81. Luna

1306 Words

A cabeça dele continuava no meu colo, o peso do corpo todo se apoiando ali como se ele tivesse, por um instante, deixado de ser o homem que comanda o morro, que mete medo até no vento. Com os olhos fechados, a respiração pesada e um silêncio que me apertava o peito mais do que qualquer grito já apertou. Eu fiquei passando a mão devagar no cabelo dele. Sem pressa, sem palavra, só aquele carinho mecânico que a gente faz quando não sabe mais o que dizer. Só sabia que, por algum motivo, ele precisava daquele gesto mais do que de uma explicação. E eu também precisava daquilo. Do silêncio. Do calor dele. A toalha já tinha escorregado do meu corpo, mas ele não moveu um músculo. Não teve toque, não teve provocação. Dante, pela primeira vez, parecia não querer o meu corpo. Ele queria a minha cal

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