Falcão - Rio de Janeiro, 15 de fevereiro, Complexo da Maré. Noite do mesmo dia. — Tá tudo certinho, patrão. Tudo contado! — DG falou, e eu assenti pegando o papel da mão dele. Li todos os detalhes e as anotações. — Voltamos com tudo, ein DG. Quase mil quilos de maconha — vamos vender tudo hoje no baile. — Falei tirando a pistola da cintura e colocando na mesa do meu escritório improvisado. Por enquanto, todas as coisas aqui estão desse jeito — improvisadas — mas é só tempo até tudo se ajustar e voltar a ser como era antes. A gente tava forte: todo armamento pesado estava nas nossas mãos. Eu sou do crime, mas não sou burro — peguei todos os armamentos dos vermes que morreram aqui no confronto. — Vai metade pra casa do Danone, ele vai acabar rapidinho com isso. — DG zoou Danone, que tav

