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Entre Duas Luas

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mystery
another world
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intro-logo
Blurb

Num retorno marcado pela solidão, ele se depara com uma reviravolta inesperada: seu pai organiza uma guerra contra os humanos. Enquanto o conflito se intensifica, ele se vê enredado em um turbilhão de paixões proibidas ao se apaixonar por uma recém-chegada no vilarejo. Mas ela já entregou seu coração a outro: um caçador destemido. Entre cenas arrebatadoras, banhadas em desejo e traição, um triângulo amoroso se forma, mergulhando todos em um destino de sangue e sacrifício.

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Introdução
Ela estava ajoelhada, seus olhos fixos no homem sentado em sua cama. Admirava seu corpo, os músculos como pedra, num corpo esguio que achava excitante. Seus olhos azuis, frios, congelavam sua alma, o deixava nervoso. Ele gostava disso, lembrava de tudo que sentira ao ver aquela mulher. Depois que saiu daquele lugar horrível, vê-la de joelhos era um delírio. O quarto era iluminado por uma luz suave que escapava das frestas das cortinas semiabertas. As paredes pintadas de um tom neutro criavam uma atmosfera acolhedora, enquanto uma única luminária lançava sombras dançantes sobre os móveis discretos. A cama, com lençóis macios e almofadas aconchegantes, ocupava o centro do cômodo, enquanto ao lado dela, uma mesa de cabeceira exibia alguns objetos pessoais da mulher. Um tapete macio adornava o chão, proporcionando conforto aos pés descalços. __Não precisamos fazer isso! __ ele a estudou. Ela puxou uma tira de cabelo que estava em frente aos seus olhos e colocou atrás da orelha, para que ele pudesse ver bem seu rosto. Era uma mulher com um rosto comum, sua pele leitosa, cabelos loiros e olhos azuis. O simples suspiro daquela mulher fazia ele ficar hipnotizado. Ela não precisou responder, o sorriso que mostrara já revelava tudo. Ela o queria, tanto quanto ele a queria. Seu corpo esculpido pelos deuses, curvas sensuais que lhe davam um ar sedutor. Ele sentiu quando ela tocou a parte de dentro da sua coxa, massageando os músculos da sua perna. Tinha dedos longos e sedutores. Seus dedos alcançaram o pano que lhe cobria o m****o, e ela retirou com delicadeza. Ao vislumbrar seu m****o, ela revirou os olhos e um brilho intenso tomou conta do azul dos seus olhos. __Como consegue usar isso? __estava maravilhada. Não era apenas imenso para os seus padrões, era agradável, cheiroso, com uma textura quente e rígida. Com a língua salivando, ela o tocou, acariciou e então o colocou na boca. Sua língua era quente e molhada, quase o levando à beira do orgasmo. Com calma, ela o chupava, sentindo todo o calor de sua boca, movendo-se habilmente para cima e para baixo, em um ritmo circular, enquanto exibia suas curvas de forma excitante. __Ah... como pode ser tão boa nisso? __ ele suspirou à beira do delírio. Com sobrancelhas arqueadas e palavras escapando de seus lábios, ela tenta engolir tudo, às vezes cuspindo um pouco. Ao unir suas mãos e continuar apenas com a cabeça em sua boca, ele sente-se prestes a desmaiar, como se estivesse sendo devorado por um ser sobrenatural. __Pare, assim não vou aguentar por muito tempo. __ ele súplica, mas ela continua chupando, seus lábios rosados explorando-o como se estivesse saboreando. Ela o devora apenas com a boca, brincando com o líquido, jogando-o para fora e chupando-o novamente. Ele vê seus s***s imensos e rosados balançarem, sabendo que ela estava esperando por aquilo. Seu corpo exala um magnetismo demoníaco, sedutor ao ponto de fazê-lo questionar se ela era uma mulher ou uma entidade de outro mundo. Sentiu uma dor fina na ponta do seu pênis, quando a olhou, sangue descia pelos lábios pútridos da mulher. Ele tentou afastá-la, mas suas mãos estavam presas por cipós, que enrolavam do seu pulso até o antebraço. Os cipós tinham espinhos que lhe penetravam a pele. Ele não sabia como tudo se mudara tão repentinamente, o quarto no qual estava, se moldou, e agora estava numa caverna escura, era um lugar podre, parecia ter vermes andando pela parede, onde a escuridão era tão densa que parecia engolir qualquer fonte de luz. Apenas os olhos vermelhos da mulher se destacavam no ambiente, havia uma tocha fraca no canto que tremulava suavemente, lançando sombras dançantes pelas paredes de rocha áspera Ela tira seu m****o da boca e seu sorriso se desvanece. __Quem é você? __ pergunta, com um temor pela sua vida que ele desconhecia, onde estava. Ele a olhava temeroso, seu corpo sangrava por várias fissuras escuras que iam surgindo à medida que ela se aproximava. __Não se esqueça. __o passo retumbou no ambiente. __NÃO SE ESQUEÇA. Sua voz ecoou por toda sua alma. __A lua de sangue. __O homem sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Seus olhos encaravam os da mulher no canto mais escuro da caverna. __Está na hora de acordar! *** O cavalo relinchou, arqueando o pescoço para trás ao sentir as rédeas de couro sendo puxadas pelo velho cocheiro. O homem alto, montado no animal, não demonstrou surpresa com o movimento, mesmo acabando de abrir os olhos. seus olhos gélidos se fixaram no velho. Ele Vestia uma máscara vermelha com um rosto distorcido, cujo reflexo amarelado do lampião, preso por uma vara de ferro na placa de couro do peitoril do animal, dançava nas feições deformadas da máscara. Seus olhos verdes, escapavam selvagens como a noite, ecoavam um aviso silencioso ao cocheiro. _Perdoe-me, senhor..._ A voz do velho saiu trêmula, seu sibilo ecoando na noite. A garganta seca implorava por um gole, um breve alívio do medo que o consumia. Pigarreou, uma tentativa de dissipar o temor que se espalhava por seu corpo, antes de expelir o catarro amarelado de apreensão, passou a mão sobre a coxa. Seus pés doíam sobre a sandália de couro desgastada, guiava o cavalo, puxando pelas rédeas através da vastidão silenciosa da estrada abandonada. Seria mais fácil seguir pela estrada principal, uma via conhecida que os levaria diretamente ao castelo na colina. No entanto, aquela figura misteriosa que contratara foi específica em sua solicitação, exigindo discrição e evitando os olhos curiosos da civilização. Assim, eles persistiam, avançando através da escuridão impregnada de mistério, rumo ao destino desconhecido que os aguardava além das sombras da noite. _As florestas à noite ganham vida própria... o medo, uma sombra persistente, envolvia-o, sussurrando-lhe segredos de agonia enquanto ele avançava, cada vez mais profundo nos recônditos desconhecidos da floresta. E mesmo assim, apesar do tormento inclemente, ele continuava, impelido por uma determinação inabalável, como se cada passo fosse uma penitência que ele voluntariamente aceitava em troca de redenção, sua determinação era o medo, mas não medo da noite, medo daquela figura no cavalo. Evitando encarar o senhor no cavalo, o cocheiro manteve o olhar baixo, ignorando o movimento sutil do homem. Desde que adentraram aquelas terras áridas, o cavaleiro permanecera em silêncio sepulcral. Seus olhos penetrantes transmitiam uma presença dominadora, fazendo o cocheiro questionar sua própria existência ao lado daquele homem. Aquela figura enigmática, com certeza, não necessitava de um guia. Então, por que estava ali, na calada da madrugada? Isso não importava com tanto que pagasse o suficiente. _Estamos quase lá..._ Coragem infiltrou-se em suas palavras antes de retomar a marcha do cavalo. Com movimentos suaves, acariciou as narinas do animal, tranquilizando-o enquanto se aproximavam de uma ponte desgastada de madeira. O cavalo estremeceu, o medo palpável diante das cordas lamacentas que cruzavam de uma extremidade à outra. O ranger das tábuas sob os cascos ecoava na escuridão. _Vamos... Cruzavam a ponte lentamente, o cocheiro mantendo as rédeas firmes em suas mãos calejadas. Seus passos eram orientados pela fraca luz do lampião, que parecia desafiar a escuridão que envolvia a passagem. Na metade do caminho, um cheiro metálico invadiu suas narinas, como se uma forja estivesse próxima, embora ele soubesse que não havia vilarejo nas proximidades. Seus instintos o alertavam, e ao olhar para o cavalo, sentiu que o animal também percebia algo estranho. O cheiro metálico sumira. O homem no cavalo permanecia imperturbável, seus olhos fixos na escuridão à frente, olhava para a colina, onde as luzes do castelo, pareciam vagalumes no alto. _ em breve chegaremos ao castelo. _ falou sozinho mais uma vez. Os olhos do homem estavam congelados, como se nada pudesse aterrorizá-lo. Sua máscara irradiando o brilho alaranjado do lampião. O velho o observou cautelosamente. _Você conhece o castelo, cocheiro? _ Sua voz era grave, como a de uma divindade dirigindo-se a um mortal, trazendo uma tranquilidade inquietante. Aquele homem não parecia perigoso, mas sua aura indicava que poderia se tornar se fosse desafiado. O velho foi pego de surpresa, mas respondeu prontamente. _Não, senhor, nunca passei desta ponte à noite. _ Ele parecia refletir sobre o que diria e continuou. _As histórias sobre esse lugar... Os mineiros dizem que esta terra é habitada por homens-lobo. O homem no cavalo fixou seus olhos na figura indefesa do cocheiro. _Você não tem medo? _Tenho, senhor, mas a fome é mais dolorosa. _ E o silêncio retornou. O cocheiro, contudo, estava curioso. Observou o homem no cavalo, notando suas botas e suas vestes. Não havia reparado no símbolo em seu pescoço quando ele chegara na taverna, exigindo um guia. O símbolo da Casa Noctis; senhores de todas as terras, esse símbolo causava medo nas aldeias, era uma presença imponente.

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