Luna
Lúcifer: Você tá louca! – me solta
Luna: Eu fiz o que tinha que ser feito.
Lúcifer: Tinha que ser feito, mas não por você! O que deu em você? – fala puto
Luna: Eu fiz o que eu tinha que fazer. Você sabe quem é esse menino? – ele me olhava atento, mas puto – O meu irmão!
Ele me olha surpreso.
Lúcifer: Como...?
Ae, Lúcifer, vim buscar ela. – fala um homem grande e Lúcifer respira fundo, virando-se
Lúcifer: Ela tá na salinha. – fala um pouco nervoso e o homem sai – Você me meteu em um b.o grande agora! – fala puto e vira-se
Mais que c*****o é isso? Eu falei para não encostar um dedo nela! – grita
Lúcifer: Eu irmão, baixa tua bola que você não tá no seu morro não. Quando cheguei aqui ela já tava assim.
Quem foi o filho da p**a que fez isso? – fala puto
A fiel... – falava com dificuldade e com dor
Como é?! Você deixa a p**a da sua mulher bater na minha que estava amarrada?
Luna: Para a minha defesa, a desgraçada estava solta – não revidou porque não quis! E p**a é a sua mãe!
Como é?! Tenta vir pra cima de mim – mas Lúcifer entra na frente
Lúcifer: Vai encostar nela por que? – fala puto e os seguranças estavam apontando armas para ele, que levanta as mãos
Você ainda vai se f***r com essa mina! – fala pegando a mulher no colo – Você vai se arrepender por ter feito isso!
Luna: Tá me ameaçando?
Lúcifer: Luna, não fode! – fala baixo
Outra hora a gente acerta isso. – olha sério para Lúcifer e sai
Lúcifer: p**a que pariu! Sabe segurar a língua não, c*****o?
Luna: Não vou brigar com você na frente desses homens. Se quiser conversar ou brigar, já sabe onde me encontrar. – viro as costas e saio andando
Vou para o postinho a pé mesmo, já que o médico tinha me ligado falando que o menino já estava de alta.
Cheguei lá e ele estava deitado em uma maca, olhando para o teto.
Luna: Oi, José... – falo entrando e ele me olha
José: Cadê a minha mãe?
Luna: Ela foi embora.
José: Eu tô com medo – olha com lágrimas nos olhos
Luna: Tá tudo bem agora, tá? Não precisa chorar – abraço ele
José: A minha mamãe tá bem? – respiro pesado
Luna: O que importa é que você está bem agora, né? Vamos embora daqui?
José: Pra onde vamos? Eu não quero voltar pra lá, tia princesinha! – volta a chorar
Luna: Ei, você não vai voltar pra lá. Você vai ficar comigo por um tempo, tudo bem?
José: Tudo bem...
Pego ele no colo e fomos para a minha casa a pé mesmo – tenho que comprar pelo menos uma moto pra mim!
Chegando lá, coloco o José no meu quarto e preparo a banheira do antigo quarto dos meus pais com água quente. Pego o meu sabonete de bebê que uso para lavar o rosto e dou um banho quente no menino. Durante o banho vejo vários hematomas por todo o corpo: desde queimaduras até chutes e cicatrizes... Esse menino é bem forte!
Coloco ele sentado na cama e coloco um desenho pra ele na TV. Não tem nenhuma roupa de criança aqui!
Ligo para a Ray e pergunto se tem alguma roupa de criança na casa dela, já que ela vende todo tipo de roupa. Ela fica confusa mas fala que vai trazer aqui na minha casa.
Passei uma pomada nos ferimentos dele e na parte genital, já que estava bem irritado.
Depois de um tempo, Ray chega com uma sacola de roupas!
Ray: De quem é esse menino? – pergunta vendo o José deitado
Luna: É uma longa história, amiga, depois te conto.
Olho as roupas e coloco uma cueca nele e uma blusa, já que estava bem calor. Fiz até um chocolate pra ele tomar, já que não tinha nada que serve pra uma criança comer aqui.
Logo que o menino dorme, ligo o ventilador e desligo a TV, saindo do quarto.
Ray: Pode me explicar agora?
Expliquei tudo e ela me olhou chocada.
Luna: Amiga, eu não sei o que deu em mim. Era como se não fosse eu ali, sabe... – falei com um pouco de medo
Ray: É normal, amiga, você tava com raiva.
Luna: Aí não sei...
Ficamos conversando lá até que Lúcifer entrou em casa, me olhando sério.
Ray: Aí amiga, já vou, qualquer coisa me liga! – ela me abraça, fala com Lúcifer e logo vai embora
Luna: Olha, eu não vou discutir com você, tá? Eu tô errada? Não tô. Posso ter passado um pouco dos limites, mas errada eu não estou!
Ele me olhava sério e isso me deu um pouco de calafrios.
Lúcifer: Tudo bem.
Luna: O que?
Lúcifer: Tá tudo bem, Luna! – revira os olhos – A gente estava desconfiado dele ser um traidor mesmo. Aparentemente ele está traindo a facção e a vagabunda tava aqui ajudando ele em algo, o que fez ele se entregar no que estava fazendo.
Luna: Como assim?
Lúcifer: Deixa pra lá. Você não entende essas coisas.
Luna: Mas eu quero entender, quero aprender mais sobre tudo isso. Eu quero fazer parte disso. – fala decidida
Lúcifer: Tá louca? – gargalha alto – Claro que não! Eu não deixo.
Luna: Por que não?
Lúcifer: Por que não, Luna! Isso não é brincadeira.
Luna: E quem tá falando que é?
José: Princesinha? – fala do topo das escadas e Lúcifer me olha confuso
Saio andando até lá e vejo ele de pé, me olhando assustado.
Luna: Oi meu amor, vem cá! – ele desce as escadas com cuidado e eu pego ele no colo, voltando para a cozinha com ele
José: Você tava brigando?
Luna: Não, a gente tava conversando só, meu amor. Tá com fome? Quer comer alguma coisa?
José: Quero!
Luna: Quer comer o que?
José: Pãozinho
Luna: Tá bom. – olho para Lúcifer e ele concorda com a cabeça e sai – O Lúcifer foi comprar, tá?
José: Tá bom!