Lúcifer
A mina é chata! Toda mimadinha, mas mesmo assim eu ensinei a ela com toda a paciência que eu quase não tenho.
Lúcifer: Vai querer o que?
Luna: O que você vai pedir?
Lúcifer: Um almoço normal: arroz, feijão, carne.
Luna: Eu também quero isso, mas no meu eu quero salada e frango. — concordo com a cabeça e vou até o Afonso.
Afonso: Chefe. — sorri — O que vai querer?
Lúcifer: Dois pratos com arroz e feijão, e um com verduras.
Afonso: Carne? — pergunta anotando.
Lúcifer: Frango e bife, e uma Coca-Cola. — ele anota e eu vou sentar — Qual foi? — pergunto vendo ela olhando para o lado, e vejo que era para uma criança.
Luna: Nada não. — me olha sorrindo.
Lúcifer: Teve notícias dos seus pais? — pergunto e ela baixa o olhar.
Luna: Não, e não quero nada por agora. — balanço a cabeça e ela volta a olhar para o menino.
Lúcifer: Por que tá olhando tanto pra esse menino?
Luna: É o amiguinho da Marina. — sorri. O menino a vê e vem até ela.
José: Iae tia!
Luna: Oi José, tudo bem?
José: Tudo sim, tia! Eu tava aqui com a minha mãe pra comprar comida porque eu tava com fome. — fala todo engraçado.
Luna: Sério?
José: Sério! Aí a gente tá só esperando a marmita pra eu ir pra casa comer lá.
Luna: E você não vai pra escola não?
José: Eu vou não, tia. A minha mãe não quer que eu vá porque a tia da escola fica perguntando por que eu tô machucado, aí a minha mãe fica muito brava! — fala inocente.
Daiane: VEM JOSÉ! — fala a mãe na porta com sacolas na mão e expressão nada boa.
José: Tchau tia, tchau Lúcifer! — ele sai correndo e pega na mão da mãe, que sacudiu o menino e saiu puxando-o.
Luna: Nossa! — fala sem jeito.
Afonso: Aqui... — coloca a comida na mesa.
Começamos a comer e, quando terminamos, eu pago a conta e fomos embora.
No caminho vejo uma sorveteria e paro a moto, falando pra ela me esperar. Entro lá, compro um sorvete de morango e saio entregando a ela, que me olha surpresa.
Deixei ela em casa e fui para a boca resolver algumas coisas lá.
Faísca: Iae mano, tá tendo ameaça e invasão aqui — a polícia tá na frente querendo invadir. — fala pelo rádinho.
Lúcifer: Resolve aí, qualquer coisa mete bala nesses filhos da p**a! — falo puto já.
Não tenho um minuto de paz aqui!
Sentei na minha cadeira e olhei alguns papéis — tem uma proposta boa de exportar para a Bolívia. Falta só achar um cara com a ficha limpa e de confiança para ir nessa viagem.
Resolvi alguns assuntos do baile e fui dar uma olhada na casinha onde fazemos algumas drogas. Aqui a gente vende para a maioria dos morros da cidade e recebemos armamento pesado, então tudo tem que estar nos conformes.
Dei uma olhada lá e cheguei o lucro da semana, depois fui embora para a boca. Fiquei a tarde por lá, já que esses dias não vim para ficar com a Luna em casa.
Essa mina não sai da minha mente — foi do nada que ficamos próximos assim. Gosto dela, mas não quero ela como fiel ainda. Quero ela em segurança, e como minha fiel nunca ia ficar segura.
Quando deu 20:30 da noite, fui para a casa da Luna e ela tava chegando com uma roupa de academia bem curtinha. Fiquei puto, mas não iria falar já que eu e ela não temos nada sério.
Luna: O que foi? — tenta me dar um selinho e eu viro de costas automaticamente. Ela me olha confusa e entra em casa.
Lúcifer: Foi nada não.
Luna: Fala logo. — me olha séria.
Lúcifer: Foi nada, Luna.
Ela me olha sem paciência e sai andando. Subimos para o quarto dela e ela entra no banheiro sem falar comigo — escuto o chuveiro ligar. Depois de um tempo, ela sai com um baby doll vermelho e desce para a cozinha; eu desço atrás dela.
Lúcifer: Tem nada pra comer aí não? — falo indo para trás do balcão, mas ela continua calada — Desculpa, Luna. Eu não queria falar daquele jeito com você. — falo com um pouco de pesar.
Luna: Luna?
Lúcifer: Princesa linda. — dou um selinho nela, que sorri.
Luna: O que foi?
Lúcifer: Olha, vou mentir não... Ver você com aquela roupa me bateu um ciúmes. — ela sorri.
Luna: Eu sou sua, lembra? — meu coração acelerou, que doideira mano.
Lúcifer: A é? — sorrio e beijei ela.
Ela termina de esquentar o jantar, a gente come e sobe pro quarto para assistir um filme.
Lúcifer: Qual filme? — pergunto com o controle na mão.
Luna: Não sei, escolhe aí. — fala no celular.
Sou b***a, nem vou colocar um filme chatão pra ela não querer assistir e nós poderemos ficar por cima.
Coloquei um filme de ficção científica e ela soltou o celular para assistir. Não deu 5 minutos que a mina tava dormindo no meu colo.
Lúcifer: Filha da p**a! — rio — p***a de academia!
Desliguei a TV, peguei o celular para assistir algumas coisas no Kwai e acabei dormindo também.