Cristina Maddox não abaixa a cabeça para homens desse tipo, de jeito algum. Na verdade eu costumo devora-los todos os dias.
Antes que eu possa fazer um próximo movimento, e******o ou inteligente, a porta do elevador se abre e um Ian extremamente animado sai do elevador, parando por alguns segundos para olhar entre Alex e eu.
Me chuto mentalmente, visto que estive tão absorta em minha raiva alimentada por Alex Holland que esqueci de Ian e o meu verdadeiro objetivo aqui. m***a dupla, preciso dar um jeito nisso mas não posso perder minha chance com Alex.
Tiro meus olhos de Alex e volto-os para Ian.
Mesmo odiando o que farei agora todo mundo aprende desde criança que primeiro vem os negócios para depois vir o prazer.
— Oi, querido. — falo, abrindo um sorriso enorme para Ian.
Ele olha nervosamente para Alex, provavelmente medindo a competição, antes de voltar seus olhares ansioso para mim.
— Eles não tinham o champanhe que eu queria. — ele fala, provavelmente explicando a sua demora.
Controlo minha vontade de soca-lo por ser e******o.
— Venha, não é realmente no champanhe que estou interessada. — digo, ronronando e num passe de mágica Ian esqueceu de Alex e está quase levitando até mim, apesar de seu peso.
Olho na direção em que Alex está um última vez antes que Ian me alcance e encontro sua carranca ainda mais aprofundada, com desgosto exalando de todos os seus poros.
Ian me alcança, puxando meu braço como um adolescente ansioso faria. Controlo o desejo de empurra-lo entro atrás dele mas eu tenho tempo o suficiente para ver qual a suíte que Alex destranca para entrar.
Guardo a informação na minha cabeça, para caso eu tenha a opção de usa-la mais tarde.
No momento em que porta se fecha Ian vem para cima de mim, tentando me beijar. Faço de tudo para controlar a ânsia de vomito, me afastando lentamente dele.
— Vai com calma, tigrão. — digo, sorrindo — Eu gosto de fazer um show.
Seus olhos brilham com interesse.
— Um show? — ele repete minha afirmação em forma de pergunta.
— Uhum, por que você não senta e aproveita. — falo, empurrando-o lentamente para a cama.
Ele está soando como um porco no matadouro.
— Deixe-me criar um clima. — falo, ficando de costas para ele para pegar meu celular.
— Eu acho que já temos clima suficiente aqui. — ele fala.
— Mas eu posso fazer melhor. Ou eu entro para m***r ou nem entro. — digo, enquanto pego meu celular.
Vejo uma mensagem de Jackson dizendo que Black já está em posições, no prédio ao lado, em um angulo perfeito para tirar as fotos incriminadoras que precisamos.
Coloco Feeling good do Michael Bublé para tocar, me virando lentamente para direção de Ian.
Me movo sensualmente no ritmo da música, balançando minha b***a até o chão e subindo novamente.
Começo lentamente a desfazer o zíper do meu vestido, que já não faz esforço nenhum em esconder o meu corpo nesse momento. A acusação de Alex sobre eu ser uma p********a queima em minha cabeça mas eu luto para afasta-la. Sei quem eu sou e isso me basta. Sei que fui abençoada com um corpo matador, feito para levar os homens para o caminho do pecado, e não tenho nenhuma vergonha dele.
Pisco em expectativa quando meu vestido cai no chão, me deixando só na minha lingerie pequena e reveladora. Ian está vermelho e arfando e pela primeira vez eu me preocupo de ser causadora da porcaria de uma morte, mas ele parece ficar bem, secando o suor de sua testa com as suas mãos.
Ando lentamente até ele, como um predador faria com sua presa, até está de frente a ele, nossos joelhos se tocando.
— Você é linda. — ele fala, levando seus braços para minha cintura, numa tentativa ridícula de me puxar para o seu colo.
— Espere, querido, ninguém gosta de homens apressados. — digo e ele não consegue esconder sua irritação por eu estar o dispensando pela segunda vez — Por que você não prepara a banheira para nós dois? — digo.
— A banheira? — ele fala irritado e eu me pergunto como um homem tão e******o quanto esse se tornou senador.
— Sim, que lugar melhor para ficar pelada do que uma banheira.
Eu o trouxe novamente para o jogo e ele rapidamente está de pé, quase me derrubando no caminho enquanto corre apressadamente em direção ao banheiro.
— Eu gosto do meu banho com muitas bolhas. — falo, antes dele sumir dentro do banheiro.
Espero que Black tenha conseguido o que precisa porque eu não ficarei nem mais um segundo nessa m***a de lugar.
Pego um roupão dobrado em cima da cama e o visto rapidamente, visto que não tenho muito tempo para a minha fuga e vestir o vestido novamente me faria gastar mais tempo do que eu disponho. Cato minha bolsa e a chave do quarto, que Ian jogou numa mesa ao lado da porta, e saio do quarto sem olhar para trás uma segunda vez, trancando Ian dentro do quarto para resolver a torre de problemas que eu criei para ele.
Mais um sucesso agora tudo que preciso é sair daqui rapidamente, porém no momento em que passo pela porta fechada do quarto que Alex entrou algo me para.
É a d***a da melhor chance que já surgiu para mim nos últimos cinco anos. Inferno, provavelmente é a melhor chance que eu terei nos próximos vinte anos.
Levo meu ouvido até a porta e tento escutar qualquer barulho do outro lado da porta, mas tudo está no mais completo silêncio.
Me empolgo.
Será mesmo que eu terei um quarto vazio para mim?
Bom, só há uma chance de descobrir isso e eu não sou conhecida por tomar decisões muito inteligentes.
Pegando um clipe da minha bolsa consigo força a fechadura da porta para abrir em poucos segundos. Sou extremamente talentosa na arte de arrombamento de portas.
Olho pela fresta da porta e o quarto parece estar vazio. Olho para a porta do quarto em que deixei Ian e vejo a maçaneta começar a se mover. Provavelmente ele já descobriu que foi deixado sozinho.
Sem outra hesitação entro no quarto de Alex Holland, fechando a porta atrás de mim.
Olho ao redor do quarto, que é idêntico ao que estava, em busca de objetos pessoais, como malas ou pastas mas não vejo nada de primeira. Então começo a abrir as gavetas, em busca de algo me auxilie a movimentar minha investigação. Estou tão absorta em minha procura que não noto a mudança ao meu redor.
— O que você está fazendo aqui? — Um Alex extremamente irritado soa atrás de mim, fazendo com que eu me vire em sua direção com pressa, batendo minha coxa na mesa.
E...
Oh, meu Deus.
Se ser pego não já era r**m o suficiente eu fui pega por um Alex Holland completamente nu.