Luna
Pedro: VOCÊ É LOUCA? – gritou comigo vindo pra cima de mim
Eu estava sem entender nada e muito assustada!
Diana: NÓS FIZEMOS TUDO POR VOCÊ E É DESTA FORMA QUE NÓS AGRADECE?
Levantei da cama ainda confusa, mas ao mesmo tempo fiquei irritada por estarem gritando comigo.
Luna: O que aconteceu?
Pedro: COMO ASSIM O QUE ACONTECEU? ACHOU QUE IRIA DORMIR COM O LÚCIFER E NÓS NÃO IRIAMOS SABER? E VOCÊ AINDA MATOU UM HOMEM! – ele gritava ameaçando me bater
Luna: Ainda não entendi o porquê eu não posso ficar com ele, eu gosto dele e eu tenho 19 anos e não 15! – me alterei um pouco
Pedro: Você é uma p**a mesmo! Quer ser qualquer uma? Seja! Mas bem longe daqui! – ele gritava muito bravo
Luna: O que você quer dizer com isso? – olhei assustada
Pedro: Você vai pra casa da tia Ivonete.
Luna: O que? Não vou mesmo.
Pedro: Você vai! Não quero você ficando com nenhum marginal!
Luna: Você tem muito o que falar né? Já que já foi ou ainda é um marginal que se envolveu com a filha de outro que fez de tudo para que vocês não ficassem juntos! – me alterei mais um pouco
Pedro: Me respeite que eu ainda sou o seu pai – me deu um tapa na cara
Olhei para a minha mãe que não fez nada enquanto ele falava e me batia novamente, mandando eu olhar para ele. Olhei para ele e voltei a atenção para a cara da minha mãe enquanto ele gritava; ela só me olhava com lágrimas nos olhos. Peguei minha sandália, meu celular e saí correndo de casa – ele na tentativa de me parar me empurrou, fazendo eu chocar com a parede, mas mesmo assim não parei e corri para fora de casa.
Subi o morro correndo sem parar – não tinha ninguém nas ruas, apenas alguns vapores e um ou dois bêbados. De tanto correr, cheguei no topo do morro e sentei em uma pedra grande que tinha lá. Por lá não tinha ninguém por ser tarde da madrugada.
Olhei pelo reflexo do celular e minha boca estava cortada e sangrando, o canto do lábio inchado e vermelho na maça do rosto.
Chorei sentindo a ardência dos ferimentos quando batia o vento gelado – eu estava só com um pijama e uma havaiana no pé, então estava com muito frio.
Escutei uma moto se aproximar e não consegui ver quem era, já que o farol estava ligado. Me afastei assustada, mas quando escutei a voz dele me acalmei e coloquei a mão no local do machucado com vergonha que ele o visse.
Lúcifer: Tá maluca, mina? 3 horas da manhã e os caras mandando mensagem falando que tinha uma louca correndo pelo morro de roupa de dormir! – falou rindo e eu fiquei calada apenas olhando tensa – Colfoi? – sentou do meu lado – Que isso? – puxou a minha mão do meu rosto e me olhou surpreso – O que foi isso, Luna? – perguntou puto
Luna: Não foi nada. – virei o rosto, menti para não arrumar mais problemas
Lúcifer: Fala logo, carai! – olhei com lágrimas nos olhos e ele ficou tenso
Luna: Ele descobriu que eu transo com você e não quer mais que eu te veja, ele vai me mandar pro nordeste! – deixei lágrimas cair
Lúcifer: Quem? – ele parou uns segundos e negou com a cabeça puto – Ele não vai te mandar pra lugar nenhum. O morro é meu e você só vai sair se eu deixar!
Luna: Acha que a sua palavra vai parar ele?
Lúcifer: A minha palavra eu não sei, mas o meu fuzil vai! – arregalei os olhos
Luna: Não faz nada com ele, por favor!
Lúcifer: Olha o que ele te fez! – falou apontando para o meu rosto
Luna: Ele é o meu pai!
Lúcifer: Você não é mais criança! Ele não vai mais encostar um dedo em você. Você vai morar comigo agora. – falou decidido
Luna: Acho melhor não.
Lúcifer: Você vai, já decidi.
Ele pegou a minha mão e eu deitei a cabeça no seu braço enquanto tremia de frio. Ele tira o casaco e me dá; coloquei e fiquei olhando para as casas em baixo, nem tinha visto o quão lindo é aqui.
Lúcifer: Lindo né? – falou depois de muito tempo calados
Luna: Sim.
Ficamos um tempinho lá, mas logo ele me leva para a casa dele. Não queria ficar aqui, sinto que estou incomodando quando fico em uma casa que não é minha.