Se encontrando com Gino

851 Words
Ela olhou emocionada para sua avó antes de falar as palavras que sabia que ela precisava ouvir para se tranquilizar. ___Pode deixar, vó, só vou ficar tempo suficiente para ganhar o dinheiro necessário para lhe proporcionar uma vida mais confortável e o descanso que tanto precisa. Agora vou arrumar minha mala, acertar minhas contas nos meus dois empregos, trazer uma parte do dinheiro para a senhora pagar algumas contas, e depois vou para a casa do Gino. Acho que de lá mesmo eu vou viajar. Então, vó, me dá um abraço bem apertado e nunca se esqueça: eu te amo e a senhora é tudo para mim. Se estou fazendo o sacrifício de ir para longe é porque quero poder lhe dar tudo o que merece. – Disse Lívia, levantando-se e abraçando com muito amor e carinho sua avó, os olhos lacrimejantes. Depois, ela abraçou Inês, que disse que ela poderia ir tranquila, que cuidaria de sua avó e que nem precisava pagá-la para isso, pois gostava muito das duas. Em seguida, Lívia foi fazer suas malas.Enquanto fazia as malas, Lívia refletia sobre a sorte de ter surgido essa oportunidade em sua vida. Agora, finalmente, poderia dar para sua avó tudo o que sempre sonhou. Desde que perdeu os pais, a avó, mesmo com todas as dificuldades, nunca deixou faltar nada e sempre foi uma mãe e um pai para ela. Por isso, não pensou duas vezes em aceitar a proposta de Gino, pois sabia que no Brasil nunca teria uma chance como essa. Com seus dois empregos, apenas conseguia manter ela e sua avó, além de comprar os remédios necessários. Nunca pôde dar um presente decente à avó, como gostaria; eram sempre lembrancinhas simples, mas ela tinha certeza de que iria proporcionar à avó muito mais que lembrancinhas: uma vida melhor e o descanso que ela tanto precisava.Depois do café da manhã, Lívia ajeitou tudo o que precisava, fez suas malas e foi até seus dois empregos para pedir demissão. Inclusive, a dona da boate, Mercedes, lhe desejou muita sorte e disse que lamentava perder sua melhor dançarina. No entanto, deu-lhe um conselho estranho: disse que, para sobreviver na nova vida, o melhor era controlar seu temperamento forte e fazer tudo o que Gino mandasse. Lívia achou que o conselho soava como se, ao invés de trabalhar para ele, fosse submeter-se totalmente, mas decidiu que Mercedes estava apenas exagerando e não pensou mais nisso. Chegando com as malas prontas na mansão de Gino, em um bairro muito nobre de São Paulo, a primeira coisa que notou foi a segurança rigorosa. Logo entendeu por que Mercedes havia dito que ele era um homem muito rico e importante.Ao se apresentar, o segurança, que parecia ser o chefe dos outros, olhou-a com desejo e cobiça, especialmente para seus s***s firmes que quase furavam o tecido do vestido de seda preto com um discreto decote em V e curto, deixando suas pernas torneadas à mostra. Após um sorriso lascivo, ele a deixou entrar. Enquanto caminhava em direção à casa, sentia os olhos dos seguranças fixos em suas nádegas empinadas, o que a incomodou.Uma mulher magra e alta, de expressão fechada, atendeu a porta e lhe disse para entrar. Informou que chamaria seu patrão.Lívia ficou admirando o luxo da casa enorme e pensou que não precisava de uma casa tão luxuosa para sua avó, mas que ela merecia morar em um palácio, pois era sua rainha. ___Lívia! Que bom que veio! E pelas malas, posso supor que ainda nem leu o contrato e já está decidida a aceitá-lo. Garota esperta! – Disse Gino, aproximando-se com um olhar de admiração e desejo, dando-lhe um beijo em cada lado do rosto. ___Eu não poderia desperdiçar a oportunidade que está me dando, Gino. – Disse ela, com um sorriso gentil. ___Claro, você está certíssima. E chegou em uma ótima hora, estou almoçando e gostaria muito que me acompanhasse, Bella ragazza. – Disse ele, sorrindo. ___Bem, estou tão ansiosa que não tenho fome. Sinceramente, gostaria de ler o contrato primeiro, Gino. Sei que vim de malas prontas, mas não vou mergulhar de cabeça sem saber onde estou me metendo. Quanto às malas, para mim não faz diferença: se não concordar com os termos, levo-as de volta. – Disse ela, direta como sempre. ___Claro, você está certa. Eu também faria o mesmo. – Disse ele, com um sorriso que não chegou aos olhos, como se sua fala o tivesse irritado. ___Mas se não quer almoçar, pelo menos uma taça de vinho não vai recusar, vai? Venha para a sala de jantar. – Disse ele, conduzindo-a pelos ombros e levando-a para outro cômodo igualmente luxuoso. ___Toma, é da minha melhor safra e sei que vai gostar. – Disse ele, entregando a taça de vinho. Lívia aceitou para não fazer desfeita. ___Vou buscar o contrato e já volto. – Disse ele, retirando-se com um sorriso estranho.De repente, Lívia pensou que Gino estava estranho demais. Olhando para a sala, viu suas malas sendo levadas por um segurança. Levantou rapidamente para impedir, mas sentiu-se tonta e teve que se sentar novamente para não cair.
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