Antonela Ribas Assim que fechei a porta atrás de mim, soltei um suspiro pesado, como se pudesse deixar do lado de fora todo o peso do dia. Tirei os sapatos no corredor, os pés agradecendo pela liberdade, e caminhei direto para o quarto do meu filho. Ele estava deitado, rodeado pelos brinquedos, e quando me viu abriu os braços com aquele sorriso que sempre me desmontava. — Mamãe! Me ajoelhei ao lado da cama e o envolvi num abraço apertado, afundando o rosto no cheiro de shampoo infantil e inocência. Aquele era o meu porto seguro. O único lugar onde eu ainda conseguia respirar sem sentir que estava me afogando. Ficamos alguns minutos ali, em silêncio, apenas respirando juntos. Eu precisava disso. Precisava lembrar quem eu era de verdade, fora das garras de Heitor Veigas. Depois, levant

