cap 12 não quero falar

1377 Words
Luna Cheguei em casa e escutei a voz da minha mãe no quarto dela, então fui até lá. Ela estava deitada assistindo TV e quando me viu, os seus olhos marejaram. Diana: Desculpa, filha... Luna: Tudo bem, mãe. Acontece. Todo mundo tem o direito de se irritar às vezes. – sentei na cama – Você está melhor, mãe? Fiquei sabendo que a senhora foi ao hospital... Diana: Ah, minha filha, o médico falou que eu tive um aborto causado pelo estresse... Luna: O que? Como assim? Eu nem sabia que a senhora estava grávida! Diana: Nem eu! Realmente estava sentindo alguns m*l-estares, mas achei que fosse qualquer outra coisa. Luna: Sinto muito, mãe. Diana: Tá tudo bem agora, não se preocupe. – pergunta depois de um tempo – Onde estava? Luna: Na casa da minha avó. – falei e ela respirou fundo Diana: Tudo bem, você merece saber dela e do Daniel. Luna: Pensei que iria se irritar. Diana: Eu parei para pensar e não vale a pena esconder de você a sua história. Isso tudo faz parte da sua história, de quem você é e de quem você vai se tornar quando descobrir tudo. A gente escondia as coisas de você por medo de que caísse na baboseira de que "você é a escolhida para seguir com o morro e os negócios da família". Não. Você vai ser o que quiser ser! Luna: Por que o Faísca não teve a mesma sorte? Por que ele não virou o que queria ser? Vocês ao menos sabiam o que ele queria ser? – perguntei e ela baixou o olhar Diana: Não foi culpa minha, ele não quis ir com a gente e o seu pai ficou com raiva dele. Tentei alertar que era só uma criança, mas não adiantou. Tentei ir atrás dele, mas sua avó nunca deixou, pensando que eu tinha envenenado a mente do seu pai. A culpa de tudo não é só dele; o seu pai é um homem bom quando se trata de algumas coisas... Luna: E o menor? Diana: Não quero falar sobre isso agora. – fala séria e eu concordo com a cabeça – Vamos assistir o nosso filme? Luna: Vamos! Deitei com ela e fomos assistir Barbie e o Castelo de Diamante. (...) 1 semana depois Esta semana foi bem tranquila comparada aos outros dias. Eu e o Faísca estamos mais próximos e acabei me afastando mais do Lúcifer por não nos vermos mais. Neste momento, estava no salão com a Ju e a Ray fazendo as unhas, enquanto elas faziam o cabelo. Queria fazer o meu também, mas o meu cabelo é cacheado e eu não confio em quase ninguém para mexer nele. – Oi, amorzinho! – entra uma menina de roupas super curtas Amanda: Oi, Clara. Pode sentar ali que, quando a Fernanda terminar com aquela cliente, ela te atende. – fala apontando para uma poltrona Clara: Sério, Amanda? Poxa, marquei com você às 15:30! Fernanda: Mas ainda são 15:10. Clara: – Xi, garota, não falei com você. – falou rude e eu olhei para as meninas, que reviraram os olhos – Vai demorar muito aí? Vou sair com um garoto e não posso sair assim! – fala apontando para os pés e mostrando as unhas das mãos Fiquei assustada quando vi as unhas do pé da menina podres! Mas vai de cada um, né? Talvez ela tenha passado muito tempo sem fazer. Olhei para as meninas com os olhos arregalados e elas seguraram para não rir. Continuei lá sendo atendida e a menina resmungando – ninguém podia falar nada que, por mais que não fosse com ela, ela se doía, falando debochadamente com a gente. Já estava perdendo a paciência! Finalmente, a Fernanda terminou e eu levantei com minhas unhas prontas. Clara: Finalmente, né? Não aguentava mais esperar! Fernanda: Só esperou porque chegou cedo. – falou séria Clara: Qual é o seu trabalho aqui, queridinha? Por que não estou vendo você fazê-lo? – fala sentando na poltrona e colocando o pé podre e sujo no banquinho – Espero não pegar nenhum germe... Luna: Coitada, mas podre que esse teu tabaco é só esse teu pé, que parece nem lavar. Clara: Como é? Luna: Vai negar é? A prova tá logo aí! – aponto para o pé dela e as meninas gargalharam Ju: Vamos logo, amiga, vamos perder o horário. – fala ainda rindo Já tínhamos pagado, então fomos embora para casa porque tínhamos que escolher as roupas. Hoje iríamos em uma boate lá na pista; eu fui uma vez e é bem legal lá. Deitei um pouco para descansar e logo dormi. (...) Estava pronta com um vestidinho preto curto e colado, e um salto também preto. Meu cabelo estava solto, maquiagem simples e bastante iluminador. Passei o meu perfume, peguei minha bolsinha, saí de casa e fiquei no portão esperando a Ju chegar – eu iria com ela e um dos seus irmãos. Depois de alguns minutos, um carro para na minha frente e vejo ela e o MT no carro. A porta abre, então eu entro e ele dá partida. Não demorou muito para chegarmos. Tinha uma fila imensa lá fora, mas como o MT conhecia o dono, entramos sem precisar esperar. Ele levou a gente até um camarote e já víamos Lúcifer com uma menina. Fomos em direção a ele e ficamos lá conversando e bebendo enquanto esperávamos os outros chegarem. A Ray chega junto do Faísca, que beija a minha testa e vai em direção aos meninos cumprimentando-os. Ju: Pensei que não viria mais! Ray: Tava esperando o carro, nenhum estava aceitando. Sorte que o Faísca estava passando na hora e me deu carona pra cá! Luna: Ainda bem! A gente lá em baixo parece estar tão divertido... – falei olhando para o pessoal que estava dançando Ray: Tá sim! Passei por lá, tava muito agitado e tem vários gatinhos lá. – fala com cara de safada Ju: Vamos lá! – pega na mão de cada uma e sai arrastando a gente MT: Para onde vocês vão? – grita, e a gente olha para trás, mas não deu para responder porque a Ju puxou a gente para mais longe Terminei de beber o que estava no meu copo e a Ju pediu mais para a gente. Ficamos dançando, rebolando com o copo na mão ao toque da música. A Ju me tocou e eu olhei para onde ela estava olhando: tinham três amigos encarando a gente. Todos eram bonitos, mas eu não estava interessada em ficar com ninguém. Continuei dançando e percebi que eles estavam vindo até a gente; logo param na nossa frente e puxam assunto. – As princesas estão sozinhas? – fala um loiro de olhos azuis Luna: Não, estamos as três juntas. – falei simplesmente – Gostei dela... – murmura um moreno malhado – Que bom. Tenho uma proposta para as três... – fala com malícia Ray: Como assim? Eu estava calada, só observando – não confiei nada neles. – Primeiro vamos tomar um drink juntos, vocês bebem né? – as meninas concordam Ele falou com o garçom, que foi preparar. Eles ficaram tentando puxar assunto comigo, mas só respondi o mínimo e fiquei observando o quanto eram estranhos. Olhei para cima e vi o Faísca me olhando confuso; neguei com a cabeça, fazendo cara de tranquila, e ele concordou, fazendo gestos de que estava de olho na gente. – Tudo bem, gatinha? Desde que chegamos você parece incomodada com alguma coisa... – fala o moreno, escorando no balcão onde eu estava Luna: Tudo bem. – falei séria – Você é bem difícil, né? Luna: Só com quem eu não quero. – falei e ele me olhou surpreso, depois riu; eu olhei para ele confusa – Gostei de você. – falou me olhando e eu fiquei impassível – Aqui! – falou o loiro com dois copos nas mãos, entregou ao moreno ao lado e saiu – Toma. – me oferece um Luna: Não, obrigada. – Toma, cara, veio pra ficar assim foi? – fala me olhando desapontado É da sua conta, c*****o? – pensei, mas com tanta insistência peguei o copo e fingi beber um gole. Isso está muito estranho. Não sei o porquê, mas estou sentindo uma sensação muito r**m.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD