Maria Eduarda - Rio de Janeiro, 16 de fevereiro, Complexo da Maré. 01:10 AM. — Pelo amor de Deus, Fernando, me deixa na minha. — Eu reclamei enquanto ele me puxava pela mão pro carro dele que estava na frente da quadra. Eu confiava nele, por isso fui. E também porque ele insistiu tanto que quase não me restou escolha. — Só me ouve, pretinha. — Meu estômago se agitou com o apelido que ele me chamava há dois anos atrás. — Você tá chapado, e eu não vou conversar com você enquanto você não estiver sóbrio. — Ele me olhou e abriu a porta do carro. — Eu juro pra você que até tentei entrar na onda, mas tô sóbrio, tô 100%. — Ele me olhou dando certeza, e eu confiei e entrei no carro. Ele deu a volta e se sentou do meu lado. — Então... — Falei, e ele me olhou parecendo que via uma miragem. E

