Luna
Hoje eu só trabalhei pela parte da manhã e fiquei a tarde toda com o Lúcifer. Quero aprender mais sobre tudo isso e, se ele não quiser me ensinar, eu vou aprender sozinha.
Chegamos em casa e ele vai tomar um banho; logo vou preparar umas coisinhas que estava com muita vontade de comer! Olho no armário e não tem nada. Então vou no quarto e grito para o Lúcifer que vou ao mercado — o mercadinho aqui do morro não é muito longe, então fui de pé mesmo.
No caminho, todos falavam comigo ou sorriam. É muito boa essa sensação, não sei explicar qual, mas é. Logo chego lá e falo com o moço que fica no caixa, entro, pego macarrão para lasanha, carne moída, extrato de tomate... Todas as coisas para fazer uma lasanha. Logo paguei e voltei para casa; chegando lá, vi o Lúcifer sentado no sofá assistindo o jogo do Flamengo. Passei para a cozinha e já comecei a preparar.
(...)
Lúcifer: Que cheiro bom é esse? — bebe água
Luna: Surpresa! — ele sorri e me dá um selinho
Lúcifer: Te amo, sabia? — abraça a minha cintura
Luna: Sabia. — sorri
Lúcifer: Eu quero ter uma família com você: 7 filhos, uma mansão...
Luna: 7? Deus me livre! — ele ri
Lúcifer: Vai morrer!
Luna: Só se você for parir no meu lugar!
Lúcifer: Eu não!
Rimos e, depois de um tempo, ele volta para a sala para assistir o segundo tempo do jogo. Logo a janta fica pronta; coloquei a minha comida, a dele e dois copos de coca, levei tudo para a sala e comemos assistindo ao jogo.
(...)
Amo!
Depois o jogo acaba e o Flamengo ganha de 1x0. Ele comemora e ficamos lá conversando — convenci ele a lavar os pratos.
Acordo com uma vontade enorme de vomitar, corro até o banheiro e vomito muito. Depois de conseguir me recuperar, lavei a boca, dei descarga e escovei os dentes. Odeio vomitar! Chorei porque vomitei, odeio muito, juro!
Volto a deitar na cama ainda revoltada e chorando por ter vomitado; minha garganta ainda ardia muito! Sinto o Lúcifer se mexer na cama e me puxa para ele, mas logo levanta a cabeça sonolento.
Lúcifer: Tá chorando?
Luna: Não. — falo com voz de choro e ele senta na cama passando as mãos no meu rosto
Lúcifer: Deita aqui. — deito no colo dele — O que foi, amor? Conta pra mim, vai...
Luna: Eu vomitei! — choro mais
Lúcifer: Só isso, amor? Pensei que era uma coisa séria!
Luna: Mas é séria! — volto a chorar
Lúcifer: Meu Deus, Luna! — ri — Tá grávida, não é? — fala depois de segundos me encarando tenso
Luna: Não sei, tô de TPM então acho que não. — falo limpando as lágrimas
Lúcifer: Tá tudo bem então. De manhã você faz o teste.
Luna: E se eu tiver? — fico assustada — Eu não quero ficar grávida agora, amor. Eu não sei se vou ser uma boa mãe, e se eu for r**m?
Lúcifer: Ei! Você não tá, e se estivesse, você iria ser uma ótima mãe. Você é uma garota incrível e eu te ajudaria em tudo o que precisasse com a criança. — sorri, me acalmando
Ele volta a deitar e eu deito no seu peito; logo adormeço depois de conversarmos mais um pouco e voltamos a dormir.
(...)
Acordo e vejo um teste de gravidez na mesinha da cabeceira. Crio coragem, levanto, pego o mesmo e entro no banheiro para fazer. Fiz e coloquei na pia esperando dar o resultado; depois de minutos, peguei o teste e estava apenas um tracinho. Graças a Deus! Não quero filho agora.
Desço as escadas com o teste nas mãos e vejo o Lúcifer fazendo café. Dou um selinho nele e mostro o teste; vejo ele ficar triste e isso me afeta um pouco.
Lúcifer: Pensei que a gente ia ter um menor. — fala triste
Luna: Fica assim não, amor. Quando for a hora certa, Deus vai mandar um anjinho pra gente. — ele sorri e beija a minha bochecha
Lúcifer: Vai trabalhar hoje?
Luna: Não, a Ray tá resolvendo as coisas das novas peças. Ela falou que é muita burocrática!
Lúcifer: Imagino. Pra exportar droga já é difícil e nem é pela lei; imagina roupa, que tem que estar tudo conforme a lei quer. — ri com a sinceridade dele
Luna: Vai trabalhar hoje?
Lúcifer: Vou.
Luna: Vou junto.
Lúcifer: Nem fudendo!
Luna: Vou sair do morro então. — falo e ele me olha sério
Lúcifer: c*****o, Luna! Tu só quer coisa difícil!
Luna: O que tem de m*l em sair do morro?
Lúcifer: Lá fora eu não vou estar com você e nem vou poder te proteger!
Luna: Eu vou ficar bem.
Lúcifer: Vai ir com o Faísca então.
Luna: Não preciso de segurança! — falo irritada
Lúcifer: Então não vai sair.
Reviro os olhos, mas acabo cedendo. Quero ir para a praia — tá um sol muito bom para isso.
Subo as escadas e procuro um biquíni, coloco ele e um shorts por cima, arrumo uma bolsa com protetor térmico, creme, pente e protetor solar. Desço com ela e vou até a porta esperar o Faísca.
(...)
Faísca: Por que não veio com as meninas? — pergunta forrando um pano no chão debaixo de um guarda-sol
Luna: A Ray tá resolvendo umas coisas e a Ju não tá falando comigo. — sento no pano
Faísca: Ah, você não tem muitas amigas, né?
Luna: Não gosto de ter muitas pessoas ao meu redor. — falo colocando o óculos de sol — Como tá o José? Ele não quer voltar mais pra casa depois que conheceu a vovó.
Faísca: O muleque tomou o meu lugar! — faz birra e eu rio — A dona Rosa só fica babando o moleque agora.
Luna: Tá com ciúmes é? — rio
Faísca: Um pouco. — rimos
Ficamos lá conversando e logo entramos na água. Depois de um tempo, saímos e fomos almoçar.
Garçonete: Aqui o cardápio. — entrega ao Faísca, que dá um sorrisinho pra ela
Olhamos e fizemos o pedido; logo ela voltou com a comida.
Faísca: Acho que vou vir aqui sempre. — fala olhando a morena voltar para a barraca
Luna: Ela é linda mesmo. — também olho para ela e ele me olha estranho — Calma, menino, sou hétera! — rimos
Terminamos de almoçar e ficamos mais um tempo lá, mas logo tivemos que voltar para casa.