Luna
Acordo com o sol quente batendo no meu rosto, levanto e vejo que Lúcifer não estava mais na cama. Olho para a mesinha e tinha um remédio e um copo com água. Tomo o remédio e vou tomar banho para lavar o cabelo.
Depois do banho, finalizo o cabelo e me arrumo. Hoje era domingo, então não iria trabalhar – estava bem tranquila.
Hoje é dia de almoçar na casa da sogra. Coloco uma roupa bonita e confortável, passo meus cremes e só aplico corretivo e gloss, já que estava de extensão de cílios.
Pego minha bolsinha e coloco alguns pertences: chaves, celular, gloss, chicletes e dinheiro. Passeio perfume e desço para pegar o pudim que fiz ontem e deixei na geladeira para levar no almoço.
Lookinho
Como se não fosse nada, saio com o pudim nas mãos. Vou a pé, já que fica na mesma rua.
Fecho a porta e desço a rua até chegar lá. Bato na porta e Carla abre, me mandando entrar. Fomos para a cozinha e coloquei o pudim na geladeira antes que esses mortos de fome vissem e atacassem antes da hora.
Estava toda a família ali, incluindo o ficante da Ju, Faísca.
Carla: Pode ir lá com a Ju, eu dou conta aqui. – sorri
Luna: Acho melhor não. Faz tempo que ela não fala comigo.
Carla: Por que?
Luna: Ih, nem sei ti –
Carla: Sogra, Luna! Sogra! – me corrige e eu rio – Depois desse namoradinho aí, ela ficou mudada mesmo; m*l fala com os irmãos agora.
Luna: Será que...
Carla: Acho que não, nunca vi ele tratar ela m*l. – fala simples – Mas mesmo assim eu não gosto dele. Ele não me desce!
Luna: Eu também não. Ele sempre insiste para Lúcifer fazer coisas erradas. Isso não é coisa de amigo não.
Carla: Verdade, filha.
Ficamos lá conversando da vida do povo e de outras coisas até que Marina chegou me chamando para brincar.
Fui até ela e estava bem animada, falando que agora sim eu era a tia dela.
Lúcifer: Pede pra ela te dar um priminho, Marina!
Marina: Me dá um priminho, tia? Um bebezinho aqui – junta os dois dedinhos como uma pinça
Luna: Só se o seu tio engravidar. – ri
Marina: Mas é as mulheres que têm o bebê, tia. Os homens não fazem nada, só falam que é pai. – fala sincera e rimos
Essa menina é muito esperta, dá até medo!
Marina: Titia, como é ter uma mamãe? Eu não tenho uma, mas o meu amigo José e a minha amiga Laura têm. O José fala que ama a mamãe dele, mas ela não gosta dele porque diz que não quer. A Laura fala que a mamãe dela faz muitos bolos quando ela quer comer e é muito legal porque brinca com ela! – fala rápido demais e eu não entendo metade
Luna: Depende da mamãe de cada pessoa. Você tem a sua vovó, que é a mesma coisa que uma mamãe. Tem a sua tia Ju, a tia Ray e eu – a gente é como um monte de amigas que são suas mães. Tem crianças que não têm nenhuma tia ou vovó para serem suas mamães e amigas.
Marina: Que triste, titia! Eu amo vocês todas, são os meus amores!
Sorrio.
Marina: Titia, eu quero muito ver o José! Você pode me levar lá? Mas não conta pro papai! – coloca o dedo na frente da boca simbolizando silêncio
Luna: Depois do almoço tá bom? E não pode esconder coisas dos adultos, tá?
Marina: Tá bom. Agora vamos brincar!
Pego uma boneca e começo a brincar com ela, que ria muito. Mas logo Carla chama a gente para almoçar e fomos.