cap 35 tudo que eu quero eu já tenho

1234 Words
Lúcifer Acordo e Luna não estava mais ali. Tomo banho e me arrumo para ir pro corre. Arrumei o negócio para começar a exportar para a Colômbia; logo vou conseguir exportar para o México também. Cheguei na casinha e vi os caras todos nervosos – fiquei puto, pois tinha certeza que aconteceu alguma coisa! Lúcifer: Desembucha, caraí! Fp: O TG fez de novo. Lúcifer: Como assim, fez de novo? Quem vendeu aquele filho da p**a? Fp: Ele pegou tudo, chefe – usou tudo que deveria vender. Já fui lá na casa dele, mas ele tá drogado pra caramba. Tentei falar com ele, mas bateu a porta na minha cara. Lúcifer: Vou na casa desse desgraçado resolver isso. Segunda vez que ele faz isso! Saio de lá e subo na moto, indo em direção à casa do TG. O filho da p**a usa toda a droga e não quer pagar – nunca quer. Mas dessa vez ninguém vai passar pano não. Bati na porta e minutos depois ele abre, ficando assustado ao me ver. Já entrei segurando na gola dele e encostando-o na parede. Lúcifer: Cadê o meu dinheiro, filho da p**a?! – ele me olhava assustado. TG: Eu vou pagar, chefe... Lúcifer: Eu quero agora! TG: Eu não tenho agora. Vou fazer uns b***s pra conseguir pagar esse dinheiro e... "TG? O que está acontecendo aqui?" – fala uma mulher muito assustada, com uma criança no colo. TG: "Entra, não vem aqui!" – grita. Ela entra assustada, junto da criança que começa a chorar. Lúcifer: Você vai me pagar ou quer que a sua mulher e seu filho vejam você morto? – ameaço. "Não, por favor! Eu tenho esse dinheiro... Não sei o que ele tá te devendo, mas acho que isso aqui paga!" – ela chorava e entregou o dinheiro na minha mão. Contei e estava tudo ali – um pouco menos, mas não vou fazer questão por tão pouco. Lúcifer: Você se ligue, vagabundo! Se tiver próxima vez, eu já vou chegar atirando! Apontei o dedo na cara dele e saí de lá. Fui para a boca e entrei na minha salinha; logo fui fazer a contabilidade para ver se estava tudo certinho nas vendas das drogas. LC: Iae, mano? Vamos fumar um beck? – entra na sala. Lúcifer: Não, mano. LC: Por que? A mulher deixou não? – ri. Lúcifer: Vai se f***r. LC: Tá dominadão em, mano. – ri. Lúcifer: Não tô dominado não – só não quero arrumar b.o com a minha mina. LC: Vai deixar de fumar por causa de b.o da sua mina? Não te conheci assim não, mano. – ri – Fuma que ela nem vai perceber. Ele estava com um cigarro de maconha nas mãos e um isqueiro prestes a acender. Lúcifer: Não, mano – vai fumar em outro lugar. Tô ocupado agora! – falo sério e ele ergue as mãos rindo e sai da sala. Tava já caindo em tentação. Continuo trabalhando até que batem na porta e depois entram – era Luna com uma marmita nas mãos. Luna: Toma, vim almoçar com você. – ela me entrega a marmita e senta na cadeira à frente da mesa onde eu estava – O que tá fazendo? Lúcifer: Fazendo a contabilidade. – falo concentrado. Luna: Quer ajuda? – n**o com a cabeça – Vai deixar de ser chato! Pega um saquinho que tinha um caderninho e começa a contar. Deixei, já que era um que eu já tinha contado – então ela não vai me atrapalhar, pois já sei o quanto tinha lá. Luna: Tá errado esse aqui. – fala e eu a olho surpreso. Lúcifer: Como? Se eu acabei de contar agora? Ela explica que pelas contas dela ainda faltam 300 reais. Refaço a conta pela "lógica" dela e percebo que é verdade. Olhei o nome no caderninho e vi que era do Fp – depois eu vou atrás dele. Lúcifer: Vamos almoçar, depois resolvo isso. Luna: Me deixa ir com você? Lúcifer: Não, Luna. Luna: Por favor, Diego... – faz carinha. Lúcifer: Por que você insiste, cara? Essas coisas não são pra você, amor. Luna: Mesmo se eu quiser que seja? Lúcifer: Por que você insiste tanto? Luna: Por que eu amo a adrenalina que tem nesse lugar, essas armas ao redor, o perigo... Lúcifer: Vai pular de paraquedas então. – falo sério e ela ri. Luna: É caro, prefiro ficar em terra mesmo. Reviro os olhos e continuo comendo. Depois de almoçar, de tanto ela insistir, levei ela para cobrar o Fp. Lúcifer: Ae, Fp – cola aqui. – ele vem até mim – Tá faltando dinheiro. Ele me olha com um olhão e fica nervoso. Lúcifer: Fala, c*****o! Cadê o dinheiro que tá faltando? Fp: Eu posso explicar, cara... A minha filha ainda está doente e precisa de remédios. Eu estava sem saber o que fazer, mano – o único jeito foi tirar dinheiro de lá. Pensei que já tinha devolvido, mano – foi malzão! O celular dele toca. Fp: Foi m*l, mano – é a minha mina, ela tá com a minha filha no hospital... Concordo com a cabeça e ele se afasta um pouco para atender. Luna: O que a filha dele tem? Lúcifer: É alguma coisa no sangue, não sei o que é. A menina não sai do hospital desde que nasceu. Luna: Nossa... Acho que deve estar sendo bem difícil para eles. Fp: Vou mandar o dinheiro ainda hoje, chefe – foi malzão! – fala preocupado. Luna: Não aceite, por favor... – fala no meu ouvido. Lúcifer: Precisa não, mano. Toma esse trocado pra ajudar nas despesas. Agora não faz mais isso – se precisar de um adiantamento, pode ir lá na minha sala. – entrego um pacote com cem reais e ele abre um olhão. Fp: Tá falando sério? – concordo com a cabeça – Valeu, chefe! – faz um toque feliz. Lúcifer: Agradece a princesinha – se eu não fizesse isso, não dormiria hoje. – ele ri e agradece a ela, que sorri. Logo fomos embora. Luna: Que lindo o que você fez! – sorri. Lúcifer: Você que me fez fazer aquilo – e foi o certo. O mano é esforçado. Luna: Mesmo assim... Ah, lembra que domingo vai ser o meu aniversário? – fala animada. Lúcifer: O que você quer de presente? – ri, já sabendo que era isso. Luna: Muitas cestas básicas. Lúcifer: Tá passando fome? – ri. Luna: Para distribuir na comunidade animal. – olha séria – Desculpa, príncipe. Lúcifer: Tem certeza disso? – olho sério. Luna: Por que não? Tudo que eu queria eu já tenho, menos participar do mesmo que você – já que você não quer deixar. Lúcifer: Claro que não! Eu vou preparar as cestas básicas então. – falo e ela sorri e me dá um selinho. Luna: Te amo. Lúcifer: Te amo mais. – dou outro selinho. É incrível como ela trata a comunidade como se fosse dela. Agora ela tem o dever de ajudar a cuidar, já que é a minha fiel agora – mas ela trata eles como se fosse o povo dela, como se estivesse crescida aqui. Eu até deixaria ela se envolver nessa vida, mas não – ela já está muito envolvida já. Não quero ela mais afundada, correndo perigo, no mundo do crime e fazendo besteira. Ela vai ser a mãe dos meus filhos, então é muito melhor que ela fique quietinha.
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