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Marcos Bellini narrando
Chego em casa cansado depois de um longo dia de trabalho e jogo minha pasta no sofá respirando fundo.
— Oi, amorzinho — minha esposa Helena diz, aparecendo na sala.
— Oi, Helena, como foi seu dia? — pergunto, exausto vendo ela toda arrumada, Helena é realmente muito bela, também bem produzida é claro, semre com seu cabelo retocado no loiro, olhos azuis como cristais, suas cirurgias e procedimentos a deixam com a barriga mais chapada que já vi junto com seu bronzeamento total a cada dez dias.
— Bom, amorzinho. Na verdade, eu preciso de mais dinheiro. Vi uma joia linda que quero comprar — ela diz enquanto solta minha gravata vejo os alongamentos de unha agora em vinho.
— Não tenho culpa se você já gastou sua mesada. Espere até o mês que vem, não sou um banco — suspiro. Ela me abraça, mas não sinto nada.
— Quer mamar? — somos adeptos da lactofilia, na verdade, eu sou e quando ela soube me pediu para dobrar sua mesada e assim ela continuaria.
— Não, Helena, estou cansado demais.
— Mas antes você relaxava assim.
— Antes, né? Vou tomar um banho.
Subo para o nosso quarto e começo a tirar as minhas roupas. Helena chega tentando me tocar, mas eu me afasto.
— Não estou no clima, Helena.
— Então me dá dinheiro pra eu sair com minhas amigas. Queremos ir à balada.
— Que elas te banquem. Agora me deixa em paz um pouco, amanhã vamos na minha mãe.
— De novo? — ela fala com a voz irritante, e eu bufo.
— Estou cansando de você, Helena.
— Não, amorzinho, eu gosto deles, vamos sim — ela sorri falsamente.
Entro no banheiro, tomo um banho e respiro aliviado. Acho que estou trabalhando demais e talvez descontando minha frustração nela.
Termino meu banho, me seco e coloco só uma cueca. Vejo Helena sorrindo para mim na cama, mas saio do quarto.
— Aonde você vai?
— Dormir — digo simplesmente, e ela corre atrás de mim.
— Vem pra cama, amor.
— Vou para o quarto de hóspedes.
Entro no outro quarto e tranco a porta evitando que ela venha, não quero ter discussões. Me jogo na cama e vejo uma mensagem de um dos meus irmãos, Mark. Ignoro e mando uma mensagem para meu outro irmão mais velho Marcel cuidar disso cuidar disso, mas ele diz que tem uma mulher para cuidar.
Tenho um pouco de inveja deles. Encontraram as suas mulheres e eu sempre quis isso mais do que tudo, mas eu não tive a mesma forma. Sei que tenho Helena, mas também sei que ela só gosta do meu dinheiro.
Se eu falir, ela vai embora, e uma parte de mim torce para isso. Não a amo. Já tentei amar e aprendi que isso não pode ser forçado, muito menos comprado.
Durmo pensando no que fazer da minha vida, preciso dar um jeito nisso.
[...]
Após trabalhar a manhã toda, saio da empresa às 13h e chego em casa. Helena ainda está dormindo.
— Helena, acorda para almoçar.
— Hum, que preguiça, amorzinho.
— Estou te esperando lá embaixo.
Desço e vejo que a empregada já arrumou a mesa. Agradeço e me sento. Depois de um bom tempo, Helena desce, e eu bufo olhando o relógio.
— Amorzinho, meus s***s estão me matando. Você pode mamar?
— Helena, estive pensando sobre isso. Você pode parar de produzir, não estou mais gostando disso.
— Mas amorzinho — ela fala com a voz irritante.
— Por favor, Helena.
— Tudo bem, vamos comer. Empregadinha... venha nos servir.
— Não precisa, você pode se servir sozinha. A comida está na sua frente.
— E nós pagamos empregada para quê? — ela fala, como se ela pagasse algo.
— Para manter a casa em ordem e cozinhar quando eu não posso — me levanto e ela me olha. — Se não quiser se servir, fique com fome — digo, saindo da sala de jantar.
— Para onde você vai, amorzinho?
— Perdi a fome, Helena. Depois conversamos.
— Amorzinho, eu também prefiro não comer. Podemos ir para a casa da minha sogrinha? — ela pergunta, e eu assinto. Ela se levanta e me abraça, dá um selinho em mim e sorri.
— Eu te amo, amorzinho.
— Vamos? — pergunto, fugindo do assunto, e ela assente.
— Amorzinho, depois podemos fazer compras?
— Humrum, outro dia. Estou cansado.
— Tá bom, amorzinho, vou pegar minha bolsa.
Ando até o meu carro, pego a chave, entro nele e buzino para Helena aparecer. Ela entra sorrindo, e eu continuo de cara fechada. Dirijo o mais rápido possível para não ter que ouvir a voz de Helena me contando sobre a nova coleção da Gucci.
Quando chegamos, desço primeiro e nem toco a campainha.
— Me espera, amorzinho — Helena fala, tentando andar rápido nos saltos.
— Oi, mãe, Marcel e Vitória — abraço minha mãe e aceno para os dois que estão sentados no sofá.
— Oi, sogrinha — Helena tenta abraçar minha mãe, que não deixa.
— Sentem-se. Estou ansiosa para a chegada do Mark e da minha nova nora. Espero que ela seja como ele descreveu — minha mãe diz animada.
— Amorzinho, mama um pouco, meu peito está doendo muito, por favor — ela insiste, e eu aceito relutante. Não quero brigar aqui. Ela cobre o seio com um paninho e consequentemente uma parte do meu rosto.
Escuto meu irmão chegar e quando tento levantar a cabeça, Helena protesta baixinho sem chamar atenção.
— Eles não vão correr. Por favor, mama mais um pouco.
Eu obedeço e mamo mais um pouco. Depois me levanto e cumprimento minha cunhada. Ela é bonita mesmo. Meu irmão parece tão feliz com ela. Eu espero que isso aconteça logo comigo.
[...]
Helena foi super m*l-educada com a Maya minha nova cunhada e fez meu irmão ir embora irritado, me deixando com vergonha de suas ações.
— Por que você não fez nada, Marcos? — ela reclama.
— Vamos embora.
— É melhor mesmo — minha mãe fala, chateada.
— Vamos, Helena, temos uma conversa muito séria esperando por nós.
— Tchau, sogrinha. Vamos, amorzinho.
Ela tenta encostar em mim, mas eu me esquivo. Saio na frente e entro no carro. Quando ela tenta falar, eu a interrompo.
— Quero o divórcio — digo, saindo com o carro. Ela fica quieta, me olhando.
— Por quê, amorzinho?
— Não está dando certo, Helena. Você não é minha mulher e nunca foi. Eu tentei e forcei você a ser, mas você nunca foi e sabe disso.
— Eu não aceito. Eu te amo e não vou desistir de você — chegamos em casa e ela desce apressada. Termino de estacionar e depois a sigo.
— Helena, eu não vou mudar de opinião. Amanhã vamos ao meu advogado para resolver isso. Eu te deixo bem de vida.
— Não, amor, eu te amo — sei que ela só quer ficar rica até a velhice, mas ela negará isso até a morte ou até receber o dinheiro.
— Quanto você quer? — pergunto, e ela muda sua expressão para uma séria e real.
— Você não vai desistir de se separar?
— Não.
— Tem outra mulher?
— Não também.
— Então vou fazer um inferno na sua vida. Eu não vou me separar de você tão fácil, Marcos.
— Quanto você quer?
— Ainda não sei.
Ela sobe e mando uma mensagem para o Mark pedindo o número da minha cunhada. Ela me ofereceu ajuda, e eu preciso sair dessa casa.