Eu sou Matheus, mas no morro me chamam de CR6. Trinta anos, dono do pedaço, líder da p***a toda, líder da maior facção desse pais. Não é só o som que eu comando, não. Eu mando e desmando em vários morros, várias cidades espalhadas pelo país, e quem pisa fora da linha já sabe: ou dança na minha, ou vira estatística. Não comecei assim, claro. Ninguém nasce rei. Eu ralei, sangrei, matei e morri um pouco pra chegar onde tô. Mas hoje, c*****o, o morro é meu. As bocas, as ruas, os olhares — tudo me obedece. Menos ela. Brenda. A mina que tá me tirando o sono desde aquela noite no baile. Eu sabia quem ela era antes mesmo de entrar naquele camarote imundo do Leandro. Já tinha visto ela pelo morro, descendo com aquela mochila nas costas, vendendo quentinha, cabelo preso, cara de quem carrega o mun

