1|Clara

822 Words
Desço as escadas correndo, logo escutando um disparo alto e um grito de frustração. Me jogo no chão, rolando para trás de um latão alto, disparando em cheio no meu último adversário. — Parabéns, Clarinha! — o Roger anuncia minha vitória, vindo a comemoração dos meus amigos em seguida. — Eu sou f**a! — me levanto, jogando a arma no chão — Pode dizer se não sou a rainha — rebolo em comemoração. — Tá mais pra uma lacraia agora — Valéria bate na minha testa. — Vai se f***r — jogo meu cabelo. — Toda vez a Clara nos ganha no paintball — Jorge reclama puto, jogando a arma com força no chão. — Aceita, Jorginho — caminho até ele, ficando frente a frente. — Só aceito se for parar na minha cama — me olha com desejo. — Quando vai parar de ser tão nojento, Jorge? — faço momice — Nem sei por que ainda andamos com você — bufo, passando por todos e indo direto para a saída. Entreguei minhas roupas, tomei um banho no vestiário enquanto zoava com as meninas. — Eu quero ver você dançar pra mim — começamos a cantar em um coro, inundando o banheiro d'água. — Só falta vocês, clube das Winxs — escutamos Roger nos gritar, nos fazendo rir. Nos arrumamos rapidinho, já pegando nossas coisas e saindo de lá. — O que vamos fazer agora, Clara? — Valê me pergunta. — Não sei — respondo. — Poderíamos ir na casa de algum de vocês — Paula diz. — E por que não poderia ser na sua? — Jorge reclama. — Se você não quer nos levar na sua casa, tudo bem, só não precisa ser i****a desse jeito — falo, defendendo a Paula. — Fica quietinha, o advogada de pobre — ele retruca, me fazendo dar um tapa forte em sua cabeça, a fazendo ir lá na frente e voltar em um solavanco — c*****o, Clara — reclama. — Fica quieto ou vai ser um soco na cara — bufo impaciente — Podem ir lá para a minha casa, se quiserem — ofereço. — Eu amo ficar na sua casa — Valê comemora. — Sua mãe é maravilhosa — Roger diz. — E gostosa demais — Jorge rir, ganhando um tapa do Roger. — Não cansa de ser i****a nunca — Gustavo estala a língua — Não sei mesmo como a Valéria namorou contigo, sério — ele abraça o pescoço dela. — Tá mastigando o meu resto e ainda falando m*l de mim, que feio, Gustavo — Jorge perde a oportunidade de ficar calado mais uma vez. Gustavo vai pra bater nele, mas Valéria impede. — Deixa ele bater ou eu bato — comento de braços cruzados. — Chega de te aguentar, Jorge — Roger fala — Não fale mais com a gente — o empurra. — Vocês são tudo um bando de cuzões — ele mete o pé na nossa frente. [...] Descemos do uber no pé de Vidigal , pagando e andando pelas ruas movimentadas. — Clarinhaaa — escuto me gritarem. Já me viro em direção ao grito, sabendo quem é. — Oi, pai — dou um abraço rápido no Capitão. — Tá chegando agora de onde, mocinha? — cruza os braços. — Já não basta o meu pai, ainda você também, Caio? — bufo. — Vou nem te dizer nada, Clara — me abraça forte e beija a minha cabeça várias vezes. — Já chega, Caio — desvio dele — Tanto grude — faço momice. — Minha princesaaa — meu pai sai pra fora da casinha. — Oi, pai — reviro os olhos. — Revira esses olhos pra mim não, dona Clara — me abraça forte, distribuindo beijos na minha bochecha. — Chega, pai — reclamo, tentando me soltar dele — Solta, pai. — Sebosa demais essa minha filha — me solta — Onde a bonita estava? Fui te ver mais cedo. — Morta que eu não estava — respondo óbvia. — Brinca mais que a brincadeira — reclama. Eles cumprimentaram meus amigos, logo nos "liberando" para irmos para minha casa. — Cheguei, mãe — anuncio a minha chegada, tirando o tênis na porta, ela odeia que entre com calçado. — Oi, filha — me cumprimenta, jogada no sofá — Oi, meninos — cumprimenta meus amigos. Ela levanta e abraça cada um deles. — Eu tinha feito bolo, mas só o que fiz, a Clara come sozinha sem ajuda — me esculacha. — Não exagera, mãe — me jogo no chão, pegando o celular pra gravar uns stories. — Vou arrumar algo pra enfiar no bucho de vocês — minha mãe se dirige para a cozinha — Me ajuda aqui, Roger — ela chama ele que vai atrás dela. Ficamos zoando um pouquinho dali, já colocando em um filme para assistirmos. Minha mãe optou por fazer cachorro quente, então enfiou isso em todo mundo até não sobrar praticamente nada.
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