Meu sangue ferve, minha adrenalina sobe como se eu tivesse escalado q acabado de chegar ao topo do Everest. Saber que tenho um Henry Leblanc do outro lado da porta me de uma maneira que não posso entender ou explicar. Ele é aquele homem que vemos pela televisão, pelas revistas, mas nunca imaginamos ter a chance se encontrar pessoalmente.
Ele é tão poderoso, forte, que apesar de eu não ser alguém que é intimidada facilmente, é difícil não balançar com um cara como ele.
— Eu não acho que isso seja uma boa ideia, Sr. Leblanc. — A irmã Sara dá uma resposta que divide meu coração. Dá alívio a parte que estava nervosa, mas traz decepção a onda de euforia que começou a percorrer meu corpo.
— Pela milésima vez, eu não sou um senhor, pare de me chamar como tal, é estranho quando vem de alguém da sua idade. — Santíssimo! Novamente sua resposta me faz prender o riso. Gostaria muito de ver a cara dela ao ser chamada de velha e não poder retrucar. Henry não é como eu. — E eu não não estou interessado em saber se você acha uma boa ideia, irmã. Eu apenas disse que quero conhece-la, não foi uma pergunta. – Após as palavras firmes dele, ela não tem muitas opções.
— Abra a porta, menina. — A irmã Sara ordena, falando em alto som.
Eu ainda estou congelada e meio paralisada. Decido fingir que não escutei, causando impaciência, porque ela bate forte na porta e eu sei que não tenha escapatória. Com isso, eu puxo o ar, fecho os olhos alguns segundos tentando recobrar o controle do meu coração e abro a porta. A madeira da lugar a um monumento parado ao lado da irmã Sara.
Seus olhos azuis rapidamente invadem os meus e eu não consigo desviar o olhar, eu fico presa nele. Seu corpo, seus cabelos negros e brilhantes, seus olhos, sua boca. Eu duvidava que ele é real, que exista algo ou alguém tão perfeito, mas a verdade é que Henry é ainda mais perfeito ao vivo, superando qualquer expectativa.
Sua altura é o dobro da minha, sendo necessário que eu o olhe de baixo para cima, para conseguir analisa-lo.
— O que foi? — Sou a primeira a falar, fingindo desinteresse. Felizmente, eu sou boa em esconder o que estou sentindo.
— O Henry gostaria de conhece-la. – Explica.
— Satisfeito?
— Bastante, na verdade. — Há um olhar provocante em seu rosto, assim como um sorriso sarcástico. Sinto uma umidade se acumulando entre minhas pernas e meu corpo ser chamado para o dele. Se eu não me controlasse, pularia nele agora mesmo, apenas porque o homem me olhou assim. — Como se chama?
— Ariel.
— É um belo nome. — Elogia. — Soube que ontem foi seu aniversário, parabéns.
— Obrigada. E obrigada novamente, eu acho. — Falo sem ter muito assunto para instigar ou puxar uma conversa. O que eu falaria, perguntaria da bolsa de valores? — Você já terminou?
— Está vendo? Ela é m*l educada, rebelde e impossível de se manter uma conversa civilizada. Não vale a pena, vamos embora daqui. — A irmã Sara tenta tira-lo de perto, mas ele ignora seu comentário.
— Onde está indo, Ariel? — Questiona, desviando rapidamente o olhar para a mala logo atrás de mim.
Penso numa resposta, mas nem eu mesma sei onde estou indo. Também evito olhar em direção ao rosto dele, como se tal beleza fosse causar minha morte. O que está acontecendo comigo? Eu não consigo parar de olhar para a boca dele.
Meu Deus, para que uma boca dessas?
— Está indo embora. — A irmã Sara faz questão de responder por mim.
— Para onde? — Ele continua sua sabatina, sem tirar os olhos de mim.
Por mais longe de ser inocente e pura eu esteja, seu olhar é demais para qualquer humana suportar. É um olhar único, que me tira de mim. Desvio os olhos do dele, olhando para meus próprios pés.
— Perdoe-me, mas eu não estou entendendo muito bem seu interesse. Onde eu vou não é bem uma preocupação sua. — Respondo a primeira coisa que vem na minha cabeça, para meu azar.
Meus olhos crescem na mesma hora, desejo colocar uma fita para cobrir minha boca, mas já era. Porque não consigo ficar calada?
— Devíamos ter cortado sua língua fora há muito tempo! — Sara está indo a loucura e totalmente enfurecida. — Por isso que ela nunca arrumou um lugar para ir ou foi adotada por ninguém. — Acrescenta, mas Henry parece despreocupado e alheio aos comentários dela. Para minha surpresa, ele não tira os olhos de mim.
— Sei que disse que não é de minha preocupação, mas não acho justo que fique na rua. Ainda mais, quando eu tenho o lugar perfeito para ela. —Esse é o momento que perco tudo.
O controle para meu coração vai por água abaixo. Meus batimentos disparam. Meu queixo cai e perco a fala por alguns segundos. Que diabos de lugar perfeito é esse? Ele vai mandar me prender por tê-lo desrespeitado e tratado com grosseria? Não, eu não quero voltar pra lá, muito menos eu sendo a presa. Penso por alguns instantes em me ajoelhar nos pés dele e implorar misericórdia, mas resolvo me preservar por enquanto.
— Como disse? Apenas para confirmar se ouvi direito. — Pergunto curiosa e tão nervosa que meus joelhos quase batem um no outro. — Onde é esse lugar perfeito?
— Comigo. — Quando seus lábios se movem perfeitamente, antes de um sorriso sarcástico, eu me arrependo de ter perguntado.
Chego a perder momentaneamente a sensibilidade nas pernas. Como assim com ele? Com certeza é a minha mente brincando comigo. Henry Leblanc, o homem que pode comprar New York inteira se desejar, não pode ter acabado de me oferecer moradia. Estou em uma visível confusão, sem saber como reagir e muito menos o que dizer. Não acho voz para responder sua oferta.
— Com licença, mas eu acho que não ouvi direito. Pode repetir? — Irmã Sara sorri, como que achando graça de si mesma. — Por um momento achei que tinha acabado de convidar essa louca para morar com você.
— Não se preocupe com seus ouvidos, você ouviu muito bem, irmã Sara. — Ele solta com a voz leve, como se estivesse fazendo e dizendo a coisa mais natural do mundo. — Quero que more comigo, Ariel. Tenho uma casa grande, moro sozinho, você não tem para onde ir. Não veio porque não ajudar alguém que precisa. Também não acredito que você tenha medo de mim, sou uma figura pública e reconhecida, eu não a faria m*l algum. Então, o que acha? Ao menos até você arrumar um outro lugar.
— Eu não entendo… — Solto pensativa, me perdendo no mar azul celeste dos olhos dele — Porque? Porque está fazendo isso? Por que quer me ajudar?
— Eu nunca fui pai. — A resposta que sai da boca dele é a última que eu ia esperar. Pai e filha? É essa a relação que ele pretende que tenhamos?
Tudo bem, eu não espero uma atenção especial dele. Mas me ver como uma filha já é demais. Nesse momento sinto até uma pontinha de raiva, ou revolta. O homem não chegou nem aos trinta ainda e está achando que temos uma diferença de idade tão absurda que ele poderia ser meu pai?
— Você ficou maluco, com certeza! Deve ter batido a cabeça enquanto dormia. — Pego minha minha mala, com o rosto vermelho de raiva e tento escapar pela porta.
Sim, eu realmente fico com raiva facilmente. Mas pelo menos nesse momento, eu tenho razão, p***a. Tento passar por ele, desejando não precisar passar mais nem um minuto nesse lugar. Até a rua é melhor que toda a humilhação e quanto ao Henry, sua proposta é descabida. Mas quando me aproximo, ele impede que eu me afaste, segurando e apertando meu braço.
Seu cheiro inebriante invade meus pulmões e eu achei um novo ar para viver. Nunca ninguém me tocou assim. No momento que sua mão firme e forte toca minha pele e segura meu braço sinto choques me dominarem. Eu olho para cima o encarando, calada. Seus olhos encontrando os meus, eu suspiro.
— Você nem vai precisar me ver se não quiser, não seja orgulhosa. Daqui a algum tempo você pode ir, quando estiver estabilizada. Realmente, não haverá problemas. — Fala sem tirar a mão de mim. Sua temperatura exala pelas pontas dos dedos e atinge minha pele até meu coração.
Eu não confio nem no meu namorado. Henry é uma figura pública como ele falou, também não acredito que me faria m*l. Mesmo assim, ainda é uma loucura. Não consigo confiar cem porcento. Porém, o incrível é que seu rosto e suas irises azuis me transmitem uma confiança que eu jamais fui capaz de sentir. Qual o poder que esse homem tem?
Não precisarei te ver se não quiser? Como alguém não iria querer ver essa perfeição humana?
Tudo bem, eu tenho namorado. Mas os sentimentos por Leblanc são platônicos. Henry é uma perdição, se a irmã Sara pudesse ler meus pensamentos me deceparia, estou reagindo em meu sexo a ele, mas mesmo assim, nada que passaria disso. É como quando qualquer mulher ver fotos ou vídeos de famosos e mesmo casadas, não podem deixar de enxergar como ele é bonito. Eu não sou cega também.
— Eu não sei se isso é uma boa ideia. Você não me conhece, eu não te conheço. Ver alguém na TV não é a mesma coisa que conhece-lo.
— Eu não sou nenhum maníaco ou assassino, eu prometo. Acredito que você também não. Sabemos tudo que precisamos um do outro. — Brinca, me tirando um riso. A irmã Sara parece ter virado uma múmia ao nosso lado, acho que morreu. — Venha comigo.
Como eu posso dizer não olhando nesses olhinhos? Por Deus…
Eu diria sim para me jogar de um avião sem paraquedas, se ele me pedisse olhando assim.
— Tudo bem, eu irei com você. — Consinto.
— Eu realmente fico feliz.
Seu sorriso se alarga, seus olhos se mantém no meu e eu ainda fico meio a um estado de sonambulismo. Minha vida acaba de sofrer o primeiro plot, de uma sem teto, para ir ao teto de Henry Leblanc. Nossa Senhora! Finalmente a minha solução chegou, Deus - e que solução. Henry é meu salvador, o salvador que tanto esperei.
— Eu não posso acreditar no que estou vendo e ouvindo. Você tem certeza disso, Henry? Ariel é muito difícil de lidar. — A irmã Sara tenta o convencê-lo do contrário, mas ele parece decidido.
— Eu posso lidar com uma adolescente rebelde, irmã.
— Eu sou adulta. — Eu o corrijo, detestando a forma que ele está se referindo a mim.
— Tudo bem, senhorita adulta. Quer conhecer sua nova casa? — Pergunta.
Eu juro que penso em hesitar. penso em hesitar, mas Henry tem razão. Ele está me oferecendo ajuda, me estendendo a mão de um jeito que nem meus pais e meu namorado foram capazes de fazer, não tenho para onde ir. E para completar,noto a cara da irmã Sara. É hora da vingança.
— Acredito que é uma boa ideia. Eu aceito. — Junto com minha aceitação, coloco um sorriso no rosto. É o que termina de colocar a irmã Sara em um estado de choque.
Percebe-se sua incredulidade. A menina que ninguém nunca quis, que ela sempre maltratou, que sempre foi taxada como um caso perdido, agora foi convidada a morar com Henry Leblanc. O CEO do momento. O homem que ela está bajulando para conseguir umas migalhas para o orfanato. Isso sim é o que podemos chamar de virada de jogo, irmã Sara.
— Acredito que terminamos aqui a nossa visita, irmã Sara. Meu agente ou meu advogado entrará em contato e informará a minha decisão. — Ele encerra o assunto, sem dar chance para ela dizer muita coisa.
Observo cada detalhe nele. O jeito que sua boca se mexe. O modo como ele perfura qualquer pessoa com o seu olhar. O modo como seus músculos são divididos. A forma que suas mãos ficam entreabertas enquanto ele está parado. Ele parece ser de mentira, uma miragem que se tornou realidade.
— Pegue suas coisas, Ariel. Nós estamos indo. Seu tom de voz até parece uma ordem pela firmeza da sua voz. Eu só o obedeço sem falar nada.
Pego minhas coisas que cabem todas em uma única mala e nós descemos rumo a saída. As freiras me olham com o olhar carregado de inveja e raiva, eu realmente estou me divertindo com isso. É como a volta por cima da gata borralheira.
— Obrigada por tudo, Sen… é…Henry. — A irmã Sara agradece, acenando para ele com a cabeça.
— Até logo, irmã. — Ele retribui serio, antes de se virar e sair do orfanato.
Eu o sigo meio sem saber o quer fazer. Ele é tão poderoso e intimidador que fico receosa até de entrar em seu carro chamativo e chique. Ele entra no carro e eu fico do lado de fora, meio apreensiva, engolindo seco. Seu motorista já está sentado na frente, o que eu só percebo quando a porta se abre por dentro e eu me assusto. Henry que abriu, pelo outro lado. Isso liberou mais a visão do interior do carro.
— Vai ficar aí parada? — Meu coração quase vem dar um passeio pela minha garganta.
Eu não falo muito e muito menos agora que não sei o que dizer. Só sigo no automático, entro e sento ao seu lado. O cheiro dele está em todo o interior cinza do automóvel. É como uma droga. Os músculos de sua perna ficam desenhados, já que ao sentar suas calças se tornaram mais justas. Meus olhos não podem evitar analisar o tamanho delas, mas me forço a não encarar o meio delas.
Mesmo assim, não há como impedir todos os meus pensamentos libertinos, como se tivesse hipnotizada, imagino como seria a sensação de estar nesse colo e desejo que eu possa experimentar um dia.
Mas quando eu descongelo do meu transe, percebo que ele observa atentamente minhas pernas completamente expostas pelo meu minúsculo short Jeans. O que houve com o papo de filha?
Ao menos eu tenho belas pernas, longas, torneadas, com o bronze natural e a pele macia.
— O que você está olhando? — Eu interrompo o show que ele parece assistir.
— Nada, eu apenas me distrai. — Eu percebi bem qual foi a causa de sua distração.
— É, eu percebi. — Debocho.
— Como foi morar no orfanato? — Ele é realmente curioso. Me pergunto se eu devo falar a verdade, talvez quando souber como as freiras são, ele desista de doar dinheiro.
Por pior que as coisas tenham sido para mim, não sei se quero estragar a chance daquele lugar finalmente ter melhores instalações e ficar mais aconchegantes para as meninas. Afinal, aquilo ali foi tudo que eu tinha por treze anos. E as meninas não tem culpa de nada.
— Solitário. — É a palavra que arrumo para definir.
— Por isso você fala tão pouco? Não consegue ter uma conversa normal por mais de cinco minutos?
— Eu não sei o porque.
— Estou tentando ser seu amigo, Ariel. Se vamos morar juntos, você precisa se abrir comigo. Nós precisamos nos conhecer. — Pede. Eu nem tenho certeza se posso me abrir com alguém. Meus sentimentos foram trancados por muito tempo.
— Eu aceitei sua proposta, mas eu não sei como fazer isso exatamente. Não tenho amigos, família, eu não costumo conversar sobre mim ou o que eu sinto. Isso, não vai acontecer. Eu sou grata, pela ajuda. Mas eu não vou ser a filha que você quer e você não vai ser meu pai, Henry. Vivi sobre regras que nunca consegui cumprir, não sou boa com isso. Então você fica fora do meu caminho e eu do seu, o que acha? — Eu sei que ele não sabe como lidar comigo, afinal não me conhece. Mas ele tem que parar de tentar fazer com que eu me abra a força. As coisas não acontecem assim.
A barreira grossa que coloquei ao redor de mim não vai se desmontar assim, apenas com suas perguntas. Minhas palavras não foram para ser grossa, apenas para fazê-lo entender como eu sou. Que não sou um anjinho inocente que simplesmente vai abaixar a cabeça porque é o Henry Leblanc, ou porque está me ajudando.
— Isso nós vamos ver. — Seu olhar se escurece, causando sombras escuras no azul dos olhos dele, também vejo ele cerrar o maxilar. Mas logo ele fecha os olhos, olha para o outro lado e torna a recuperar a postura. Sua resposta e reação me faz entender, não é isso que ele pretende, me deixar em paz. — Nós chegamos.
Assim que ele termina de falar o portão preto da garagem se abre e o carro entra com leveza pela rampa. Eu calo a minha boca ao ver aquela casa, ou melhor, mansão. Eu ainda não estava preparada para ver de perto toda a riqueza desse homem. Para uma garota que sempre morou num orfanato, tem encontros com o namorado numa casa abandonada e sem porta, estar aqui, sabendo que esse é seu novo lar é… assustador. Me sinto pequena demais.
A casa toda em branco e vidros, uma piscina gigante na lateral, muitos andares, cobertura, decoração com jardim, estátuas, fontes e etc. Me perco com tanta beleza. O Henry sozinho já é de enfiar uma adaga no peito, agora junto com essa casa? Já é melhor cavar um buraco e se enterrar viva porque a coisa aqui está ficando cada vez mais complicada.
— Seu novo lar, bem-vinda. O que achou? Espero que tenha gostado. — Questiona. O sorriso em seu rosto dá para ver que ele sabe que não há como dizer o contrário.
— O lugar parece que saiu de um filme. Sério, sua casa é realmente incrível. — Saio do carro encarando os quatro cantos, encantada, com um sorriso bobo nos lábios.
— Que bom que gostou. Vamos entrar, vou te mostrar melhor a casa.
A cada detalhe uma explosão, ele me mostra as “300 salas”, os “200 banheiros”, a cozinha. É tudo incrível, sofisticado, digno de um rei. Será que vou me acostumar a isso? É muita informação para apenas uma manhã.
— Eu vou lhe mostrar uma coisa. — Continuo seguindo-o. Nós subimos muitas escadas até chegar a cobertura.
Aqui é como uma casa dentro da casa. Têm sofás, mesas, minis geladeiras. E a vista? É incrível! Posso ver toda a beleza da piscina e jardim bem decorados daqui, também é possível ver boa parte da cidade.
Eu estou ainda em fase de aceitação. De manhã eu não tinha nem um teto e agora estou aqui? Acho que a ficha não caiu ainda. O cheiro dele me lembra que ele está aqui, assim como meu coração acelerado notando a presença imponente ao meu lado.
— Meu Deus! É tudo tão grande, eu…
— Você se acostuma. — Ele me interrompe. Viro meu olhar para ele e o encontro olhando fixamente para mim. Há algo de estranho em seu olhar, ele está pensativo, ao mesmo tempo parece que escondendo algo. Mas o sorriso que ele me dá, me faz esquecer qualquer preocupação. — Pode vir aqui sempre que quiser. Para ficar sozinha, pensar. Eu sei que você teve uma vida difícil e não é fácil essa mudança toda. Mas tudo isso é seu agora.
— Obrigada, por tudo.