O som frenético das teclas parecia tiros disparados no silêncio sufocante da sala de segurança. A penumbra era quebrada apenas pelo brilho frio dos monitores, que refletiam nos rostos tensos como se cada pixel carregasse uma revelação capaz de destruir vidas. Freud, o olhar fixo e concentrado, se movia com a precisão de um soldado em combate. Seus dedos percorriam o teclado como lâminas afiadas, vasculhando arquivos escondidos em pastas criptografadas, cruzando dados de doações, empresas fantasmas e contratos suspeitos. Julie, recuada contra a parede, apertava entre os dedos o broche de borboleta que Patrícia deixara para ela: frio, metálico, pesado como uma maldição. O coração batia em disparada, mas ela tentava não deixar transparecer. Cada vez que o reflexo do objeto faiscava sob a l

