Falcão - Rio de Janeiro, 15 de fevereiro, Complexo da Maré. Noite do mesmo dia. Chegamos na quadra e a festa já tava rolando solta. Os moleques estavam fazendo minha contenção — mesmo que não fosse necessário, já que o morro tá tranquilo. — Fala, chefe. O camarote já tá reservado pra tu. — Um dos vapores falou, e eu fiz toque com ele. Subi pro meu camarote e percebi o quanto eu tava sentindo falta disso. Isso que eu chamo de liberdade. Já pedi logo pra trazerem as bebidas mais fortes pra eu me embebedar — mesmo que demore algumas boas doses pra que eu fique realmente bêbado. E eu já tô velho pra isso; ficar bêbado é coisa de jovem. — E aí, gostoso. — Danone chegou beijando meu pescoço, e eu no automático empurrei ele. — Sai pra lá, malucão. — Ele gargalhou, e percebi que já tava chap

