cap 24 o tu sente por mim

1463 Words
Lúcifer Sonhei com ela e acordei de p*u duro — a mina ainda tava dormindo do meu lado, que droga! Desde que aconteceu aquilo com ela, a gente não transa e eu nem insisto. Quero que ela tenha o tempo dela! Levantei da cama e fui ao banheiro tentar baixar ele, mas não abaixava de jeito nenhum! Escovei os dentes e voltei para o quarto — ela tava acordando e sorriu quando me viu. Luna: Bom dia. Lúcifer: Só se for pra você. — brinquei. Luna: O que foi? Lúcifer: Olha como você me deixou! — apontei para o meu “amiguinho” e ela sorriu. Luna: Mas eu não fiz nada! — faz carinha de santinha e eu sorrio. Lúcifer: Vai abaixar ele pra mim né? Luna: Não sei, vou pensar! — se faz de difícil com cara de safada. Eu não aguento e vou pra cima dela beijando-a, mas ela se assusta e se afasta. Lúcifer: Tá tudo bem? — pergunto preocupado. Luna: Tá sim, é só que... — fala com os olhos cheios de lágrimas. Lúcifer: Tá tudo bem, princesa. Se você não tá à vontade pra fazer isso agora, tá tudo bem, tá? Luna: Desculpa. — deixa uma lágrima cair. Lúcifer: Não precisa pedir desculpas não pô. — ela vem até mim e eu faço carinho nela. Ficamos ali um tempo até ela levantar para ir ao banheiro. Ela toma banho e a gente desce para tomar café. (...) Luna Eu não sei o que deu em mim — acho que o jeito bruto que ele veio pra cima de mim me lembrou um pouco do cara lá... Depois de tomar café, ele saiu pro trabalho e eu me arrumei para o meu. Vou ficar como atendente na loja da Ray; o Lúcifer não queria que eu fosse, não sei o motivo, mas é muito melhor que ficar largada em casa sem fazer nada e sem dinheiro. Chego lá e ela estava sentada no caixa. Ray: Chegou cedinho. Luna: Claro! — sorrio. Ray: O Lúcifer sabe né? Luna: Não, vou ficar enfornada em casa não, amiga. Ele não quer porque fala que “mulher dele não precisa trabalhar”, mas nem mulher dele eu sou! Ray: Tá certíssima, amiga! Vai depender de macho não! — ri pela forma que eu falei — Já encontrou o Furacão? Luna: Não, amiga. Já colamos papéis no morro todo com a fotinha dele e nada. — falo desanimada. Ray: Mas vai dar certo, amiga. Vão achar ele e vão te entregar. Começou a chegar clientes, então começamos a trabalhar. A loja era bem movimentada, acho que por conta do baile de sábado. Ray: Tem roupa pra fotografar ainda, amiga. — fala e eu concordo com a cabeça. Luna: Quer que eu fotografe agora? Ray: Pode ser! Fui ao trocador e coloquei uma roupa, depois fui até a Ray para fechar o zíper. “Eu quero esse modelo!” — fala uma menina apontando pra mim. Ray: Temos na cor rosa, preto e branco. — fala olhando para a menina. “Eu quero esse rosa.” — fala apontando para a roupa que eu usava. Ray: Bom, é tamanho único — vou pegar um pra você. — sai para o estoque. “Nossa, você realmente é bonitinha. Pena que esse relacionamento não vai durar.” — fala com cara cínica e eu fico sem entender. Luna: O que? “Você sabe, você e o Lúcifer. Fique sabendo que ele vai ser meu! E não é você que vai mudar isso.” — fala toda cheia de si. A menina deve ter uns 15 anos ou menos e tá falando isso — não vou nem retrucar pra não ficar feio pra mim. Apenas olhei ela com desdém e neguei com a cabeça. “Custe o que custar.” — completa. Ray: Aqui, 59,90. — volta com o conjunto nas mãos. “Vai ser no débito.” — passa o cartão e sai com a sacolinha. Ray: Tá tudo bem, amiga? Luna: Tudo. Como é o nome daquela menina? Ray: Joelma. Por quê? Luna: Nada não. Muito gente boa ela né? Ray: Às vezes... Essa menina é bem difícil! Luna: Não achei não. — falei normal — Vou fotografar. Se precisar de mim, pode chamar. Fui para o trocador e comecei a fotografar as peças. A Ray me ajudou com algumas e logo voltamos a trabalhar atendendo o pessoal. (...) Estávamos na pausa para o almoço e fomos no Afonso. Chegando lá, os meninos estavam em uma mesa e logo chamaram a gente para lá. Fizemos o pedido e fomos sentar. Lúcifer: Iae, princesa. — dá um beijo na minha testa e o meu irmão me encara rápido. Faísca: Como foi o trabalho hoje, meninas? — pergunta sínico e eu olho sério para ele. Ray: Foi bom. Lúcifer: Trabalho? — me olha sério. Luna: Depois a gente conversa. — cochichei e ele ficou quieto tomando a Coca-Cola — Aí foi bom, conheci mais moradores. Uma menina muito legal chamada Joelma, vocês conhecem? — o Lúcifer se engasga e os meninos ficam tensos — O que foi, Lúcifer? — olho confusa. Lúcifer: Nada não. Olha a comida de vocês aí. — fala e um menino entrega a comida e sai. Fiquei calada, só escutando os meninos conversando e comendo. Não entendi porque se assustaram quando ouviram o nome da menina... Acho que tem coisa aí e eu vou descobrir! Terminamos de almoçar e os meninos levaram a gente de moto de volta para o trabalho. Lúcifer: O que foi, Luna? — me olha sério quando desço da moto. Luna: Foi nada, relaxa. — dei um selinho nele no meio da rua e ele me olha surpreso. Lúcifer: Tenho que ir trabalhar. — me dá um selinho e um beijo na testa e sai com a moto. Entro na lojinha e assusto ao ver a Ray dar um selinho no MT, que sai com um sorriso no rosto. Luna: O que foi isso? — rio. Ray: A vida né. — sorri boba. (...) Chego em casa depois do trabalho e vou tomar banho. Depois, vou para o quarto, troco de roupa e passo hidratante no corpo. Tô bem cansada para ir à academia hoje. Vou para a cozinha e faço um strogonoff de frango com arroz branco. Escuto alguém bater na porta, deixo a comida no fogão e vou ver quem é. Abro a porta e vejo o Lúcifer com a roupa cheia de sangue — fiquei em choque! Deixei ele entrar e fecho a porta. Luna: O que foi isso? Você tá bem? — falo preocupada. Lúcifer: Só vou tomar banho. — ele sobe e eu fico sem entender, mas vou para a cozinha terminar o jantar. Depois de um tempo, quando a comida fica pronta, ele desce só de shorts fino e vem até a cozinha. Lúcifer: Que cheiro bom! Tem o que pra comer? Luna: Strogonoff. — falo e ele abre um sorrisão. Lúcifer: Coloca o meu prato. — fala beijando o meu pescoço. Coloco a comida da gente e logo começamos a comer. Depois do jantar, fomos deitar para assistir alguma coisa. Luna: Por que você chegou daquele jeito? — pergunto olhando pra ele que assistia. Lúcifer: Não foi nada, só tava torturando um pouco. — continua assistindo. Luna: Ata. — falo com um pouco de medo — Ei... — ele me olha — Já acharam o Furacão? — perguntei um pouco triste. Lúcifer: Não... Mas vão encontrar ele. Um cachorro daquele tamanho não vai tão longe. — concordei tentando me convencer. Ele voltou a assistir e eu não me segurei, tive que perguntar. Luna: Ei, quem é aquela Joelma? — ele me olha um pouco sem paciência por ter atrapalhado o filme mais uma vez. Lúcifer: Uma pirralha aí. Luna: Isso eu sei. Lúcifer: E o que você quer saber? Fala aí. — ele pausa a TV. Luna: Você já ficou com ela? Lúcifer: É uma pirralha, Luna. Eu tenho quase o dobro da idade dela. — fala sério. Luna: Ata. — virei a cara e peguei o celular. Não gostei da forma que ele falou comigo. Lúcifer: Por que tá com essas perguntas do nada? — não dou bola e ele toma o meu celular, me fazendo olhar com ódio pra ele — Fala, Luna. Luna: Ela veio falando um monte pra mim — que a nossa relação não vai durar, que você vai ser dela, umas coisas assim. — falo p**a. Lúcifer: Tá com ciúmes é? — ri e eu continuo olhando séria pra ele — Amanhã eu resolvo isso. — dá um beijinho na minha testa e me puxa pra ele. Luna: O que tu sente por mim? — perguntei depois de um tempo e ele me olhou tenso.
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