Depois do café da manhã com Inês — um café carregado de silêncios, olhares furtivos e palavras não ditas — saí de casa com a mente pesada. O som da colher contra a xícara ecoava em minha cabeça como um aviso distante de algo que eu ainda não compreendia. Cada passo que dei até o quartel parecia arrastar comigo a estranheza daquela manhã. Era como caminhar dentro de um sonho que, ao mesmo tempo, era real demais. Cheguei ao quartel. O cheiro de fumaça e óleo diesel parecia me trazer de volta à realidade, mas ainda havia algo... algo quenão se encaixava. Foi quando Rui veio até mim. Ele carregava aquela postura descontraída de sempre, mas seu olhar parecia hesitante, quase cauteloso. Eu já sabia que havia algo estranho antes mesmo de ele abrir a boca. — Ei, Nolan — começou ele, sua voz ress

