Capítulo 05

2419 Words
>> Coringa >> O meu objetivo era: Me aproximar da Maya o suficiente para que eu consiga provar para meu pai ou para qualquer outro filha da p**a que eu estou certo e que essa p**a era uma informante da família dela. E não vejo maneira melhor de fazer isso, de se aproximar de alguém, que não seja fazendo sexo, olho para a menina na minha frente que me encarava parecendo perplexa com as palavras que acabaram de sair da minha boca, ela abriu um pouco a boca, fazendo com que eu lutasse contra a maldita vontade de beijar aqueles lábios carnudos na mesma hora em que eles foram afastados um do outro e depois abriu o sorriso filha da p**a que só ela tinha. Ela poderia ser o que for, mas eu não consigo negar que ela tinha um grande efeito sobre meu p*u. A minha sorte é que eu não pensava com a cabeça de baixo. — Desculpe, Barbie da favela, mas você não faz meu tipo — Ela sorrir de maneira irônica, me fazendo piscar incrédulo pela sua resposta, e quando ela tenta passar por mim jogando o seu cabelo em minha direção, eu cerrei o meu maxilar e peguei ela pelo braço jogando a mesma contra a rede, ela me olhou, parecendo assustada com a minha reação. Eu poderia jurar que vi uma pontada de medo muito bem disfarçada no seu olhar e quando eu levantei a mão para afastar o meu cabelo da testa, quase me ofendi quando ela afastou o rosto como se quisesse se esquivar de um tapa. Para eu bater em uma mulher, coisa que nunca aconteceria, ela tinha que ser muito mais do que uma atrevida e ter a língua afiada como a Maya. — Qual é a sua? — Eu fui direto, sempre odiei joguinhos e tudo o que eu penso eu jogo na mesa e falo na cara. Comigo não tem essa de se fazer de difícil. — Qual é a minha? Como assim? — Perguntou com o cenho franzido e eu respirei fundo, lutando contra a vontade de dar um tiro no meio dessa cara cínica que ela tem. — Esse seu teatrinho não funciona comigo, qual seu plano? Por que está aqui? — Perguntei ainda a encarando, o olhar vacilante da mesma entregou que tinha algo por trás da sua vinda para o morro. — Não tem teatrinho, me deixa em paz — Ela disse seca, deu um passo para longe de mim e eu peguei ela pelo braço outra vez, segurei a sua mandíbula com a minha mão e fiz ela me encarar, seu olhar estava assustado, mas a expressão dela continua com o mesmo ar de queixuda que só ela tinha. — Quer mesmo que eu acredite que você não tá em uma missão? — Perguntei com desdém na voz, a mesma continuou olhando para mim e depois deu risada. — Eu não tenho nada haver com os problemas que a sua família tem com a minha mãe, agora me solta, seu louco. — Ela tentou se soltar, mas falhou miseravelmente e eu segurei a sua mandíbula com mais força, fazendo com que as bochechas dela se apertasse e ela fizesse um biquinho involuntário. — Nós herdamos os problemas da nossa família, Maya — Dei um pequeno passo para mais perto dela, e pude sentir o seu perfume doce adentrar em minhas narinas, fazendo com que eu olhasse para o biquinho que havia se formado em seus lábios, engoli em seco e sentir a minha mandíbula ficar tensa quando ela pouco o seu olhar sobre o meu — Você nem imagina quantas vezes eu já pensei em te matar — Soltei ela de uma forma bruta e ela resmungou quando bateu as costas no ferro que tinha na lateral da quadra. — Quer uma estrelinha amarela por saber se controlar ou um abraço de consolo? — Debochou da minha cara, fazendo com que eu a olhasse irritado. Eu não sou famoso por ser paciente, mas essa menina conseguia me irritar de uma maneira inimaginável. Respirei fundo para não puxar a minha glock e olhei para ela, entrando no seu jogo. — Um boquete não tá entre as opções? Meu p*u iria amar — Olhei para a morena que estava com uma expressão indecifrável e automaticamente um sorriso vencedor se formou em meus lábios. — Você já meteu esse p*u no morro todo, acha mesmo que eu correria o risco de pegar uma DST? — Perguntou como se fosse o óbvio, ajeitando o cinto da sua calça e eu fui obrigado a rir. — Para alguém que transou comigo no pelo, você está muito preocupada com isso agora, não acha? — A mesma me olhou com os olhos meio arregalados, como se estivesse descoberto algo surpreendente, mas foi questão de segundos para que ela colocasse aquele sorriso medonho de volta. — E para alguém que me odeia tanto… — Ela se aproximou em passos lentos e levou a mão até o meu peitoral — Não acha que tá tocando muito nesse assunto? Quer replay por acaso? — Você não vai conseguir me tirar do sério, Maya. — Digo olhando para a mesma que tinha colocado seu rosto próximo ao meu, próximo demais, e um sorriso presunçoso nasce no canto dos seus lábios, junto com a minha vontade absurda de tirar ele de lá. — Nós dois sabemos que eu já tirei, Coringuinha.— Ela passa a mão no meu ombro como se estivesse limpando alguma coisa e desce da ponta dos pés, dando de ombros e logo em seguida passando pela quadra rebolando aquele planeta independente ao qual ela chama de b***a. — Demônia! — Murmurei colocando o meu cabelo para trás e respirando fundo, enquanto encarava a porta da quadra por onde ela passou. Mordi os meus lábios em um sorriso quando as provocações dela passaram pela minha cabeça. Se essa filha da p**a acha que vai ficar por cima, ela tá muito enganada. Entrei na quadra e peguei uma garrafa de bebida que estava no balcão, bebi diretamente da boca da garrafa e continuei goleando o líquido do recipiente de uma vez só, sentindo ele descer queimando pela garganta. Percorri o olhar por toda quadra, a procura de uma diversão fácil e sorrir de lado ao ver a vagabunda da Sabrina rebolar ao ritmo da música, depositei a garrafa de volta no balcão e fui caminhando na direção dela, que abriu um sorriso safado assim que me viu. — Pensei que iria me ignorar a noite toda — Ela passou a mão pelo meu pescoço e continuou rebolando enquanto roçava seu corpo ao meu, eu segurei a sua cintura e movimentei a mesma de acordo com o ritmo, sem me mexer. — Por que não dança comigo? — Por que a gente não vai para outro lugar? — Ela abriu um sorriso tão largo que eu fiquei até decepcionado, estou acostumado com essas gurias que abrem as pernas para mim com facilidade e o fato de nunca ter recebido um não me fez ficar ainda mais determinado em fuder com a vida daquela mulher miserável. — Eu estava só esperando você pedir. — Eu não esperei que ela falasse mais alguma coisa, peguei ela pelo cotovelo e caminhei em direção a saída, mas antes de passar pela porta o meu olhar pousou sobre a Maya que estava com um sorriso ao conversar com o vagabundo do Lukas. Sinto uma raiva percorrer o meu corpo e um incômodo surgir no meu peito quando vejo ela segurar o braço dele e se inclinar um pouco para frente ainda rindo. Eu não sabia que ela era capaz de sorrir, até porque comigo ela sempre foi curta e grossa, mas por algum motivo aquilo me incomodou. Acho incrível como esse corno consegue se tornar tão lerdo por causa de um r**o de saia, a ponto de não perceber que ela só está usando ele. Puxei a Sabrina com mais força para a saída da quadra e a levei para a casa ao qual eu sempre levava as mulheres que saiam do baile comigo, tranquei a porta atrás de mim e me agarrei ela pela cintura, prendendo-a contra a parede e depositando meus lábios nos seus pescoço, enquanto intercalava entre beijos e chupões que resultava em vários gemidos no meu ouvido. [...] — Amor?! — Sabrina me chamou com um tom confuso e sonolento, assim que me viu vestindo a bermuda, olhei para a mulher que estava na cama com apenas o lençol envolta do corpo nu, seus cabelos grandes e cacheados estavam bagunçados. — Não me chama assim Sabrina, você sabe que eu não curto esse lance de apelidinhos — Tentei ser o menos grosso possível, até por que o i****a foi eu por ter pego no sono depois da transa, mas ainda sim a minha voz saiu firme e rouca, por que eu me deixei dormir com a Sabrina depois da transa. — Não curte beijos. Não curte apelidos. Vai me dizer que não curte relacionamento também? — Ela perguntou parecendo extremamente brava, e sua expressão de raiva apenas piorou quando eu olhei pra ela como se isso fosse o óbvio — Coringa, estamos ficando a mais de 2 anos, não acha que já está na hora de fazer as coisas de um jeito diferente? — Quer t*****r na sua casa a partir de agora? Pra mim tá beleza! — Indaguei como quem não queria nada com um sorriso divertido no rosto e voltei a olhar para a mesma que estava ficando vermelha de raiva. — Eu estou falando de relacionamento, Coringa! Relacionamento! — Exclamou com a voz um pouco mais alta, eu revirei os olhos e vesti a camisa. — Comigo não tem essa, Sabrina. Você não vai ter de mim nada além de sexo — Peguei a carteira, tirei uma nota de cinquenta reais e joguei na cama de frente para ela — Compra a pílula. Jaé? — Você sabe que está sendo um grande filha da p**a, não sabe? — Ela perguntou, me fazendo respirar fundo enquanto me sentava na cama para calçar o sapato. Só Deus sabe o quanto que estou me segurando pra não deixar essa mina careca.— Nós dois seríamos um casal f**a. Você não enxerga? — Aposto que sim, de verdade, dou mó moral para o que você falou aí — disse com ironia e virei a cabeça para ela que estava sentada ao meu lado, encarei os olhos castanhos mel e por um minuto de loucura eu comparei a beleza entre eles e o da mala sem alça. — Mas eu não tenho nem tempo e nem disposição para entrar em um relacionamento. — Mas você vai ter um dia, não vai? — Olhei para mesma incrédulo pela sua pergunta, fazendo com que eu me lembrasse do porque eu ter deixado de t*****r com ela a uns tempos atrás. — Você vai morrer solteiro se continuar sendo esse babaca que você é. — Deus te ouça, Sabrina. Deus te ouça — Coloquei as mãos juntas como se fosse uma oração e me levantei indo em direção a saída da casa, ouvindo a mesma gritar pelo meu nome, mas tudo o que eu fiz foi ignorar. Caminhei morro acima, até o bar do Paulão e me sentei em uma das banquetas, esperando a atendente que estava agachada procurando algo, levantar a cabeça e me atender. — p**a que me pariu! — Maya coloca a mão no peito assim que levanta a cabeça e toma um susto, eu seguro a vontade de rir. — E coloca p**a nisso… — Eu fingi sussurrar, mas falei alto o suficiente para que ela ouvisse e se incomodasse a ponto de revirar os olhos. — Você já sabe o que vai pedir ou só veio aqui para perturbar a minha vida? — Diz colocando o cardápio em minha frente, eu apenas dei de ombro e me inclinei para frente. — Eu não tenho tanto tempo livre para isso, mas confesso que é sempre um prazer —Pego o cardápio olhando para o mesmo e ela revira os olhos voltando a passar o pano pelo balcão, eu não pude deixar de observar algumas marcas de cortes que ela tem nos braços, me deixando curioso para perguntar o que tinha acontecido, mas quando ela olhou para mim com uma careta toda a minha vontade força simpatia desapareceu. — Quero uma cerveja com pastel de queijo. Estendi o cardápio e a mesma pegou olhando para mim por alguns segundos, pegou o cardápio, caminhou até a pequena cozinha e falou alguma coisa com o Paulo que estava lá dentro. A distância me fez ter a vista perfeita da b***a dela, que ficava incrivelmente arredondada naquele short jeans. Ela se virou com uma careta enquanto abaixava o short incomodada com a minha olhada nada discreta e eu revirei os olhos, começando a mexer no meu celular enquanto ela arrumava o balcão. — Pensei que você só trabalhava aos finais de semana — Tanto que era por esse motivo que eu evitava vir aqui. — E eu pensei que você tinha mais o que fazer do que ficar perguntando da minha vida — Ela alfinetou, me fazendo morder os lábios em um sorriso e levantar a sobrancelha. — Estou puxando conversa, não posso? — Ela parou com o que estava fazendo e me olhou surpresa, mas não demorou muito para que ela franzisse a testa. — A troco de que? — Perguntou, parecendo desconfiada. — Eu percebi que não faz sentido eu te odiar por causa de uma coisa que aconteceu muito antes da gente nascer — Encarei ela nos olhos e quase não consegui segurar a risada quando ela estreitou os olhos ainda mais desconfiada. — Confesso que estou bastante interessada em saber o motivo de toda essa mudança — Ela largou o pano e pela primeira vez naquela manhã prestou total atenção em mim. — Por que você apenas não aproveita que estou sendo bonzinho e desfruta da minha oferta de amizade? — Perguntei, fazendo a mesma rir e me estender uma latinha de cerveja que acabara de pegar do freezer. — Por que eu não quero nada que venha de você, Barbie da Favela. — Ela disse olhando nos meus olhos, fazendo com que um sorriso brotasse na ponta dos meus lábios, pegou o prato com o pastel que foi depositado na janela e colocou no balcão em minha frente — Mas prometo pensar no assunto.
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