Capítulo 1
Estava doida para ver o meu quase namorado Artur, que não via há três dias. No entanto, para mim, parecia uma eternidade. Havia uma grande verdade: Artur e eu não tínhamos oficializado o namoro, ficando de lá para cá, o que me deixava um tanto insegura. Mesmo que ele dissesse que estava apenas comigo, algo em mim sentia como se não fosse verdade. Sempre que tocava nesse assunto, Artur dava um jeito de fugir, mudando de assunto.
Arthur e eu nos conhecemos em uma floricultura. No primeiro olhar, logo me apaixonei, mas tive que ir embora devido a um imprevisto. Meses se passaram rapidamente, e não vi mais Artur, até que o destino o colocou em meu caminho novamente, em um parque recém-inaugurado. Compartilhei com minha mãe o sonho de abrir uma floricultura, e ela me apoiou. Após a inauguração, meu primeiro cliente foi Artur, e desde então começamos a conversar mais, e trocamos os números de celular.
Os dias foram passando, e a cada dia me via mais apegada a Artur, sem ter certeza se isso era um bom sinal. Quando percebi, já estávamos nos beijando e passando noites na casa um do outro, conhecendo nossas famílias e amigos. Descobrimos que tínhamos gostos em comum, o que nos uniu ainda mais, a ponto de compartilharmos segredos. No entanto, os meses passaram e nosso relacionamento não progrediu, mas eu deixava isso passar, às vezes esquecendo.
Voltando para casa mais tarde que o normal, a floricultura estava movimentada, talvez por ser quase o Dia dos Namorados. Artur me mandou uma mensagem sobre uma surpresa que tinha para mim, e algo dentro de mim pressentiu que ele finalmente me pediria em namoro após quase dois anos e meio juntos informalmente. Estava ansiosa para apresentá-lo como MEU namorado.
Chegando em casa, joguei-me na cama e acabei adormecendo, sem perceber que tinha visita. Algumas horas depois, acordei e vi alguém sentado ao lado da minha cama. Reconheci Kany e gritei de alegria, pulando em seus braços como uma criança. Sentia muita saudade dela desde que se mudou para o exterior, seis anos atrás, por causa da promoção de trabalho dos pais dela.
— Não acredito que você está aqui!
— Pois acredite, porque eu estou aqui!—respondeu Kany.— Quais as novidades
— Acho que Artur vai finalmente me pedir em namoro…
— Quem é Artur?— pergunta Kany.
— Meu quase namorado…
Um silêncio se instalou, o que achei estranho, já que Kany era uma menina que amava fofoca. Dava para sentir que algo não estava certo, no entanto, naquele momento eu não fazia ideia do porquê. Mudamos logo de assunto, para um outro que acabava sendo mais interessante do que falar do Artur, que acabou sendo deixado para trás, e outros assuntos acabaram surgindo um após o outro. Descobri que a minha amiga estava namorando, portanto, Kany não me revelou o nome do cavaleiro encantado, o que acabou despertando minha curiosidade. Tentei diversas vezes conseguir alguma informação, mas minha amiga se mantinha calada até mudarmos de assunto.
Mais tarde, Kany foi para um dos quartos dormir. Após nos despedirmos, fui até o banheiro, tomei um bom banho e troquei de roupa para poder me deitar novamente em minha cama, acabando dormindo sem nem ter jantado, estando muito cansada para levantar e fazer algo para comer. Na manhã seguinte, acordei cedo com o som do despertador. Após tomar uma ducha rápida e me vestir, fui procurar Kany em casa, mas ela já não estava mais lá.
Dirigi-me à cozinha e encontrei um bilhete escrito por minha amiga, avisando que tinha algum compromisso para ir. Assim, tomei um bom café da manhã, aproveitando o sábado em que eu não trabalhava no fim de semana, olhando algumas coisas em meu celular dentro das redes sociais, mas nada que fosse muito interessante. Guardei o aparelho em meu bolso após enjoar de mexer nele, aguardando a ligação de Artur, que não demorou muito para acontecer. Peguei meu celular em meu bolso mais uma vez para poder atendê-lo, e ele me avisou que logo viria em casa para passarmos um tempo juntos. No entanto, infelizmente, Artur acabou cancelando o passeio, dizendo que um imprevisto tinha acontecido. Isso me deixou intrigada, pois ele nunca chegou a me dizer exatamente qual compromisso tinha ocorrido. Sempre que eu perguntava, Artur mudava de assunto, o que já não era mais novidade.
Já fazia um bom tempo que Artur andava afastado de mim. Começou com a gente se vendo todos os dias, ou quase, mas depois ele começou a dar desculpas, que se tornaram cada vez mais frequentes. Após eu abrir a floricultura, que hoje era a mais conhecida de todas e até os mais importantes vinham ou mandavam comprar em minha loja, as coisas acabaram se tornando mais corridas. Muitas vezes eu acabava voltando para casa mais tarde e assim tive uma vida mais agitada, o que tornava mais difícil ver Artur, a não ser nos fins de semana. Até alguns desses fins de semana eu tinha que abrir mão, desmarcar com meu quase namorado para trabalhar na floricultura. Muitas pessoas se perguntavam desde quando eu amava tanto as flores, e a verdade é que essa paixão nasceu desde que eu era pequena. No entanto, o sonho de ter uma floricultura demorou para aparecer.
Lembro muito bem que desde pequena eu amava assistir Winx Club, onde minha fada favorita era a própria Flora, que, adivinha? Ela era a fada da natureza. Então, acho que ali nasceu a paixão por flores. Pelo menos foi isso que minha mãe disse, que meu interesse por flores nasceu assim. Agora, se é de fato verdade, isso eu já não sei. Os anos se passaram, outras paixões surgiram, mas a paixão pelas flores sempre voltava, independente de qualquer coisa. Era uma época em que meu pai ainda estava entre nós e que, infelizmente, não conseguiu ver quem eu acabei me tornando. Hoje, esse é o meu único arrependimento, e sempre foi também o da minha mãe, que permanecia calado. Mas podia se ver nos olhos dela que ela não esqueceu meu pai. Muitas crianças não aceitariam que a mãe ou pai buscassem felicidade com outra pessoa, mas esse era um assunto que nunca entendi bem.
Estava sentada em frente à televisão enquanto minha mãe estava deitada em meu quarto. Ela veio na parte da tarde para me visitar e passamos o dia aproveitando para assistir filmes, séries e, às vezes, passear um pouco depois de ficarmos tanto tempo deitadas e perdermos uns quilos de tanto comer besteiras. Mas como era fim de semana, a gente acabava esquecendo as boas manias, comidas saudáveis, e aproveitava bebendo e comendo tudo que não nos permitíamos durante a semana. Enquanto isso, contávamos as novidades e segredos, já que não tínhamos tempo. Minha mãe era a melhor amiga que eu poderia ter, e eu estava muito agradecida por tê-la em minha vida.
As ruas estavam calmas, pouco movimento devido que ainda era quatro da tarde em que a maioria das pessoas ainda estariam trabalhando e faltavam uma hora para o pessoal sair de lá só então que as ruas iriam ser movimentados tanto com pedestres quanto com trânsito de carro em que acabava poluindo tudo ao redor e o que eu não gostava devido que sabia o quanto prejudicava a natureza em que dava para notar que muitas das pessoas não ligava como eu e acabava me deixando mais chateada ainda.
— Filha, que tal a gente jantar fora? - pergunta minha mãe
— Mãe, os restaurantes daqui são muito caros…
— E que eu gostaria de lhe contar o último segredo do dia… - revela minha mãe
— Está bem!
Por mais que eu achava muito caro para minha mãe pagar tudo acabei aceitando, não sabia bem o que tanto queria me dizer mas estava muito curiosa e assim voltamos rapidamente para casa a fim de semana arrumar, tomei um banho rápido, troquei de roupa vestindo uma calça jeans, calçando sapatilhas preta, camisa social e bolsa vermelha onde coloquei nela apenas o necessário sendo celular, carregador, chave de casa e carteira para que assim que tivesse cem por cento pronta saio do quarto indo diretamente até a sala aguardando pela a minha mãe em que logo após me sentar ouço alguém bater na porta.
Estranhando vou até lá ver quem era e me deparo com o Artur em minha frente que veio sem avisar logo me olhando de cima para baixo querendo perguntar onde eu estava indo e dizendo que veio me buscar para gente passear portanto como havia dito para minha mãe que ia até ele eu apenas respondi que hoje não dava acabando puxando briga pois Artur estava insinuando que eu estava traindo ele e tal sem querer acreditar no que eu disse até ouvir a minha mãe falar comigo lá só quarto.
— Está pronta filha? - pergunta a mãe
— Sim, estou animada para descobrir o segredo que a senhora quer compartilhar comigo…
— No restaurante você saberá! - respondeu a minha mãe
Isso foi o suficiente para Artur acreditar em mim onde o mesmo virou as costas simplesmente indo embora portanto a atitudes dele não me agradou e isso seria um assunto em que sabia que poderia talvez levar ao nosso término pois dessa vez eu iria até o fim tendo certeza em que Artur me ouviria sendo por bem ou por m*l mas o fato de que ele duvidou da minha palavra chegou a magoar os meus sentimentos e isso era um assunto que não poderia ser deixado de lado, por isso comecei logo a me preparar mentalmente pois sabia que tudo isso poder acabando terminando em choros onde compartilhei isso com a minha mãe que me ouviu e apoiou pois a mesma via como o meu “namoro” estava com o Artur em que minutos depois saiu do quarto toda linda para em seguida ir até o tal restaurante.