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Red in The Sky

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Blurb

Agnes é diferente em todos os aspectos. Sempre teve uma visão além do que todos teriam. Seu caso foi tratado com um simples esquizofrenia, pois via criaturas mágicas por onde passava. Além de pessoas estranhas a parando na rua, falando em enigmas. Ninguém parecia a compreender, muito menos Caitlyn, sua mãe adotiva.

Um incidente grave na sua escola a fez mudar de cidade, para Asteri, uma cidade grande, onde ninguém iria saber quem ela era, muito menos julgar seu comportamento diferente. Tomando seus remédios, nada poderia abala-la, tão pouco.

Depois de dois anos, parece que os remédios não teriam mais efeito. E então, suas visões sobre um reino estranho voltaram a assombra-la, onde uma rainha sanguinária destruía um povo e tomava o poder.

Agnes tenta não dar vazão a esses sonhos, mas cada vez mais, com ou sem os remédios, começa a enxergar um mundo paralelo ao seu.

Sua vida passa a mudar completamente, quando conhece Kaelus, um rapaz muito mais velho que ela e mostra que a realidade não é o que parece.

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Capítulo 1
Eu mesmo poderia defender tudo sozinho, mas não havia como enfrentar tantos soldados naquele campo coberto de lírios. A profanação do belo, em nome daqueles que tem a ganância pelo poder e envenenados pela cobiça. Fugi para muito longe, buscando a eleita, aquela que irá acabar com a nossa destruição. Ira erguer o cetro, tomando seu poder sobre os dois reinos. Mas, traído fui por aquele que é meu sangue. Tem minha face, mas é do exército vermelho. Traindo a todos nós, para nunca trazer de volta nossa salvadora. O país maravilhoso está perdido, sua queda será fatal. Esperamos apenas que os habitantes desse mundo falem com a nossa princesa e continuamos a batalha, esperando o dia em que o sol não nascerá vermelho. *** Coração batendo forte, cada batida mais rápida, acelerada. Os meus pés batiam com o asfalto e a chuva caia sobre mim, me deixando mais lenta a cada passo. Eu queria fugir e não olhar para trás, mas para onde iria agora? Me escondi de baixo de um salgueiro, sentindo as roupas pesar e meu coração batia ensandecido. Odiava muito a sensação de estar sendo vigiada e por ter visto coisas que não deveria ter visto. Aquela sensação em que você sabe que não deveria ter presenciado.  Tommy estava envolvido com aqueles caras estranhos e eu simplesmente bati em sua porta, acreditando que iria encontra-lo sozinho, mas ele não estava. Eu deveria saber quem ele era e do que seria capaz. Um ** branco estava espalhado sobre a mesa de centro da sala dele e o caras ao seu redor tinham olhos estranhos. Olhos vermelhos e famintos. Meu namorado me fitou com um olhar incrédulo, quando me viu na soleira da porta e depois, com fúria. Sai correndo o mais rápido que podia, o mais rápido que minhas pernas poderiam alcançar. E agora, estava tremendo de medo, de terror. Por saber que não conhecia ele e muito menos o que estava de fato fazendo com sua vida. Minha mãe adotiva sempre disse para ficar longe de drogas, ou ela iria me expulsar de casa. Caitlyn nunca foi uma mulher tolerante com nada que fosse dar dor de cabeça para ela. Somente cuidou de mim, pois sua irmã havia morrido. Na verdade, eu havia sido adotada por Katherine. Ela era do serviço social e havia me encontrado em orfanato. Era triste e solitário lá. E Katherine conseguiu um mandado para fechar, devido a várias denúncias sobre maus tratos. E para minha sorte, não rumei para outro orfanato, mas para um lar. Infelizmente, minha guardiã se foi de uma maneira trágica demais. Passei apenas dois anos com ela e logo cai nas mãos de Caitlyn, sua irmã. E Caitlyn não é amável. Não irá entender que eu me coloquei em grandes problemas.  Voltei para casa, mesmo com a chuva forte. Meu corpo inteiro tremia e meus dentes batiam freneticamente. Abri a porta dos fundos, da cozinha e suspirei ao não encontra-la no andar de baixo. Fechei a porta de correr, pegando a chave na gaveta da cozinha e trancando. O chão está ensopando devido as minhas roupas encharcadas, mas eu queria garantar minha segurança ao menos. A porta da frente já estava trancada, assim como as janelas.  Rumei para o andar de cima e fui para o banheiro. Joguei todas as roupas na pia e entrei de baixo do chuveiro. A água quente era um alívio para meu corpo endurecido pelo frio. Fitei minhas tatuagens por todo braço e o anel que Tommy havia me dado. Como pude me enganar tanto? Eu o conhecia há 7 meses e achei que não havia nada de errado com ele. Pelo menos, parecia um cara mais velho, não estava no ensino médio e isso era bom. E tinha dinheiro. Trabalhava como analista de sistemas e era muito bom com isso, até para hackear algum sistema ou software. Nada indicava que ele seria um perigo para mim. Tirei o anel de titânio preto, com um um filete azul e fitei a aliança. Uma promessa de que ele seria meu, independente da situação. Independente das coisas ruins. Ele seria meu companheiro e amigo, mas na verdade, não era nada disso. Coloquei o anel na pia de granito e desliguei o chuveiro. Peguei a toalha extra que estava pendura no box e me sequei. Enrolei a toalha nos cabelos e sai, sentindo o frio do outono penetrar minha pele. Caitlyn devia ter desligado a calefação ao sair de casa.  Sai do banheiro e rumei para meu quarto, colocando um moletom e calça jeans. Depois, sequei a bagunça que fiz pela casa, por causa das roupas encharcadas. Caitlyn não suportava sujeira e era muito neurótica com isso. Suspirei, cansada e aliviada por Tommy não ligar, não aparecer. Fiquei com medo disso. Medo de que ele pudesse me fazer m*l. E ao mesmo tempo, com o coração dolorido. Eu queria que ele me ligasse, para conversarmos. Mas, não sabia se poderia ir adiante com uma pessoa viciada. Só que ele acabou enviando uma mensagem, instantes depois, enquanto eu assistia um filme. "Precisamos conversar" Digitei uma mensagem de volta: "Não temos mais o que conversar" O telefone tocou em seguida. - Agnes, não faça isso - a voz suave dele ecoou em meu ouvido. Senti a vontade irresistível de obedece-lo, mas não daquela vez.  - Escuta Tomas - interrompi, antes que ele me convencesse de algo - Eu não quero falar sobre o que vi. Vou fingir que nada aconteceu e acabou entre nós.  Escutei ele suspirar do outro lado da linha. Não parecia contente comigo. - Agnes, não faz isso. Vamos conversar - ele pediu - Isso foi um erro. Eu quase nunca faço isso. Se soubesse que vinha até minha casa eu jamais teria feito isso na sua frente.  - Não posso acreditar que fazia isso pelas minhas costas - esbravejei.  - Ei, calma. Não precisa ficar nervosa - ele pediu, mas claramente alterado - É minha vida e sou eu que decido o que fazer.  - Ótimo, então faça o que quiser. Só fica longe de mim. Desliguei o telefone com força e bloqueei seu telefone. Não queria ouvir mais nada. Estava cansada. Principalmente por tudo que vinha acontecendo. Minha vida era uma d***a. Não podia reclamar, mas há coisas que não acontecem com outras pessoas, só comigo. Inclusive sonhos estranhos e pessoas estranhas falando comigo na rua. Sonhos com céus vermelhos e um campo manchado de sangue. Campos cobertos por corpos e uma mulher com vestido vermelho, carregando um cetro. Não são coisas agradavéis e que me fazem bem.  Não eram só os sonhos ou as pessoas falando comigo, como se tivessem mensagens decifradas para mim. Mas, também o fato de enxergar coisas que ninguém vê. Como criaturas mitológicas andando por entre as árvores. Ninfas, duendes e elfos. Eles não sabem que os vejo, mas eu os vi. E não sei realmente se não estou imaginando, mas algumas vezes que olhando demais pelo espelho, parece que estou vendo outros lugares através dele, inclusive uma mulher de cabelos negros e olhar melancólico. Foram pequenos flashes. Coisas que não se sabe se é ou não real. Por isso, confio muito no psiquiatra e nos remédios receitados. Eles me ajudam a não ter nada disso.  - Você é esquizofrênica, Agnes - Caitlyn havia dito uma vez, olhando para mim como se eu fosse perigosa - Precisa parar de dizer que esta vendo elfos nas árvores. Isso é loucura.  Eu tinha dez anos na época e aquilo foi um golpe muito duro. Caitlyn não era doce nem gentil. Então, ela dizia coisas que magoavam muito. Mas, ela tinha razão. Depois que completei quinze anos, percebi que estava sofrendo muito, não sabendo o que era ou não real, inclusive acreditando que tinha poderes. Mudamos até de cidade, pois onde morávamos, eu havia conseguido deixar as pessoas impressionadas. E por ser uma cidade pequena, bom, as pessoas começam a te evitar, inclusive quando coisas estranhas acontecem ao seu redor. Eles acharam que fiz de propósito, mas não fiz. Eu não coloquei fogo na sala de aula. Pelo menos, não era eu. Só que agora com os remédios, eu penso que talvez tenha sido eu.  Bom, dois anos deram certo aqui em Asteri. É uma cidade em que você consegue se misturar. Ninguém parece cuidar da sua vida, nem bate na sua porta, perguntando se estamos bem instalados ou deixando comida em uma cesta na porta. Asteri é uma cidade de um milhão de habitantes. Ninguém está ligando para o que eu faço. O que é reconfortante.  Fui para meu quarto, depois das onze e números estranhos me ligavam sem parar. Eu sabia que era Tommy. Ele devia ter pedido para algum amigo emprestar o celular. Recusei todas a ligações e desliguei o telefone. Abri o notebook em cima da cama, com uma colcha roxa por cima. Meu quarto estava mergulhado em sombras, apenas com a luz da tela sendo refletida.  Pesquisei meu site favorito sobre coisas sobrenaturais, inclusive sobre elfos e fadas. Muitas pessoas afirmando ter visto criaturas como essas e suas lendas remontam um passado distante. Lendas celtas falavam muito sobre isso. E quem mais gostava de falar sobre isso eram escoceses e irlandeses, até mesmo escandinavos. Sua cultura estava repleta disso. Meu maior desejo era ir para esses países e ver se isso realmente existia, se não foi tudo fruto da minha imaginação. Acho que passei tanto tempo sozinha, antes de ser adotada, que devo ter imaginado coisas.  Abri um site sobre assuntos sobrenaturais e magia. Tinha uma página inteira dedicada para falar sobre esses assuntos e também poderia se postar contos sobre o assunto. Usei o site para criar histórias de terror e fantasiosas. Postei um conto sobre uma jovem que foi enganada por um elfo e levada para seu reino subterrâneo. Ele deu a ela uma bebida estranha, onde ela poderia festejar até o amanhecer. E logo que ela acordou, se assustou em estar naquele lugar. Fugiu do reino dele e quando pisou no mundo humano, morreu instantaneamente. Eles haviam festejado por trezentos anos e se ela saísse do seu reino, iria perceber.  Tinha uma pequena quantidade de fãs e muitas pessoas compartilhavam suas experiências sobrenaturais naquele site. Publicavam fotos sobre tudo que poderiam se considero místico e até mesmo fotos sobre supostos fantasmas. Lendo algum dos fóruns, encontrei algo estranho e diferente. Red in the Sky (vermelho no céu). Abri o link e parecia ser um micro conto. A história falava sobre um reino que pereceu. Quem fazia parte do reino eram o povo azul, com pele azulada e translucida. Um tipo de elfo, talvez? Bem, não foi dito o que eram. E que em uma lua cheia de sangue, uma criança nasceu com a pele branca feito mármore. E segundo o oraculo deles, ela traria a maldição vermelha sobre eles, pois seu sangue era vermelho e não azul como o do seu povo. E o que deixava o povo aterrorizado era o fato de ela ser a princesa do reino. O rei ficou em desespero e não sabia o que fazer. Seu povo não matava. Eram pacifistas.  Então, ele mandou que ela ficasse no reino vizinho, onde seu irmão governava. Ela nunca soube quem eram seus pais e ficou presa em uma torre do castelo, crescendo e vivendo ali, sem conhecer o mundo. O rei azul teve outro filho e esse carregou consigo o sangue e as cores corretas. Azul por inteiro. Assim, ele cresceu para comandar o reino e trazer a paz que o povo desejava. Já fazia trezentos anos da última guerra, onde quase dizimara toda a vida conhecida. Eles não queriam mais isso, então os reinos vizinhos estavam de acordo com isso. Então, o filho do rei azul o sucedeu depois da sua morte. E teve uma filha que iria trazer a paz igualmente, assim que segurasse o cetro do poder. Era o cetro que continha todo o poder que um soberano poderia ter e em mãos erradas, poderia ser o fim da paz que os reinos tinham.  O único problema era a filha perdida, que se revoltou por sua situação. Infelizmente, não havia mais nada escrito sobre o conto. Enviei uma mensagem ao autor. Seu nome era Kaelus. Torcia para saber mais sobre a história que ele havia criado. Fechei o notebook, cansada de navegar e deitei. O sono não vinha, até que me vi em um campo de batalha de novo e via uma mulher de vestido vermelho levantando um cetro. Seu olhar era sanguinário e vermelho. E seria a derrocada para todos aqueles soldados.  Acordei assustada e ainda era noite. Meu coração batia rápido, martelando nos ouvidos. Eu não queria sonhar com aquilo de novo. Fazia dois anos que não tinha sonhos como esse. Teria que reforçar nos remédios mais uma vez.

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