Adrien
Estava trabalhando em meu escritório quando uma das empregadas entra após eu libera-la a entrar me anunciando que os meus pais queriam me ver, o que logo achei estranho pois sempre que me chamava era para resolver um problema em que sempre se tratava da minha irmã mais velha Lili em que além de não gostar ser da realeza, sempre dava um jeito de criar problema fazendo-a parecer ser alguém de cinco anos e ser também o único arrependimento dos nossos pais que se culpavam dias e noites por não ter lhe dado uma boa educação e desde então por um sim ou um não pegavam sempre muito pesado comigo, querendo reparar o erro do passado em que obviamente Lili não gostou nem um pouco disso.
Lili era uma pessoa que gostava de fazer nada mas gostava de mandar, achando que os nossos pais deveriam escolher ela invés de mim para ser rainha do reino portanto com essas atitudes dela a mesma acabava que cada vez mais os nossos pais tinha a certeza absoluta que o melhor para reinar o reino seria eu e por isso andava exausto todos os dias devido que a minha rotina era diferente mas sempre muito puxado, como por exemplo, acordava entre quatro a cinco da manhã por escolha próprio para poder dar uma volta escondida nas ruas da cidades para observar a beleza da noite.
Ouvindo os sons da natureza onde lá esquecia por uns segundos em que eu era junto com todas as responsabilidades, problemas e estresses que tive que passar diariamente entre as paredes do castelo onde voltava antes da empregada vir bater em minha porta para me acordar sendo exatamente as oito da manhã ou seja tendo tempo o suficiente para retornar no castelo sem ser visto, tomar um bom banho e assim estar pronto na hora que era para “acordar”, iniciando meu dia em que tinha que revisar e assinar vários documentos tendo aproximadamente mais de quarenta a cinquenta por dia, depois ir para a biblioteca estudar sobre certos assuntos, treinar espada, caçar e entre diversas outras coisas onde quando o dia acabava tinha apenas um único desejo sendo me deitar na cama e dormir onde assim que me deitava a maioria das vezes acabava desmaiando no mesmo instante e assim era os meus dias no castelo.
E hoje como era um dia com mais responsabilidade, acabei tendo que trabalhar um pouco mais no meu escritório, passando do meu horário de dormir onde tentava adiantar um monte de coisas portanto após saber que meus pais queriam me ver, libero a empregada, ajeito as coisas nas gavetas para em seguida me dirigir até a sala dos meus pais onde ao chegar eu bato na porta deles aguardando a permissão para adentrar que assim que recebo eu entro fazendo uma reverência para ambos que retribui para mim.
— Mandou me chamar?
— Sim, vimos lhe informar que em uns meses você irá se casar com a princesa Catarina - disse meu pai
— Quem disse que eu…
— Filho, meu amor você precisa de uma herdeira para o reino… - corta e completa minha mãe
— 1 mês! Me dão 1 mês para encontrar minha alma-gemea, se eu não encontrar até lá eu aceito casar com a princesa sem reclamar e ainda estarei feliz…
Meus pais se trocaram um olhar silencioso onde ali iria definir se aceitariam o meu pedido ou não onde deu a ver que meu pai estava contra mas pelo amor da minha mãe que suplicou ao rei, meu pai de aceitar acabou aceitando onde me senti mais aliviado, assim agradeci minha mãe e meu pai para me despedir de ambos fazendo uma reverência para poder voltar finalmente para os meus aposentos cansado após mais um dia movimentado onde sem querer acabei escutando a conversa dos meus pais que estaria passando pelo meu quarto.
— Não acho uma boa ideia, um mês e muito! - reclama o pai
— E a gente? Um mês e pouco! Lembra que você foi s*******o e pediu três meses para me encontrar e sem esquecer que colocou seu título de príncipe naquela época em risco? - relembra minha mãe para o pai
— Não é… - começa o pai
— E sim! - Finaliza minha mãe
Deu a ouvir os passos do meu pai ser mais pesado indo embora deixando a minha mãe por trás que foi até o jardim onde acabava ficando por lá por horas até que enjoasse de ficar sozinha e como conhecia todo meu cronograma as vezes vinha até a biblioteca sabendo em que iria acabar me encontrando onde ao ver que estava abatida decidi me arriscar e chamar a minha mãe para fazer a única rotina em que a mesma não conhecia sendo o meu passeio matinal entre quatro a cinco da manhã na rua da cidade.
— Mãe, aceitaria que eu lhe mostro algo muito bonito?
— Adoraria filho, sabe que não gosto quando seu pai age assim… - disse a mãe
— Esteja pronta amanhã às quatro da manhã amanhã que estarei esperando pela senhora na entrada!
Quando minha mãe iria responder já estava na hora de ir para meu próximo cronograma e assim segui meu dia fazendo todas as minhas responsabilidades para finalmente poder tomar um bom banho, trocar de roupa e dormir. No dia seguinte acordei às quatro da manhã, troquei de roupa e assim fui até a entrada portanto não sabia se minha mãe realmente estaria acordada e tivesse vindo ao meu encontro onde assim que avistei-a acabei me surpreendendo e assim peguei a medo dela pegando a mãe de surpresa onde fomos até a porta dos fundos, entrei na minha caroagem em que me levava até lá e assim que chegamos pedi ao mesmo para aguardar por uma hora no mínimo onde após descer ajudei a mãe também e fomos caminhando.
— Olha que tranquilidade, o céu, o barulho da natureza… Quando tenho problema e vejo isso mesmo que é por uma hora eu me permito de esquecer quem eu sou e das responsabilidades que tenho atrás das paredes de lá