Os dias que se seguiram foram meio nublados. Não o clima — o clima até tava firme, céu azul, sol bonito. Mas dentro de mim... dentro de mim, uma tempestade se armava. A Ayla... ela deu uma esfriada. Não que tenha sumido, ou virado a cara, nada disso. Mas eu sentia. Respostas mais curtas, mensagens demoradas, aquele brilho nos olhos quando me via... deu lugar a uma certa dúvida. E eu sabia exatamente o porquê. Aquele assalto ali, na frente dela, com os moleque me chamando pelo nome... foi demais. Ela era esperta. Enfermeira vivida. Tinha visto coisa demais nos corredores dos hospitais. Não era difícil juntar as peças, e por mais que eu tentasse manter a pose, o jogo limpo... eu sabia que a desconfiança já tinha brotado. E isso me doía. Porque eu tava tentando. Por ela. Pela minha quebra

