O porão da mansão não era um local usado com frequência, mas cada pedra nas paredes carregava o peso de séculos de segredos. A iluminação era fraca, e o ar, espesso. Lorenzo estava preso a uma cadeira de aço, os pulsos marcados pelas algemas. Diante dele, Isabella observava em silêncio, ao lado de Alessandro. — Quanto tempo vamos continuar com esse teatrinho? — Lorenzo disse, o tom irônico apesar do cansaço visível no rosto. — Vocês já sabem o que querem saber. Por que não terminam logo com isso? Isabella se aproximou lentamente, seus saltos ecoando pelo chão frio. Havia uma calma em seus movimentos, mas os olhos dela ardiam como brasas. — O que eu quero, Lorenzo, é algo que você nunca soube me dar: clareza. Você traiu nossa confiança, e quero entender por quê. Ele riu, cuspindo um pou

