Renata. — Rio de Janeiro, 16 de fevereiro, Complexo da Maré. 2:36 AM. Olhei a entrada do camarote vendo Maria entrar com um vapor que eu já tinha visto uma vez quando estava andando na rua. Eu ainda estava tentando entender como vim parar aqui. Maria foi bem insistente e eu acabei cedendo por curiosidade — eu neguei diversas vezes, mas até Tamires me mandou vir, dizendo que dormiria com meu filho e que eu precisava me divertir. Acabou que bebi algumas doses além do planejado e a essa hora eu estava só no energético. Meu relógio biológico de mãe me faria ficar com sono antes da meia-noite, mas o energético estava ajudando. — E aí, chefe. Voltei. — o vapor cumprimentou Falcão, que estava fumando do meu lado enquanto batia um papo comigo. Ele era até legal, mas me irritava demais. — Re

