cap 25 bipolar

1058 Words
Lúcifer Fiquei tenso — não sei o que responder. E se eu falar a verdade? p**a que pariu, essa menina inventa de fazer uma pergunta dessa uma hora dessas?! Lúcifer: Eu gosto de tu. Luna: Tu gosta de mim? Lúcifer: Eu gosto, você é uma mina f**a e eu gostei de você. — ela dá um sorrisinho de lado — Agora vamos dormir. Desliguei a TV e deitei de conchinha com ela — eu como conchinha menor. Luna: Eu também gosto de você, gosto de estar com você. — ela dá um beijo no meu ombro, me fazendo arrepiar e sorrir. Logo dormimos. (...) Saio da casa da Luna e pego a moto indo para a casa da Joelma. Vou tirar satisfação com essa pirralha — se chegar perto da Luna vai ficar careca. Bati na porta e o pai abre com cara de sono. Pai de Joelma: Oi chefe, aconteceu alguma coisa? — pergunta surpreso. Lúcifer: Cadê a Joelma? — falo sério. Pai de Joelma: JOELMA! — grita e a menina vem com uma roupa de escola, ficando surpresa ao me ver. Rita: O que tu fez agora, menina? — fala a mãe dela vindo junto. Joelma: Oi pai... Pai de Joelma: O Lúcifer quer falar com você. Espero que você não tenha arrumado confusão com a nova patroa — fiquei sabendo que ela não é flor que se cheire! Lúcifer: Como é? Tu fala direito da minha mulher, rapa! — ele me olha assustado. Joelma: Eu não fiz nada! Lúcifer: Vem cá tu. — ela sai de casa e vem para mais afastado dos pais — Se eu ver você perto da princesinha mais uma vez, você fica sem cabelo. — a mina logo abriu mó olhão. Ela tinha um cabelo que batia de baixo da b***a e bem liso. Joelma: Mas eu não fiz nada... — fala manhosa. Lúcifer: O recado foi dado, se chegar perto já sabe. E outra: eu sou dela, não é de pirralha nenhuma não. — ela fica pra baixo, mas logo levanta a cabeça. Joelma: Mais se quiser, já sabe onde me encontrar... — fala do nada. Que mina maluca! Lúcifer: Eu só não te dou um tapão aqui porque eu não bato em mulher. — falei sério e saí. Essa pestinha com 12 anos fez a minha antiga ficante ir embora, falando que ficava comigo e que eu tinha engravidado ela. DOZE ANOS a menina tinha! Só não quebrei ela porque o pai pediu até pelo amor de Deus — se ajoelhou nos meus pais pedindo pra não fazer nada com ela e que ele mesmo dava uma lição nela. Pelo jeito não resolveu! Essa mina só vive no meu pé, não sei o por quê — eu nunca dei morala para ela. Cheguei na boca e os caras estavam todos de moleza conversando. Lúcifer: Tão fazendo o que aí parado, c*****o? Na atividade, todo mundo! — eles se assustaram e voltaram todos ao trabalho. Entrei na minha sala e fui resolver as coisas para o baile amanhã. Os vigias já estão ajudando a montar o palco lá — vai ter palco porque amanhã vai ser f**a! Não vai ser gigantesco, mas vai ser um lugar top para os manos cantarem. (...) Luna Estávamos terminando mais um dia de trabalho quando veio o “furacão” na minha cabeça — estou com muita saudade do meu filho. Ray: Amiga, o que foi? — fala vindo até mim. Luna: Aí amiga, estou com saudade do Furacão... Ray: Ainda não encontraram ele? Luna: Não. Ray: Ainda não consigo entender como ele sumiu assim do nada, sem ninguém ver! Isso tá muito estranho! Luna: Nem me fale! Atendemos mais alguns clientes e fechamos. Fui pra casa tomar banho para ir à academia. Depois do banho como um pré-treino e vou de pé até lá. Erick: Oi princesinha, pensei que tinha desistido. — ri. Luna: Não, só tive que resolver algumas coisas, mas já tô de volta! Ele começou a me auxiliar em alguns exercícios de alongamento e logo começamos o treino. (...) Chego em casa bem exausta, vou diretamente para o banheiro e tomo um banho quente. Depois do banho saio enrolada na toalha e vejo o Lúcifer sentado na cama com os olhos bem vermelhos. Luna: Você está bem? — vou até ele rápido e toco o seu rosto, mas ele vira para o lado contrário. Fiquei sem entender, mas continuei calada esperando uma explicação dele do por que estava daquele jeito. Lúcifer: Você acha que eu não vi você e aquele p*u no cu? — fico tensa, mas sem entender. Luna: Quem? Lúcifer: Como quem? O filho da p**a da academia. — fala com ódio. Nunca vi ele desse jeito. Luna: Ah, o Erick! Ele é o personal da academia, só estava me ajudando a fazer os exercícios. — falei simples. Lúcifer: “Só ajudando”... Eu vi o jeito que ele te olhava, Luna. Vai me dizer que você também não percebeu? Luna: Eu não vi, e mesmo assim, Diego — eu não tenho culpa pelo que o outro faz, cara. — falo e ele fica pensativo — Por que o seu olho tá vermelho? Lúcifer: Fumei. — fala simples, mas ainda magoado. Estou aqui a todo esse tempo e nunca vi ele fumando ou alguém falando sobre isso — ele sempre é da paz, por mais que venda essas coisas. Luna: Como assim fumou? Lúcifer: Fumei, Luna! Só isso. Eu tava lá com o mano e ele me ofereceu, eu fumei. — fala e deita na cama. Luna: Tá, não vou falar nada sobre isso. Você já é bem grandinho para saber o que deve ou não fazer. Mas agora vai tomar um banho — não quero a minha cama com esse cheiro horrível de maconha. — falei séria e ele levanta e vai até lá. Respiro fundo, coloco um baby doll e desço para a cozinha — não queria fazer nada hoje... Lúcifer: Tem alguma coisa pra comer? Tô com muita fome. — fala todo dengozinho. Esse homem é todo bipolar! Luna: Eu não queria cozinhar, vamos pedir um lanche? — ele sorri e concorda. Fizemos um pedido e logo chega a minha batata recheada e o lanche dele — dois podrões. Ele pagou tudo e fomos comer. Depois de comer fomos deitar e acabamos dormindo.
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