Lúcifer
Todos vieram pra cá porque nós estávamos preocupados com a princesinha – a mina matou um cara ontem e tá fingindo que nada aconteceu, mas todo mundo sabe que ela tá m*l por dentro.
Lembro da primeira vez que matei – tinha 15 anos. Foi uma sensação r**m pra c*****o, fiquei malzão, mas depois percebi que ou você mata ou você morre. E eu não quero que a minha coroa sofra não.
Acordo do cochilo e a gatinha tava com a raba virada logo pra mim – eu já fiquei como? Na vontade! Levantei pra não fazer besteira e fui no banheiro, fiz xixi e olhei o celular – eram 15h da tarde ainda. Nós vamos fazer o assalto umas 7:30, hora que o carro forte passa segundo um parceiro infiltrado lá dentro.
Quando a gente fizer isso e der certo vai ser como? Baile! Só selecionei os melhores pra ir nessa fita – vai dar certo esse bagulho.
Abri a porta do banheiro e vi a Luna sentada no sofá toda encolhida, fui até ela e vi que a mina tava chorando. Fiquei sem reação, mas logo sentei ao seu lado e ela me olhou secando as lágrimas.
Lúcifer: Fica de boa, tô aqui pô. – ela me olha segurando as lágrimas e eu bato na minha perna, ela deita com a cabeça no meu colo – O que foi, princesa?
Luna: Cara, eu matei um homem... Eu posso ter destruído uma família, os filhos dele devem tá muito m*l! Cara, sabe qual é a sensação que eu estou sentindo? – ela chorava
Lúcifer: Tá tudo bem, o pepeu não tinha ninguém, Luna. Ele vivia sozinho porque sempre fazia isso com as minas, mas nós só batíamos e pá, mas ele nunca parou. Sabe qual o alívio que você deu a outras mulheres que sofreram abuso ou foram assediadas por esse filho da p**a? Ou por outro? Tem filho da p**a que viu e faz isso que não vai fazer mais por aqui por que vai tá com medo de morrer também.
Ela me olhava bem atenta, mas ainda chorando.
Luna: Eu fiquei com tanto medo dele me fazer alguma coisa...
Lúcifer: Mas ele não fez, ou fez? – a olhei atento
Luna: Só me tocou. – respirei um pouco aliviado
Lúcifer: Não vou falar que o que você fez foi certo por que isso vai fazer você querer fazer isso mais vezes, mas querendo ou não foi bom para que ele sirva de exemplo e todos saibam que não é pra mexer com o que é meu.
Luna: E eu sou sua? – sorriu e eu concordo com a cabeça – Quem disse?
Lúcifer: Eu que estou dizendo.
Luna: Então quer dizer que você é meu? – me olhou com a sombrancelha erguida
Lúcifer: É complicado, mina... – cocei a cabeça respirando fundo
Luna: Ah entendi. – levantou do meu colo
Lúcifer: Não posso ter ninguém, você já tá visada, se tiver comigo vai ter muito mais gente atrás de você. Não quero que você corra mais riscos por minha causa.
Luna: Mas quem sabe um dia nós possamos tentar sem ninguém saber? – eu sorri com a "insistência" dela nisso
Lúcifer: Nós vê. – sorrimos
Ju: Sai chato! O chocolate é meu. – fala dormindo e a gente gargalha
Luna: Não foram trabalhar hoje por que? – ergueu a sombrancelha
Lúcifer: Liberei alguns manos para descansar e de noite ter disposição.
Luna: Disposição pra quê?
Lúcifer: Nada, Luna. – fui grosso e ela pareceu incomodada
Luna: Ok então. – ficou calada
Depois de alguns minutos o pessoal acordou e ficamos jogando papo fora, mas logo fomos embora de lá – cada um foi para a sua casa enquanto eu e os meninos fomos para a boca fazer a reunião.
Depois de passar todo o plano fomos cada um para a sua casa, tomei banho e coloquei uma calça e uma blusa de mangas compridas para cobrir as tatuagens, calcei um tênis, passei perfume e desodorante, peguei uma corrente fina sem pingente e coloquei.
Desci e fui para a cozinha vendo a minha mãe lá fazendo algo no fogão.
Lúcifer: Tá fazendo o que, coroa?
Carla: Coroa é tua mãe! – ri – Tô fazendo pão na chapa com queijo pro seu irmão.
Lúcifer: Também quero!
Ela faz dois pra mim e como tomando café, logo o MT desce e come também – depois nos despedimos da nossa mãe e saímos indo em direção ao carro.
Carla: Tomem cuidado meninos, por favor! – parecia muito preocupada
Lúcifer: Fica de boa, coroa! – dei um beijo em sua testa
O MT faz o mesmo e saímos indo para a boca, lá repassamos todo o plano para não ter erro, pegamos as armas e todos foram para os carros.
No total seriam dois Velar pretos, trocamos as placas então não vai ter problema nenhum.
(...)
Estávamos todos em posição só esperando o toque do mano no radinho – quando escutamos ficamos todos alertas e vimos o carro parar depois do barulho de pneu estourado. Dois caras desceram e foi aí que pegamos eles de surpresa.
Atiramos neles que caíram no chão, fomos correndo até o porta-malas e o mano colocou uma espécie de bomba na porta – nos afastamos e logo a porta foi derrubada!
Colocamos o dinheiro dentro de sacos, mas não demorou muito para ouvirmos sirenes – joguei gasolina no carro e acendi um fósforo, colocando fogo lá no lugar, corri para o carro e logo saímos voando de lá.
Tirei a máscara respirando fundo enquanto a polícia vinha atrás, mas logo despistamos eles e fomos devagar.
Lúcifer: c*****o!
MT: Faz tempo que não sentia essa sensação. – sorriu
Lúcifer: Se prepare porque esse é só o começo. – sorri
(...)
Luna
O meu coração tava bem apertado, repreendi logo esse sentimento e fui deitar para dormir quando o meu quarto é invadido pelos meus pais que estavam com sangue nos olhos!