EPISODIO CINCO

1495 Words
— Ele é um pouco jovem, não é? Eu perguntei, olhando para a minha amiga com os meus olhos estreitados. — Muito jovem. Ela corrigiu. — Ele tem vinte e dois anos, mas ele é como um queijo. — Ele é muito bonito, sim. Eu concordei. — E ele tem olhos lindos. — Com que rapidez você notou! Ela exclamou, arregalando os olhos. — Até a terceira vez que o vi, nem sabia que ele tinha olhos. Nós duas rimos e Sofia foi vestir uma roupa para acompanhar o seu filho. É, porque ele mais parecia filho dela. Eu insisti que eles poderiam ficar a noite. Eles passariam a maior parte do tempo no quarto e eu no meu. Não vi a minha amiga muito convencida, mas ela acabou concordando. Rod acabou por ser um memorando de livro didático. Um pirralho. Passava o tempo todo falando de si e tirava a camisa a cada cinco minutos para mostrar uma ferida, o bronzeado, como tinha se barbeado... Não importava. Ele se despia muito feliz quando tinha uma chance. Ou mesmo se não houvesse. Sofia estava olhando para ele enquanto eu tentava me concentrar no filme. Para se ter uma ideia, nem me lembro qual estávamos assistindo. Eu estava tentando ver. No final, desisti e fui para o meu quarto ler um pouco. O livro conseguiu me pegar e não ter o torso nu daquele jovem na minha frente foi uma grande ajuda. Infelizmente, o meu celular tocou indicando que recebi uma mensagem. Você sente vontade de jogar? Eu xinguei! Tinha que ser naquela hora? A semana toda esperando e consegui isso quando havia outras duas pessoas em casa. Que dádiva de oportunidade. Isso sem falar que um sábado à noite o mais normal era que uma pessoa não estivesse em casa, mas sim por aí, em alguma festa. Eu respondi. Sim, mas tenho companhia em casa. Alguns segundos depois, a seguinte mensagem chegou. Que companhia? E o que diab*os isso importa para você? Eu pensei. Ohg… eu tive que responder. A minha colega de quarto e o seu novo namorado estão na sala. Parecia que eu estava trocando mensagens com um cara que também não tinha muita vida social O que eles estão fazendo? Como eu vou saber? Eu estou aqui em cima e eles lá em baixo. Eu bufei e respondi. Não sei. Então o celular começou a vibrar com uma chamada recebida. Eu respondi rápido como um raio. — Olá. Cumprimentei imaginando quem estava do outro lado. — Olá, Ruth. Ele respondeu. — Então você não sabe o que eles estão fazendo? — Não faço ideia. Respondi. — Eu estava lendo no meu quarto e eles estão na sala. Acho que assistindo a um filme. — Vá ver, mas não deixe que eles saibam. Ordenou o meu estranho. — Eles vão me ver. Expliquei. — E eu nem sei o seu nome. — Vá olhar sem ser vista. Ele insistiu. — Agora. Eu não gostei disso. Ordens? Eu era terrível com ordens. Comecei a pensar que não deveria ter aceitado esse m*aldito jogo. — Isso não é engraçado. Eu deixei escapar. — Se você não quer jogar, tudo bem. Ele sussurrou calmamente. — O jogo termina e você volta ao seu livro e à sua vida. É isso que você quer? Era isso que eu queria? Claro que não. Aquele jogo foi uma das poucas coisas do meu dia a dia que quebrou a rotina. Eu estava desejando que algo acontecesse a semana toda, e quando finalmente aconteceu, eu não iria desistir. Coloquei os meus fones de ouvido, levantei e abri a porta com cuidado. — Eu não quero que acabe. Murmurei baixinho. — Vou olhar. — Muito bem, Ruth. Ele agradeceu, e quase pude ver o sorriso no seu rosto. — Tenha muito cuidado para que eles não vejam você e me diga o que eles fazem. Cheguei à sala e descobri que, é claro, eles não estavam assistindo a nenhum filme. Rod estava esparramado no sofá e Sofia, nua da cintura para baixo, estava sentada no seu rosto. — Po8rra. Eu deixei escapar num sussurro Eu estava atordoada. Não entendia que Sofía era louca de começar a fazer aquilo sabendo que eu poderia aparecer a qualquer momento. Na verdade, eu costumava fazer muito barulho quando saía do meu quarto, então não era tão maluca assim. Outra coisa é que daria tempo para ela se vestir. — O que você está vendo? Perguntou o homem que havia me chamado, me fazendo pular. Eu podia jurar que era o mesmo do outro dia, mas não tinha certeza. Eu não tinha certeza de nada, pelo amor de Deus. — Ela é... Ele... Comecei a tentar explicar. — Estão... você sabe...Oh, mer*da. Sofia ainda estava sentada no rosto de Rod e puxava o seu cabelo para pressioná-lo contra a sua boc*eta. Ele tinha um aperto na sua bu*nda e o som de sucção podia ser ouvido por toda a po*rra da China. A sua mão direita saiu da nádega da minha amiga e a usou para desabotoar a sua calça. Ele ia... eu ia... Exato. Ele ia tirá-lo e começar a se mas*turbar. — Eu não sei de nada, Ruth. O homem disse com raiva no telefone. — Eles estão fazendo sexo, mas não sei como contar a você sobre isso. Respondi num sussurro raivoso. O efeito é perdido muito se você sussurrar, é claro. Eu estava tão nervosa vendo esse cara se masturbando enquanto a minha amiga se contorcia em cima do rosto dele, arqueando as costas e balançando os quadris para frente e para trás. — Grave. O meu parceiro ordenou. — Desculpe? Perguntei, embora tivesse ouvido perfeitamente. — Grave tudo e um dia poderemos assistir juntos. — Você não acreditar... Eu comecei. — Não acredito em nada. Ele respondeu, subitamente muito sério. — Grave com o seu celular ou o jogo acabou. Ele desligou. O idi*ota me deixou lá, vendo um casal fazendo sexo e me dizendo que eu tinha que gravar. Louco. A verdade é que eu queria continuar assistindo, embora nunca tivesse sido esse tipo de mulher. Abri o aplicativo da câmera e comecei a gravar. Fiquei preocupado com o início da gravação do som, mas eles nem perceberam. Rod deve sentir que já estava duro o suficiente. Se ele quisesse uma segunda opinião eu poderia dar a ele. Eu balancei a cabeça mandando para longe o pensamento. Ele saiu de debaixo de Sofia e eu me escondi para que não me vissem. Deixei passar alguns segundos em que pensei que o meu coração fosse pular pela boca e cuidadosamente enfiei a cabeça de volta. Ele estava atrás de Sofia e a empurrou para que ela ficasse de quatro. O menino caiu de joelhos no sofá e esticou a outra perna para descansar no chão. Ele tirou uma camisinha do bolso e colocou em um piscar de olhos. Ele usou as duas mãos para dar um tapinha retumbante no traseiro de Sofia. Não sei se doeu, mas acho que não. Ela gemeu como uma louca só com isso. Eu tive que engolir o meu próprio gemido. Deve ser legal apanhar assim. Ele a penetrou e ficou cravado por alguns segundos rosnando. Sofia empurrou para trás para afundá-lo ainda mais e vi que ele segurava com as duas mãos o cobertor que estava no braço do sofá. Então ele começou a entrar e sair bem devagar. De vez em quando, uma da suas estocadas era bem mais violenta e ele ficava enraizado rosnando de novo. Aqueles dois estavam me deixando louca. Não perdi detalhes e o meu celular gravou tudo. Sofia soltou uma das mãos do cobertor e a colocou entre as pernas. Embora ela estivesse mordendo o próprio cobertor para não fazer muito barulho, eu podia ouvir os seus gemidos. Rod também sentiu e começou a empurrar com mais força, quase animalescamente, até que a minha amiga caiu para frente, mas ele não desistiu e a seguiu até que ele estava deitado em cima dela, dando alguns últimos empurrões. Depois de alguns segundos, Sofía empurrou a bu*nda para trás até tirar o menino de cima dela, ficou de joelhos no chão e levou aquele pên*is duro como pedra na boca, como se estivesse morrendo de fome. Foi tão rápido que nem tive tempo de me esconder de novo, mas eles não me viram. Rod se deixou cair no sofá e ela o seguiu para que o que ela tanto desejava não escapasse da sua boca. Ele pegou o cabelo dela com as duas mãos. Acho que ele não queria que o cabelo o incomodasse. A sua cabeça estava jogada para trás e ele rosnava sem parar. A cabeça de Sofia subia e descia. A minha calcinha parecia encharcada só de olhar para ela. E em gravá-los. Eu poderia assistir quantas vezes quisesse e voltar a sentir o que estava sentindo naquele momento. Então Rod se levantou e eu fiquei com medo.
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