CAPÍTULO 11: (Ponto de Vista de Bernardo) O volante de couro do Porsche parecia estar prestes a se romper sob o aperto de minhas mãos. Eu acelerava pelas ruas molhadas da cidade sem um destino certo, enquanto os limpadores de parabrisa batiam em um ritmo hipnótico e irritante. Minha respiração ainda estava descompassada. Na altura do meu maxilar, onde o soco de Lucas de raspão havia pegado, a pele latejava com uma dor incômoda. Mas aquela dor física não era nada perto do incêndio que consumia meu peito. Eu odiava aquele sentimento. Odiava com todas as minhas forças. Eu sempre fui o senhor do meu próprio destino, o herdeiro que mantinha as emoções sob uma chave de ferro, blindado contra qualquer fraqueza. Até *ela* aparecer "Raissa" Apenas pensar no nome dela fazia meu estômago

