Na manhã seguinte, acordei com a cabeça a mil. O sol m*l tinha dado as caras e eu já tava de pé. Não consegui dormir direito, não depois de tudo que rolou. A imagem da Ayla rindo, da mão dela encostando na minha, da casa dela, do cachorro gigante chamado Vênus, tudo vinha na minha mente como se ainda estivesse lá. Mas tinha coisa mais urgente pra resolver. O morro tava quente, a tensão no ar era densa, e mesmo que a loja tivesse crescendo e meu nome voando por aí como o tal “empresário redentor da favela”, eu sabia que qualquer descuido era o suficiente pra alguém cravar a faca nas minhas costas. Desci pra loja cedo. A molecada já tava lá. Rick me olhou com aquele olhar que dizia “precisamos conversar”. Sem muita firula, puxei ele pro fundo. — Descobriu quem é o Jota? — Descobri. Moleq

