Nolan Narrando Depois de tudo o que aconteceu com Inês na cozinha, meu telefone começou a tocar, cortando o silêncio que restava da tensão que pairava no ar. O som insistente fez meu coração acelerar; algo dentro de mim dizia que era uma emergência. Sem pensar duas vezes, atendi de imediato. — Nolan! — A voz de Nancy preencheu o espaço, arrastando-me para longe da preocupação inicial. Era só ela, com seu tom habitual de reclamações e caprichos. Eu suspirei, tentando manter a paciência. — O que foi agora, Nancy? — Estou entediada sozinha neste hospital! — ela começou, com aquele tom melodramático que parecia ensaiado. — Graças a Deus amanhã recebo alta para ir para casa, mas... tem algo que quero falar com você. Suas palavras fizeram meu peito pesar. Não era exatamente preocupação; e

